Quando a vida conversa com a gente

Tenho pra mim que, a todo momento, a vida está tentando nos dizer algo. Ao menos comigo, ela está sempre conversando. E o mais engraçado dessa loucura toda é saber que essa conversa pode acontecer de formas muito diferentes: através de pessoas, obstáculos, coisas que acontecem, coisas que deixam de acontecer ou de uma simples chuva que eu tomo no caminho de volta para casa. Mesmo.

O desafio, acredito eu, está em decifrar esses aprendizados (ou mesmo conselhos), que quando disfarçados de acontecimentos simples da rotina ficam ainda mais difíceis de serem entendidos. Acho que porque o que a vida quer da gente é um pouquinho de coragem, sabe? De sair da toca (alô, zona de conforto!) quando for preciso para buscar respostas lá fora na mesma medida em que é necessário coragem para ficar do lado de dentro, em silêncio, quando o que você precisa ouvir está mais perto do que você imagina: na sua essência.

Nessa caminhada, creio que devemos estar com os olhos bem atentos e o coração aberto para receber as mais diversas lições que precisamos – por mais que possamos achar que não estamos necessitando daquilo. Eu prefiro acreditar que o universo sabe exatamente o que eu estou precisando, e é por isso que ele brinca comigo o tempo todo.

Um céu azul em um dia difícil, um elogio inesperado, um tropeço em meio a uma fase de muita pressa. Não importa muito como, mas a vida quer e vai conversar com você todos os dias.

Portanto, quando estiver meio confuso – em um daqueles momentos em que nada parece fazer muito sentido -, tente parar por um momento e pergunte a si mesmo: ”o que a vida está querendo me ensinar com isso?”. Pode ter certeza que ela está tentando te dizer algo. Do jeito dela, mas está.

Júlia Groppo

Por julia às 15.01.20 1.115 comentários
Gente educada

Dia desses, fui abastecer o meu carro. O frentista me surpreendeu, logo de cara, desejando um bom dia, perguntando como eu estava e o que eu fui fazer ali no posto. Informei que precisava encher o tanque. Ele me ofereceu mais serviços, como checar a água e o óleo, e calibrar os meus pneus. Senti uma espécie de incômodo, mas daqueles bons, sabe? Foi aí que me dei conta: gente educada assusta.

Comecei a pensar em algumas outras vezes em que pessoas me atenderam com um sorriso largo, apertaram a minha mão de forma bem firme, me chamaram pelo meu nome, olharam nos meus olhos enquanto eu estava dizendo algo, entre outras situações que me causaram esse mesmo incômodo gostoso.

Se repararmos bem, aquele frentista estava fazendo algo que um dia já foi considerado básico, como desempenhar o seu trabalho da melhor forma possível, além de oferecer um pouco de gentileza ao seu cliente (que, no caso, era eu). Mas, se formos olhar para essa situação em um contexto atual, onde todo mundo está sempre atrasado para alguma coisa ou mesmo sem tempo algum para distribuir qualquer “bom dia” que seja, posso dizer que aqueles minutos em que estive com ele me trouxeram alívio e leveza – e fizeram a diferença no meu dia, que, vale dizer, não era dos melhores.

Saí de lá inspirada. A gentileza é uma virtude que tento cultivar na minha vida desde sempre. E, modéstia a parte, para mim nunca foi algo difícil. Mas é verdade também que ela pode ser facilmente esquecida em meio ao caos do dia a dia ou quando acordamos acompanhados de um belo mau humor – e, sabe-se lá porquê, achamos que o mundo tem a obrigação de conviver com ele.

Por isso, eu desejo esbarrar em muitas pessoas como aquele frentista no meu caminho. Desejo também ser um pouco como ele. Mas desejo ainda mais que um dia possamos voltar a olhar essas atitudes como algo normal, pois estaremos cercadas delas.

Será?

Júlia Groppo

Por julia às 13.01.20 1.118 comentários
2020

Engraçado como o Ano Novo nos invade, sem pedir nenhuma licença, e desperta em nós tantos sentimentos. Conversando com amigos nos últimos dias, posso descrever aqui as mais variadas sensações que decidiram fazer morada em nós. E a verdade é que eu acho linda a forma como somos tomados. Tudo muda e, ao mesmo tempo, nada mudou. Faz sentido?

É como se, de repente, tudo fosse dar certo. As coisas ficam mais fáceis, os sonhos mais possíveis, o coração mais leve. É esperança para dar e vender. Mas talvez a graça seja justamente essa, não fazer sentido nenhum. Todo o mistério e a sensação de posse do novo que envolve essa virada no calendário tem que apenas ser sentida mesmo – e aproveitada como uma espécie de presente do universo!

Talvez seja apenas uma desculpa para aprendermos a deixar, de uma vez por todas, algumas coisas para trás, e a também dar atenção para as tantas outras que nos esperam logo a frente. E tudo bem, porque o que eu desejo neste novo ano é que possamos recomeçar todas as vezes que forem necessárias. Que possamos ser tomados por essa vontade de fazer melhor e diferente e criar todos os tipos de “Ano-Novo” que julgarmos bem-vindos, seja dentro ou fora de nós. Seja janeiro, março, julho ou setembro.

