Filme: A escolha

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O Júlia Indica de hoje traz dica de mais um filme que você pode conferir nos cinemas: “A escolha”, de Nicholas Sparks. Fui ao cinema esta semana e estava louca para conferir a trama e posso dizer que me senti muito bem do início ao fim. Acredito que essa seja a característica que mais admiro nos filmes baseados nas histórias desse autor: a capacidade de manter nossos olhos presos ao longo de toda a sessão e de aquecer os nossos corações. Saí da sala de cinema bem mais leve e é por isso que não podia deixar de indicar para vocês. Vamos lá?

“A escolha” é mais uma das obras de Nicholas Sparks que foi adaptada para o cinema. A trama conta a história de dois vizinhos que, apesar de terem estilos de vida diferentes, acabam se apaixonando. Ele, veterinário, ela, estudante de medicina. Travis e Gabby terão de enfrentar alguns obstáculos para ficarem juntos, já que ele sempre esteve acostumado a ter o que queria de forma fácil e Gabby se mostra resistente por um bom tempo, afinal, ela namora um médico do hospital onde trabalha. Mas não para por aí: além do mistério se o casal consegue realmente ficar junto ou não, outro acontecimento chocante vai sacudir o filme quando você pensar que ele está chegando ao fim.

O resto vou deixar que vocês descubram sozinhos, né? O que posso garantir é que “A escolha” é o tipo de filme que nos faz relaxar e nos deixa com o coração aquecido. Quer coisa melhor? Além disso, o filme tem uma pitada de “comédia” já que, como eu disse, Gabby se mostra bastante resistente aos encantos de Travis e faz questão de deixá-lo intrigado e maluco. Confira o trailer aqui.

Um beijo,

Júlia Groppo

Por julia às 12.02.16 1.011 comentários
Uma pergunta por dia

uma pergunta p dia

365 perguntas – 5 anos – 1.825 respostas

O Júlia Indica de hoje traz uma dica muito bacana para você que gosta de ver sua evolução durante os anos; pra você também que é nostálgico e gosta de lembrar quem era algum tempo atrás, o que gostava, quais sonhos tinha, o que pretendia… Enfim, lembrar quem era o ‘’antigo eu’’. Achei a proposta desse livro genial e já tinha visto uma versão americana, mas que ainda não tinha disponível no Brasil, até que a editora Intrínseca nos deu esse presentão: ‘’Uma pergunta por dia’’ é a dica de hoje.

Quando ganhei esse livro, de cara sabia que iria adorar. Os olhos brilharam quando meu namorado me deu! É como um mini diário, com 365 perguntas para serem respondidas durante cinco anos. As perguntas? Uma completamente diferente da outra, de diversos tipos e estilos. Algumas bem engraçadas, embaraçosas e surpreendentes. Imagina só que incrível saber a resposta que daria a uma pergunta agora e a resposta para a mesma anos depois? Ver a sua evolução, a mudança dos seus gostos, crenças, sonhos e manias ao longo de cinco anos? Saber os lugares diferentes que você estava num mesmo dia ao longo desse tempo? Para mim, a ideia de ter um espaço pequeno e prático para registrar cada um desses detalhes é incrível.

O ‘’Uma pergunta por dia’’ é um livro com aspecto envelhecido e com estilo de agenda. É super pequeno, ou seja, da para carregar com a gente aonde quer que precisemos ir. O segredo é um só: abrir a página e escrever com o coração.

É muito bacana poder olhar para trás e ver o quanto crescemos, e esse livro vem como uma peça-chave para nos ajudar a não perder as melhores memórias. É um companheiro de bolso, fofo e prático, além de ser lindo. Vale a pena o investimento.

Um beijo,

Júlia Groppo

Por julia às 09.02.16 959 comentários
A felicidade das pequenas coisas

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Todos precisam de um motivo para ser feliz. Geralmente, dos grandes: porque vai casar, comprou um carro zero, mudou de cargo na empresa, tirou a maior nota da sala, tem o salário mais bacana na turma de amigos e coisas do tipo. ‘’’Tá feliz?’ ‘Sim, por isso, aquilo e aquilo outro’’’. E são sempre as coisas grandes, que chamam a atenção. Realmente, tudo isso traz (muita) felicidade. Como é bom viver momentos do tipo. Mas a felicidade não é exclusividade das coisas grandiosas, pelo contrário: ela se esconde nos detalhes.

