Sentir

Você aí: já experimentou sentir as coisas? A princípio, essa pode parecer uma pergunta bem tola (e um tanto óbvia). Ao menos era para mim, quando tentavam me dar esse conselho e eu não entendia muito bem o que ele queria dizer. Você deve até estar me questionando: “Mas Júlia, é óbvio que sinto as coisas. Estamos o tempo todo fazendo isso!”. E se eu te disser que não?

No meu caso, a vida foi acontecendo, e aos pouquinhos eu fui assimilando o tal conselho: na maior parte do tempo, estamos tão ocupados em querer resolver os nossos sentimentos – muitas vezes até em escondê-los -, que não nos damos o tempo necessário para, de fato, senti-los. Já vamos logo tentando dar um jeito neles, sem nem pensar duas vezes.

A nossa necessidade em ter tudo muito bem resolvido faz com que passemos por cima de coisas que precisam, simplesmente, serem sentidas. E de onde a gente tirou toda essa pressa em resolver tudo? E aonde está escrito que tudo precisa ser resolvido? Experimente, da próxima vez que for invadido por algum sentimento, fechar os olhos, entrar em contato com você mesmo e se permitir, mesmo que por poucos minutos, sentir de verdade o que está ecoando aí dentro.

Talvez esse texto não faça sentido nenhum para você agora. E tudo bem, pois este foi um conselho que levei um bom tempo para entender e colocar em prática. Mas quando finalmente assimila-lo, volte aqui e leia-o mais uma vez. Quando nos damos tempo suficiente para sentir de verdade, provamos mais da vida em sua essência, além de começar a nos conhecer por completo.

Espero que consiga.

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 29.01.20 71 comentários

71 Comentário em “Sentir”

Deixe seu comentário

De mãos dadas comigo mesma
O processo (é o que mais) importa
O que aprendi com o coronavírus
Algumas coisas que descobri sobre a vida