A arte de ser leve

Leveza é uma das palavras de ordem do meu 2020. Como toda boa ansiosa, passei a acumular muitos pesos desnecessários ao longo da minha vida. Nas costas, na mente e, principalmente, no coração. Sabe quando te falta fôlego para caminhar por aí, mas você não sabe dizer muito bem de onde está vindo tamanha dificuldade? Foi aí que me dei conta: estava perambulando pela vida como se o meu caminho fosse um fardo a ser carregado. E, na verdade, ele é um lindo presente, que precisa ser sentido e saboreado todos os dias.

Mas como aproveitar cada um dos prazeres e ensinamentos da vida se estamos tão ocupados com angústias desnecessárias que resolveram morar dentro de nós? Foi pensando nisso que decidi há um tempo tentar tornar as coisas mais leves para mim mesma. Nessa busca, passei a me vigiar para que pudesse identificar de onde estavam vindo esses incômodos.

Acredito que seja este o primeiro passo para uma jornada mais leve: descobrir o que você, sem nem perceber, anda complicando na sua rotina. De que maneira você anda sendo a própria pedra no seu sapato. Outra das minhas maiores armas nesse desafio tem sido a arte de não levar a vida tão a sério e aprender a rir de alguns tropeços que rolam pelo caminho. Afinal, coisas ruins acontecem o tempo todo – assim como as boas! -, e a maneira como você decide encará-las é o que vai dizer o peso da bagagem que você está levando por aí.

A vida não deve ser um fardo que você carrega sem nem saber o porquê. E para que tenhamos tempo de descobrir suas maiores belezas e mistérios, nosso coração precisa de espaço suficiente para o que realmente importa. Vai por mim: quando a gente entende que isso tudo é sobre sair daqui melhor do que entramos, e que você não precisa ser melhor que ninguém a não ser você mesmo, muitos pesos já vão embora.

Sigo firme na minha busca, e eu te convido a fazer o mesmo.

Júlia Groppo

Por julia às 28.01.20 Comentários

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