Você já tentou encontrá-la no seu dia a dia? Parece difícil, né? E é mesmo. Desde pequenos, somos ensinados pelo mundo a comemorar apenas as grandes vitórias, os grandes momentos, as grandes conquistas, as grandes coisas. E aí nos esquecemos de olhar para os detalhes grandiosos (olha que paradoxal) que nos cercam. Chegou um momento na minha vida em que eu pensava assim. E então, parei para pensar porque eu esperava tanto que coisas grandes acontecessem para me sentir feliz e realizada. Já fui daquelas pessoas que só enxerga a felicidade nas grandes vitórias e isso me fazia sofrer muito, já que não é todo dia que coisas fantásticas acontecem. Pelo contrário: sabemos que as coisas grandes vêm a longo prazo, com muito esforço e dedicação. Então eu só serei feliz quando elas chegarem?

A verdade é que eu realmente não preciso esperar nada disso. Posso ser feliz, desde que eu queira e saiba para onde olhar.

Quando entendi que a minha felicidade está, principalmente, no que eu sou e nas pequenas coisas que me cercam, pude prová-la de forma melhor e mais duradoura. Pude até ter dias em que eu acordava feliz por nada. Ou por coisas desse tipo: sair do estágio com a sensação de dever cumprido, ter um estágio, ter saúde para poder levantar todos os dias e ir para o estágio, poder voltar para a minha casa, ter uma família que me espera cheia de amor em casa, ter pessoas do bem ao meu redor, me conhecer mais a cada dia, terminar de ler meus livros, aprender a dirigir na pista, fazer a própria comida sem queimar nada, ter o que comer, ter um melhor amigo para a vida toda, amar o que eu faço, ter a oportunidade de fazer o que eu amo, ter um propósito de vida, ter sonhos. E é por isso que hoje convido vocês a olharem para dentro de si mesmos ou abrir mais os olhos ao olhar para o mundo: deem atenção aos detalhes da vida.

Nós nos esquecemos de apreciar os pequenos e bons momentos, onde a porção de felicidade é muito grande e prazerosa, desse jeitinho: inversamente proporcional. As conquistas materiais passam, na semana seguinte já não são mais novidade e então você já se sente insatisfeito com a vida outra vez. Tudo porque só no que é grande consegue enxergar a felicidade. Isso é cansativo demais, não acha?

Ser feliz não é passar a vida toda sem nenhuma dor, perda, frustração ou algo do tipo. Mas sim saber superar cada uma dessas coisas e partir para a próxima. Ser feliz não é só conquistar coisas grandes e ter grandes momentos. É saber que a felicidade também está nas coisas pequenas que estão ao seu redor, basta querer enxergar. É parar essa busca incessante pela felicidade extrema, parar de fazer as macumbas, os cálculos, os trâmites para encontrar aquela tal felicidade infinita que existe lá no fim do túnel. Ela não é infinita, pelo contrário, se fosse, como a vida seria fácil. Também não está no fim do túnel, já que não é o destino, mas sim a caminhada.

A graça da vida está aqui: encontrar pequenas gotas de felicidade no nosso dia a dia, e então, ganhar força para correr atrás das grandes coisas, as quais todos nós sonhamos em alcançar. É saber que a felicidade das pequenas coisas se esconde justamente para que você aprenda a encontrá-la. E eu espero que consiga, porque aí, você descobre que tem muito pelo qual sorrir, todos os dias.

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 07.02.16 932 comentários
Autora: Martha Medeiros

Martha Medeiros

O Júlia Indica de hoje é muito especial e já aviso que não vou poupar os elogios para essa mulher, já que ela é a minha escritora preferida até que me provem o contrário. O intuito desse post é convencê-los até o final que vocês devem pelo menos tentar ler uma crônica dela e, bem, desejo boa sorte para que não viciem. Comigo aconteceu exatamente dessa forma: antes de dormir, preciso ler algo que Martha Medeiros tem para dizer e, geralmente, as palavras caem como uma luva. Vamos lá?

