Hoje eu senti saudade…

solidao

Porque as pessoas passam, mas nos deixam muito 

 
Se tem algo que eu acredito nessa vida é na unicidade das pessoas. Explico: somos seres únicos. Não existe outra Júlia Groppo – não como a Júlia Groppo que eu sou, qualidades, defeitos, problemas, sonhos, valores. E graças a Deus, né gente? Porque esse é o meu poder, do qual não abro mão! Aliás, ser único no mundo é o poder de cada um.

Dai que, dia desses, senti falta de uma pessoa e entendi o quão essa minha crença se encaixava na situação. Hoje, mais uma vez, senti saudades dela, um alguém que fez parte da minha vida por muito tempo, mas que, em determinado momento, precisou ir embora. Até hoje me perco tentando descobrir se eu quem a expulsei ou se ela quem quis sair. Acho que um pouco dos dois. Eu comecei o trabalho e ela concluiu. Na época, tivemos alguns problemas, coisas de adolescentes, sabe? Nos estranhamos; o santo parou de bater; descobri coisas meio desagradáveis. Sofri (e cresci) tanto com isso! Enfim… quem nunca, né? Foi aí que eu pude entender claramente: o tempo passou, somos desconhecidas agora, não faço ideia do rumo que a vida dela tomou – e nem ela do rumo da minha – mas ninguém pode substituir na minha vida o espaço que ela preencheu.

Fiz diversas amizades especiais depois disso, muito mais importantes e reais, quem sabe, mas o que essa pessoa representou para mim, o jeito que ela enfeitava minha vida na época em que éramos amigas e tudo o que vivemos, isso ninguém pode substituir. Não adianta tentar tampar o buraco da ausência de uma pessoa com outra. Podemos formar novos laços, conhecer outras pessoas, se envolver com mais muitos caras depois de um término, mas o fulano de antes sempre deixa sua marca. De forma boa, nos fazendo rir ao lembrar dos momentos, ou de forma ruim, nos deixando aprendizados valiosos. Todos nós deixamos – na vida um dos outros. Seja um ensinamento, um conselho, um momento incrível vivenciado lado a lado. Um abraço, uma palavra de amor, a companhia numa viagem. Ou mesmo o silêncio. Fomos feitos para isso, para deixarmos um pouco de nós nas pessoas por quem passamos, assim como saber aceitar o que as pessoas deixam em nós. E ela deixou. Acredito que o mais importante, nesses casos, é aprender a superar tudo de ruim que ficou e transformar esses sentimentos desagradáveis em muitos aprendizados. E seguir em frente. Afinal, a vida continua.

Se o ser humano tivesse sido criado para ser sozinho, então existiria apenas um de nós nessa Terra e pronto. Solitário. Mas não, somos bilhões e – graças a Deus – todos diferentes uns dos outros e com a capacidade de transformar a vida de quem passa por nós, de diversas formas. E, da forma dela, transformou a minha – no caso, me trazendo um GRANDE aprendizado sobre amizade. E agora, uma deliciosa reflexão sobre como todo ser é único no mundo. E eu agradeço-a por isso.

Com uma saudade esporádica,

Júlia Groppo

Por julia às 27.01.16 397 comentários

397 Comentário em “Hoje eu senti saudade…”

Deixe seu comentário

A felicidade é aqui (e agora)
A tal da criatividade
O ”ponto morto” da vida tem seu valor
Sobre fios, fases e metamorfoses