Algumas coisas que descobri sobre a vida

Na minha aventura pela busca de uma vida mais leve, tenho entendido cada vez mais que leveza tem muito a ver com conseguir se divertir nos percursos que vamos traçando em nossa jornada.

Crescemos com a ideia de que a felicidade é algo sempre a ser conquistado, o que a coloca em um patamar um tanto quanto inacessível, como se precisássemos de muita energia e esforço, o tempo todo, para encontrá-la. Como se a nossa realidade não bastasse para acessá-la. Acontece que já faz um tempo que eu decidi enxergá-la nas pequenas coisas ao meu redor, e não aceito mais que me digam que eu só serei feliz ”quando chegar a algum lugar” ou ”conquistar alguma coisa”. Por que eu não posso ser feliz agora, com o que tenho bem em frente a mim?

Foi assim que comecei a entender que felicidade e leveza caminham de mãos dadas. Juntas, é através da simplicidade que se manifestam, formando um belo trio do qual eu não abro mais mão. E aí, eu também decidi dar as mãos a todas elas. Estamos descobrindo que a vida acontece a todo momento, aos pouquinhos, e que caminhar por aí sem ao menos uma pitada de diversão, graça e contemplação não vale a pena – mesmo que em tempos difíceis.

Quando acordo, estabeleço comigo mesma o compromisso de eliminar os pesos desnecessários que por muito tempo fui carregando e abrir espaço para enxergar a vida e seus detalhes no meu dia a dia. Vou investigando a mim mesma e tecendo a minha rotina de diferentes formas, porque sim, é possível – e deliciosamente desafiador – encontrar novidades em coisas e caminhos que fazemos todos os dias. A graça de tudo está justamente aí.

Minha bagagem tem pesado menos a cada dia, e o meu coração tem se preenchido com o que está bem aqui na minha frente. É verdade que eu nunca deixarei de sonhar – com dias melhores, projetos que estão no papel e sonhos que moram de forma tão sincera no meu coração -, mas também não posso mais deixar algumas coisas para depois: nem a mim mesma, nem os meus encantos e muito menos ser feliz. Seguirei me aventurando pela minha própria história. Quero fazer poesia dos traumas, graça dos tropeços e sentir tudo o que tem sido preparado para mim.

Que seja leve.

Júlia Groppo

Por julia às 21.02.20 59 comentários

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