Ser feliz ou ter razão?

Já faz um tempo que venho me fazendo essa pergunta. É verdade que pode ser bem sedutor querer ter razão em tudo (só querer, ta? Porque a gente, no fundo, não tem!) e estar sempre certo. Nosso ego agradece imensamente. Mas em mundo onde conviver é essencial, precisamos lidar com nossas opiniões misturadas a de muitas outras pessoas. Foi aí que, recentemente, esse questionamento passou a surgir com frequência na minha mente.

Como toda boa pessoa teimosa, jornalista – e, pior ainda, ariana -, vou até o fim com as minhas ideias. Agarro-as bem forte. Defendo com unhas e dentes. Tenho uma amiga que brinca que primeiro eu falo, depois eu penso. Porém, passou a ser necessário – e mais saudável para mim mesma, vale dizer – questionar e entender até que ponto esse meu jeito tem feito bem para mim, e até onde vale a pena levar uma discussão, seja ela qual for.

A verdade é que, em meio ao caos desse mundo, eu tenho buscado qualquer vestígio de paz. E saber a hora certa de falar – ou de silenciar -, tem sido, acima de tudo, um presente que decidi dar a mim mesma. Saber até onde ir com uma discussão, ou se sequer vale iniciar uma. Outra verdade é que, em algumas situações, a gente só tem que ouvir. E seguir. É energia poupada, sabe? Uma energia que tem me feito falta.

O que importa, no fim das contas, é que eu esteja ciente da minha verdade. Convencer o outro, ou o mundo, de algo que faz sentido para mim (e talvez somente para mim) é a tal da expectativa criada justamente para ser desatendida.

Hoje, eu escolho ser feliz. E você?

Júlia Groppo 

Por julia às 19.12.19 Comentários

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