A capacidade que essa autora tem de transformar qualquer momento simples num ensinamento valioso é de cair o queixo. Para mim, é uma grande inspiração ler uma pessoa que consegue enxergar imensidões nas pequenas coisas do dia a dia, na correria maluca do cotidiano e até nos dias mais tristes. Não é esse o maior desafio, encontrar nas pequenas coisas os maiores sentimentos? Pois bem, dona Martha tem PhD nisso e acredito que é a sua característica como autora que mais me encanta. Mas quer saber quem ela é de verdade?

Martha Medeiros formou-se como publicitária na PUC do Rio Grande do Sul, mas logo no início da carreira se frustrou com a profissão. Sorte da época? O marido precisou se mudar para o Chile a trabalho, e então, Martha seguiu logo atrás e passou a registrar seus momentos, pensamentos e viagens, transformando tudo em crônica. Hoje, Martha é jornalista por opção e escritora pela paixão. Sorte a nossa, né?

Até agora, a autora tem 28 obras publicadas (haja inspiração!). Os meus preferidos são: ‘Felicidade crônica’, ‘Um lugar na janela’ e ‘Feliz por nada’. A última trilogia que lançou também é muito bacana, porque reúne as melhores crônicas dela divididas em três livros que tratam dos seguintes assuntos: paixão, felicidade e liberdade – coisas das quais nos intrigam todos os dias. As obras dela são para carregarmos debaixo do braço, dentro da bolsa, no banco do carro; são para nos acompanhar numa viagem, na faculdade e até na sala de espera do médico. Ler Martha é como viajar por aí sem precisar sair do lugar. 

livros martha

Foto: @depoisdosquinze

Se eu encontrasse Martha Medeiros pela rua, agradeceria por tantas vezes em que ela foi a companhia mais certeira que eu poderia ter. E a única que, em muitos momentos, poderia me entender.

Fica a dica para decolarem com ela nas milhares de reflexões que sempre nos propõe. Nas fotos estão apenas algumas de suas obras. Segundo rumores,  a escritora está com mais algumas saindo do forno. E que assim seja!

Essa mulher é um gênio.

Um beijo,

Júlia Groppo

Por julia às 05.02.16 1.027 comentários
Sobre decolagens…

decolagens

Existem diversos tipos dela: as dos aviões, das quais gosto muito, pois sempre que acontecem é porque estou indo para algum lugar incrível. As decolagens mentais (minhas preferidas), quando você se vê a dimensões de distância do lugar onde está – e quando acontece comigo, sempre me rendem um bom texto e boas ideias, de tanto que o cérebro trabalha, muitas vezes por segundo. Acrescenta muito aqui dentro. E, por fim, as decolagens da vida, das quais, muitas vezes, nós não podemos fugir.

Você não escolhe o momento: ele acontece. Geralmente, totalmente diferente do que um dia você imaginou. E então, você da um passo e, quando menos espera, está fora da sua zona de conforto. Se depara com um mundo todo a sua frente, pronto para te engolir. Você se vê um pouco longe de tudo aquilo que estava acostumado e precisa criar muita coragem para viver um dia de cada vez, sem saber o que pode acontecer. A única saída? Encarar com o coração bem aberto.

A vontade de permanecer estático e nunca mais sair de onde estamos é grande. Maior ainda é a vontade de parar o tempo, atrasar o relógio e adiar o voo. Mas, uma vez perdido, perdem-se também muitas possibilidades, oportunidades e momentos. O preço que se paga por adiar a vida é muito grande. Parece assustador, né? Mas garanto, apesar de ser difícil e exigir um bocado de coragem, a recompensa de tudo aquilo que vem após esse primeiro passo é realmente incrível.

Então decole. Você só saberá quem é, de uma vez por todas, quando precisar usar todas as suas forças para encarar o mundo. Você entende do que é capaz, reconhece o seu poder, enxerga as suas fraquezas com muita clareza e volta pra casa com muitos aprendizados. Porque quando você decola, deixa quem costumava ser para voltar um alguém ainda melhor. Acredite. Você jamais voltará o mesmo daquele que foi. E, para mim, esse é um daqueles desafios do qual eu nunca quero abrir mão, mesmo que os medos sejam absurdos. Você deixa algumas coisas para trás para conquistar outras, totalmente diferentes. Ter coragem é preciso. Soltar os medos é preciso. Respirar fundo é preciso. Decolar é preciso.

