2019

Não gosto de rotular um ano como apenas ”bom” ou ”ruim”. Tenho pra mim que muitas coisas cabem nesses 365 dias que nos são dados. A verdade é que seria injusto reduzir os tantos momentos que vivemos nos últimos meses em apenas uma palavra. Simplista demais, não acham? Se em um só dia brinco que experimento os mais diversos sentimentos, imagina em um ano?

É por isso que gosto de olhar para o ano que passou da forma mais gentil possível, tanto com ele quanto comigo. Afinal, juntos, nós tentamos dançar no mesmo ritmo.

Outra verdade é que eu não poderia deixar de registrar aqui a minha despedida a 2019. O ano que me deu tantas, mas tantas lições, que – por mais que algumas tenham doído pra caramba -, seria bem feio da minha parte não parar alguns minutos para pensar, refletir e, principalmente, agradecer.

O que posso dizer é que o ano que passou em um piscar de olhos com certeza não passou despercebido. Eu e 2019 tivemos alguns tropeços engraçados, quando só nos restava rir de nós mesmos. Levamos rasteiras doídas e tomamos alguns baldes de água fria – e aí, foi preciso respirar fundo, rever algumas coisinhas e fortalecer os passos. Também trocamos algumas certezas por dúvidas, o que assusta (e muito!), mas no fim se torna um ótimo motivo para continuar caminhando.

Nos dias felizes, ele também estava lá, sorrindo para mim e me mostrando, mais uma vez, que a vida é uma bela combinação de tempestades e arco-íris, e que ela vai me lapidar – sem, é claro, pedir licença – sempre que achar necessário. Também tivemos muitas descobertas, essas que guardei em um lugar bem especial para não esquecer nunca mais.

Sou grata a tudo o que vivemos juntos. As tantas vezes que recomeçamos. Mas é chegada a hora de lhe pedir licença. Agora, preciso criar memórias com 2020.

Com gratidão e uma pitada de ansiedade,

Júlia Groppo

Por julia às 18.12.19 Comentários

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