Sobre decolagens…

decolagens

Existem diversos tipos dela: as dos aviões, das quais gosto muito, pois sempre que acontecem é porque estou indo para algum lugar incrível. As decolagens mentais (minhas preferidas), quando você se vê a dimensões de distância do lugar onde está – e quando acontece comigo, sempre me rendem um bom texto e boas ideias, de tanto que o cérebro trabalha, muitas vezes por segundo. Acrescenta muito aqui dentro. E, por fim, as decolagens da vida, das quais, muitas vezes, nós não podemos fugir.

Você não escolhe o momento: ele acontece. Geralmente, totalmente diferente do que um dia você imaginou. E então, você da um passo e, quando menos espera, está fora da sua zona de conforto. Se depara com um mundo todo a sua frente, pronto para te engolir. Você se vê um pouco longe de tudo aquilo que estava acostumado e precisa criar muita coragem para viver um dia de cada vez, sem saber o que pode acontecer. A única saída? Encarar com o coração bem aberto.

A vontade de permanecer estático e nunca mais sair de onde estamos é grande. Maior ainda é a vontade de parar o tempo, atrasar o relógio e adiar o voo. Mas, uma vez perdido, perdem-se também muitas possibilidades, oportunidades e momentos. O preço que se paga por adiar a vida é muito grande. Parece assustador, né? Mas garanto, apesar de ser difícil e exigir um bocado de coragem, a recompensa de tudo aquilo que vem após esse primeiro passo é realmente incrível.

Então decole. Você só saberá quem é, de uma vez por todas, quando precisar usar todas as suas forças para encarar o mundo. Você entende do que é capaz, reconhece o seu poder, enxerga as suas fraquezas com muita clareza e volta pra casa com muitos aprendizados. Porque quando você decola, deixa quem costumava ser para voltar um alguém ainda melhor. Acredite. Você jamais voltará o mesmo daquele que foi. E, para mim, esse é um daqueles desafios do qual eu nunca quero abrir mão, mesmo que os medos sejam absurdos. Você deixa algumas coisas para trás para conquistar outras, totalmente diferentes. Ter coragem é preciso. Soltar os medos é preciso. Respirar fundo é preciso. Decolar é preciso.

E o que a vida quer da gente, afinal, é que tenhamos coragem para mergulhar rumo ao desconhecido. Ficar na superfície durante muito tempo pode te fazer perder o que de mais profundo a vida tem para te ensinar. E o importante é não tentar interromper essa decolagem quando sabemos que ela precisa acontecer. Feche os olhos, confie e vá. E que você descubra as muitas facetas de quem você é. E que você prove do que é a vida mais aberto ao que vier. E que as nossas decolagens sejam cada vez mais altas (de todos os tipos).

Todos em seus assentos? Cintos de segurança? Caderneta na mão? Coração preparado? Alma bem aberta? Então lá vamos nós…

Câmbio e desligo,

Júlia Groppo

Por julia às 03.02.16 620 comentários

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