E o que a vida quer da gente, afinal, é que tenhamos coragem para mergulhar rumo ao desconhecido. Ficar na superfície durante muito tempo pode te fazer perder o que de mais profundo a vida tem para te ensinar. E o importante é não tentar interromper essa decolagem quando sabemos que ela precisa acontecer. Feche os olhos, confie e vá. E que você descubra as muitas facetas de quem você é. E que você prove do que é a vida mais aberto ao que vier. E que as nossas decolagens sejam cada vez mais altas (de todos os tipos).

Todos em seus assentos? Cintos de segurança? Caderneta na mão? Coração preparado? Alma bem aberta? Então lá vamos nós…

Câmbio e desligo,

Júlia Groppo

Por julia às 03.02.16 1.009 comentários
Filme: Spotlight

spotlight

O Júlia Indica dessa terça-feira traz uma dica de filme que também está nos cinemas: Spotlight – segredos revelados. Dessa vez, a companhia foi das melhores: minha mãe, que está sempre comigo. No início, nós duas ficamos um pouco entediadas, mas bastaram alguns minutos para que ambas arregalassem os olhos em frente às telas e ficassem grudadas na trama do início ao fim.

Antes de entrar na sala, duas coisas já me convenciam de que eu iria adorar o filme: a primeira delas é que a história trata de casos investigados por jornalistas de Boston, do Jornal Globe, e, poxa, eu estudo Jornalismo. Sabia que veria coisas ali que fazem parte da minha realidade ou que pelo menos sempre ouço meus professores falarem durante as aulas. A segunda é que uma das personagens principais é a Rachel McAdams, uma das minhas atrizes preferidas. Essa mulher interpreta papéis de forma impecável, sejam eles quais forem. Dito e feito: eu adorei e não podia deixar de indicar para vocês.

Spotlight conta a história de um grupo de jornalistas do Globe, um jornal de Boston, que desenterrou uma investigação de casos de pedofilia na Igreja Católica. Sabemos que este é um assunto muito polêmico, né? Pois então: esse grupo trata de revelar os casos mais fortes e acabam descobrindo mais muitas coisas pelo caminho. Segredos. Acobertamentos. Crimes. O melhor? A trama é baseada em fatos reais. Não sei vocês, mas o filme ganha mais ainda o meu coração quando leio essa frase no início da sessão. É muito bacana entender uma história como essa de perto, que revela muitas coisas das quais somos leigos, por serem escândalos guardados a (quase que) sete chaves. Mas nada que um trabalho de Jornalismo muito bem feito não desvende!

Eles pesquisam, debatem, entrevistam muitas fontes, fazem milhares de anotações, atendem ao telefone, ligam para outras fontes, vão à órgãos públicos checar informações, dentre tantas outras coisas que fazem parte da minha rotina no estágio. Coisas das quais eu amo fazer, todos os dias. Me identifiquei muito e o amor pela profissão que escolhi seguir aumentou ainda mais!

Espero que, assim como eu, vocês curtam a trama. Aos estudantes de Jornalismo: não é uma indicação, é uma intimação rs. Tenho certeza que vão adorar.

Um beijo,

Júlia Groppo

Por julia às 02.02.16 863 comentários
A importância da dor

importancia da dor

Acredito que nenhum de nós faz questão da companhia dela. Tentamos fugir de qualquer coisa que se relacione com esse tipo de sentimento. Planejamos a nossa vida pautada na felicidade e é em busca dela que vamos, todos os dias. Mas, meus caros, a dor, além de fazer parte da nossa vida tanto quanto a alegria, nos é necessária.

Já ouviram dizer que ‘’mar calmo nunca fez bom marinheiro’’? Pois é. Essa, além de ser uma das minhas frases preferidas, pode nos ajudar nessa reflexão: na nossa vida, os momentos de dor nos ensinam muito e acabam nos tornando pessoas melhores. Quando passamos por alguma dificuldade, repensamos toda a nossa trajetória e o que temos feito até então, o tipo de pessoas que temos sido – desde com os vizinhos até com os amigos mais próximos -, e muitas vezes, descobrimos que podemos ser melhores. Podemos nos dedicar mais, amar mais, lutar mais, sonhar mais. E então, saímos dessa grande tempestade mais fortes e decididos a buscar uma vida melhor. Percebem?

Quando perdemos alguém importante, descobrimos o quanto devemos valorizar aqueles que estão ao nosso lado; quando não passamos em algum tipo de teste, entendemos que, talvez, devíamos ter nos dedicado mais; quando temos um dia ruim, aprendemos o quanto devemos valorizar os dias bons. E por aí vai… Os momentos de alegria também podem nos ensinar muito, pois quando estamos sentindo a plenitude da vida, podemos então entender o que é a gratidão. Mas, nos momentos difíceis, torna-se mais fácil enxergar o que precisamos mudar e partir para o próximo desafio muito mais decididos.

‘’Esse é o problema da dor, ela precisa ser sentida.’’ E, além de ser sentida, é muito bom quando conseguimos tirar dela uma lição de vida valiosa, que podemos carregar conosco. E então, olhar para trás e ver que superamos mais um desafio que a vida nos colocou. A dor ensina muito!

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 31.01.16 818 comentários
Filme: Joy, o nome do sucesso
Joy: o nome do sucesso

Joy: o nome do sucesso

Fui ao cinema na semana passada com minhas amigas para ver o filme ‘’Joy, o nome do sucesso’’, que tem Jennifer Lawrence como atriz principal, papel pelo qual ela está concorrendo ao Oscar na categoria ‘’Melhor Atriz’’. De início, achei o filme um pouco confuso: muitos personagens espalhados pelo cenário, muitas falas rápidas e misturadas e, no começo, a história era um pouco bagunçada. Segundo uma amiga, isso é típico dos filmes desse diretor, David Owen Russell. Mas, aos poucos, o filme foi se encaixando e, no fim das contas, eu adorei, e justamente por isso trago essa dica no Júlia Indica dessa sexta-feira.

Joy é uma mulher que vive em meio a uma vida totalmente bagunçada: ela mora com a mãe, que nunca superou a separação com o marido (seu pai), com a meia-irmã, que não torce nem um pouco pela felicidade dela, com o ex-marido, pois mesmo divorciados há dois anos, ele continua vivendo em seu porão, a avó, uma das únicas pessoas com quem Joy pode contar, os dois filhos e o pai, que de uma hora para outra decide voltar pra casa – mas só para ter um lugar para morar.

Cheia de contas para pagar e uma família toda para ajudar no sustento, ela decide criar uma ideia revolucionária, de um esfregão – sim, um esfregão! – totalmente inovador. Com a ideia na cabeça, só faltava alguém que quisesse investir tempo e dinheiro. E então, ela aproveita a grana que a nova namorada de seu pai tem e pede um investimento. Dai pra frente, não vou contar mais detalhes para que vocês possam ver com os próprios olhos, mas posso dizer que Joy passará por poucas e boas até que tudo funcione. E mais um detalhe que não passou despercebido aos meus olhos – e acredito que aos de ninguém -: Jennifer Lawrence está linda na trama, super loira e totalmente ‘’girlpower’’. Inspirador!

Esse filme passa uma mensagem muito forte sobre não desistir daquilo que realmente queremos, mesmo que tudo ao nosso redor nos diga o contrário. Joy não desiste, nem por um minuto, e isso que a diferencia de todos os outros. A trama apenas confirmou dentro de mim a certeza de que temos que acreditar com todas as forças nos nossos sonhos, pois ninguém fará isso por nós.

Não deixem de assistir. Aproveitem que o fim de semana chegou e corram para o cinema. Vale a pena!

Um beijo,

Júlia Groppo

Por julia às 29.01.16 788 comentários
Aprendi vivendo com a vida – por Bruna Gomes
bruna gomes

Foto: @blogdabru

Eu era só uma menina cheia de planos quando comecei a estudar para o vestibular. Tinha sonhos, ou melhor, ideias do que eu poderia fazer da vida ou de como gostaria que meu futuro fosse. Não sei dizer o que me guiou para o jornalismo. Aconteceu. É assim mesmo que sinto. Num piscar de olhos eu já tinha certeza absoluta que era isso que eu queria estudar. O mais curioso sobre mim é que, às vezes, fixo o pensamento em um objetivo sem saber de sua origem. Pode ser que esse objetivo tenha nascido há muito tempo; pode ser que para outras pessoas já estivesse claro; mas eu mesma, quem mais deveria entender de si própria, não tinha a menor noção. Até visitei a faculdade de medicina da USP para ver se me abria os olhos para outras áreas. Mas nem um brilho de excitação passou pelos meus olhos. Eu simplesmente sabia: eu seria jornalista.

Depois de alguns meses estudando, veio a provação – também conhecida como vestibular. Eram provas e mais provas, testes, simulados, muitos estudos e só o que me passava pela cabeça era a Faculdade Cásper Líbero. Cheguei até a grudar uma foto da fachada na parede, ao alcance dos meus olhos, para que eu não me esquecesse dos meus objetivos: estudar naquela instituição de ensino. E então, veio uma decepção seguida de uma boa notícia. Não havia passado na Cásper, mas havia sido aprovada na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, faculdade em que uma das minhas melhores amigas também havia entrado. Era a vida me dizendo, sem que eu percebesse, para eu limpar as lágrimas e aproveitar.

Foram quatro anos de descobertas. Eu era uma desbravadora de um ambiente cheio de pegadinhas e caminhos tortos. Pessoas, provas e um ambiente tão grande que era necessário olhar no mapa. Professores rígidos, muito estudo, festas, bares, meninos bonitos e amigas maravilhosas. Fui escalando, correndo, pulando – era quase um crossfit da vida real (no sentido literário, claro). Mas posso dizer com grande certeza que, sim, cresci. Tive que aprender a cozinhar, decorei nomes de produtos de limpeza, limpei banheiro, lavei pilhas imensas e assustadoras de louça, mas sobrevivi aos afazeres domésticos. Sobrevivi também às temidas dependências (DPs). Tive a sorte e a persistência de não pegar nenhuma.

Era uma fase diferente da outra. Cada semestre era um recomeço tão assustador e promissor quanto o outro. Eu fui corajosa. Namorei, desnamorei, morri de amores, vi pessoas ao meu redor morrendo de amores. Ajudei amigas e fui ajudada. Contemplei a melhor vista com o melhor pôr-do-sol de todo o bairro. Fiz graça e palhaçada para que as pessoas esquecessem suas dores. Fizeram graça e palhaçada para que eu tivesse a possibilidade de esquecer as minhas.

No quarto e último ano, o terrível Trabalho de Conclusão de Curso começou a aparecer durante a noite para assobiar nos meus ouvidos e me causar uma insônia sem igual. Depois de uns meses, ele dormia comigo; ocupava tanto espaço dentro de uma kitnet minúscula que eu tinha que sair para respirar. Precisava do ar que o trabalho estava me sugando. Aos olhos dos outros, novamente, era tempestade em copo d’água. Aos meus, angústia. Mas me colocava para escrever todo santo dia. Entre livros, blog, reuniões com o orientador, ponte Campinas-Sorocaba, lá estava eu, remando ao encontro do meu diploma.

Em julho, tive uma trégua, das mais valiosas que eu poderia conceber. Fui ao velho continente. Estudei inglês em Londres, com os melhores amigos estrangeiros que eu poderia ter encontrado. Estudei moda com as asiáticas mais talentosas que já havia conhecido. Andei com os olhos nos grandes prédios que compunham as ruas daquela cidade. Se para os outros era cinza, para mim era feita de glitter, dos mais brilhantes, dos mais dourados, dos multicoloridos. Londres me fascinou. Foram 28 dias andando nas nuvens e nos metrôs, de ponto turístico em ponto turístico, de café em café, de felicidade em felicidade.

Já em dezembro e no Brasil, ao entregar o trabalho final e apresentá-lo, caí de mais um degrau que eu havia colocado: não estava em êxtase como havia imaginado. Achava que aquilo seria maravilhoso, que Deus daria play em alguma música dançante e que haveria chuva de papel picado. Bobagem. Apenas passei a me cobrar pela falta de trabalho e pela falta de independência que tanto imaginei que teria após os quatro anos de estudo e dedicação.

No entanto, o que eu não imaginava (olha só a vida me ensinando novamente), era que eu precisava voltar. Precisava de uma pausa para entender tudo o que estava acontecendo. Era essencial que eu pisasse na vida adulta e conseguisse um trabalho sabendo que, chegar até ali, não havia sido fácil. Tudo isso seria valioso para que eu pudesse dar um grandioso início ao resto da minha vida.

Pode ser que meus sonhos mudem. Pode ser que eles tomem formas que nunca imaginei que tomariam. Posso até estudar profissões diferentes. Posso ser o que eu quiser! Sei que, a cada dia que piso para fora da cama, chego mais perto de algo bom que vai acontecer. Torço por mim. Projeto meus objetivos para fora das ideias e os concebo no mundo real. Posso vê-los tão claramente quanto vejo um objeto à minha frente. É claro… Tão claro que se torna cristalino. Assim como, com toda a certeza, eu sempre soube que seria jornalista, eu sei que serei feliz e que ficarei satisfeita com o futuro que bate à minha porta.

Com amor,

Bruna Gomes

Por julia às 28.01.16 716 comentários
Hoje eu senti saudade…

solidao

Porque as pessoas passam, mas nos deixam muito 

 
Se tem algo que eu acredito nessa vida é na unicidade das pessoas. Explico: somos seres únicos. Não existe outra Júlia Groppo – não como a Júlia Groppo que eu sou, qualidades, defeitos, problemas, sonhos, valores. E graças a Deus, né gente? Porque esse é o meu poder, do qual não abro mão! Aliás, ser único no mundo é o poder de cada um.

Dai que, dia desses, senti falta de uma pessoa e entendi o quão essa minha crença se encaixava na situação. Hoje, mais uma vez, senti saudades dela, um alguém que fez parte da minha vida por muito tempo, mas que, em determinado momento, precisou ir embora. Até hoje me perco tentando descobrir se eu quem a expulsei ou se ela quem quis sair. Acho que um pouco dos dois. Eu comecei o trabalho e ela concluiu. Na época, tivemos alguns problemas, coisas de adolescentes, sabe? Nos estranhamos; o santo parou de bater; descobri coisas meio desagradáveis. Sofri (e cresci) tanto com isso! Enfim… quem nunca, né? Foi aí que eu pude entender claramente: o tempo passou, somos desconhecidas agora, não faço ideia do rumo que a vida dela tomou – e nem ela do rumo da minha – mas ninguém pode substituir na minha vida o espaço que ela preencheu.

Fiz diversas amizades especiais depois disso, muito mais importantes e reais, quem sabe, mas o que essa pessoa representou para mim, o jeito que ela enfeitava minha vida na época em que éramos amigas e tudo o que vivemos, isso ninguém pode substituir. Não adianta tentar tampar o buraco da ausência de uma pessoa com outra. Podemos formar novos laços, conhecer outras pessoas, se envolver com mais muitos caras depois de um término, mas o fulano de antes sempre deixa sua marca. De forma boa, nos fazendo rir ao lembrar dos momentos, ou de forma ruim, nos deixando aprendizados valiosos. Todos nós deixamos – na vida um dos outros. Seja um ensinamento, um conselho, um momento incrível vivenciado lado a lado. Um abraço, uma palavra de amor, a companhia numa viagem. Ou mesmo o silêncio. Fomos feitos para isso, para deixarmos um pouco de nós nas pessoas por quem passamos, assim como saber aceitar o que as pessoas deixam em nós. E ela deixou. Acredito que o mais importante, nesses casos, é aprender a superar tudo de ruim que ficou e transformar esses sentimentos desagradáveis em muitos aprendizados. E seguir em frente. Afinal, a vida continua.

Se o ser humano tivesse sido criado para ser sozinho, então existiria apenas um de nós nessa Terra e pronto. Solitário. Mas não, somos bilhões e – graças a Deus – todos diferentes uns dos outros e com a capacidade de transformar a vida de quem passa por nós, de diversas formas. E, da forma dela, transformou a minha – no caso, me trazendo um GRANDE aprendizado sobre amizade. E agora, uma deliciosa reflexão sobre como todo ser é único no mundo. E eu agradeço-a por isso.

Com uma saudade esporádica,

Júlia Groppo

Por julia às 27.01.16 844 comentários

Ano novo, vida nova?
O que você deixou cair pelo caminho?
Minha primeira tatuagem
Prometa-me desacostumar