Se for preciso, criaremos todas as desculpas possíveis. E então, vestiremos branco (ou qualquer que seja a nossa cor preferida!), brindaremos, faremos orações, rituais, promessas, uma nova lista de metas, e por aí vai. Ou apenas respiraremos fundo sabendo que um novo ano – ou uma nova chance – está nascendo.

O importante, aqui, é que você saiba que pode criar um Ano Novo todinho seu sempre que precisar.

Que assim seja.

Júlia Groppo

Por julia às 03.01.20 1.127 comentários
Sobre o Natal, pessoas e sentimentos

Se tem uma coisa nessa vida que, ao menos para mim, não dá para ”deixar para depois”, é demonstrar o amor que sentimos pelas pessoas. A gratidão. O orgulho. A inspiração. A admiração. E por aí vai.

Sou do time que, se alguém me faz bem, independente de como, eu não hesito em fazer questão que a pessoa saiba. Isso porque acredito que sentir coisas tão incríveis pelo outro e deixar que elas só fiquem dentro de mim seria um desperdício. É preciso compartilhar. Numa dessas, não só os meus dias ficam mais coloridos, como também o daqueles que me fazem um bem danado. Muitas vezes, isso pode ser um empurrãozinho na caminhada dessas pessoas. Aquela pitada de motivação que elas estavam precisando.

Confesso que, nessa época de Natal, esse sentimento se aflora ainda mais aqui dentro. Gosto de pensar em todos aqueles que fizeram parte do meu ano e o tornaram ainda melhor. Mas, mais que isso, gosto de transformar essa reflexão em gestos. O lance aqui é que tenho me esforçado cada dia mais para demonstrar essa gratidão – e tudo o que a envolve – durante todos os dias do ano. Sem regras nem desculpas: apenas porque as pessoas merecem saber o quanto são especiais.

Seja Natal, Carnaval, meio de ano, um feriado qualquer ou em uma simples quarta-feira, a minha dica, hoje, é que você deixe que as pessoas que você admira saibam o quanto elas despertam algo bom em você.

Não espere pelo Natal. Não deixe para depois.

Júlia Groppo

Por julia às 26.12.19 981 comentários
Ser feliz ou ter razão?

Já faz um tempo que venho me fazendo essa pergunta. É verdade que pode ser bem sedutor querer ter razão em tudo (só querer, ta? Porque a gente, no fundo, não tem!) e estar sempre certo. Nosso ego agradece imensamente. Mas em mundo onde conviver é essencial, precisamos lidar com nossas opiniões misturadas a de muitas outras pessoas. Foi aí que, recentemente, esse questionamento passou a surgir com frequência na minha mente.

Como toda boa pessoa teimosa, jornalista – e, pior ainda, ariana -, vou até o fim com as minhas ideias. Agarro-as bem forte. Defendo com unhas e dentes. Tenho uma amiga que brinca que primeiro eu falo, depois eu penso. Porém, passou a ser necessário – e mais saudável para mim mesma, vale dizer – questionar e entender até que ponto esse meu jeito tem feito bem para mim, e até onde vale a pena levar uma discussão, seja ela qual for.

A verdade é que, em meio ao caos desse mundo, eu tenho buscado qualquer vestígio de paz. E saber a hora certa de falar – ou de silenciar -, tem sido, acima de tudo, um presente que decidi dar a mim mesma. Saber até onde ir com uma discussão, ou se sequer vale iniciar uma. Outra verdade é que, em algumas situações, a gente só tem que ouvir. E seguir. É energia poupada, sabe? Uma energia que tem me feito falta.

O que importa, no fim das contas, é que eu esteja ciente da minha verdade. Convencer o outro, ou o mundo, de algo que faz sentido para mim (e talvez somente para mim) é a tal da expectativa criada justamente para ser desatendida.

Hoje, eu escolho ser feliz. E você?

Júlia Groppo 

Por julia às 19.12.19 1.038 comentários
2019

Não gosto de rotular um ano como apenas ”bom” ou ”ruim”. Tenho pra mim que muitas coisas cabem nesses 365 dias que nos são dados. A verdade é que seria injusto reduzir os tantos momentos que vivemos nos últimos meses em apenas uma palavra. Simplista demais, não acham? Se em um só dia brinco que experimento os mais diversos sentimentos, imagina em um ano?

É por isso que gosto de olhar para o ano que passou da forma mais gentil possível, tanto com ele quanto comigo. Afinal, juntos, nós tentamos dançar no mesmo ritmo.

Outra verdade é que eu não poderia deixar de registrar aqui a minha despedida a 2019. O ano que me deu tantas, mas tantas lições, que – por mais que algumas tenham doído pra caramba -, seria bem feio da minha parte não parar alguns minutos para pensar, refletir e, principalmente, agradecer.

O que posso dizer é que o ano que passou em um piscar de olhos com certeza não passou despercebido. Eu e 2019 tivemos alguns tropeços engraçados, quando só nos restava rir de nós mesmos. Levamos rasteiras doídas e tomamos alguns baldes de água fria – e aí, foi preciso respirar fundo, rever algumas coisinhas e fortalecer os passos. Também trocamos algumas certezas por dúvidas, o que assusta (e muito!), mas no fim se torna um ótimo motivo para continuar caminhando.

Nos dias felizes, ele também estava lá, sorrindo para mim e me mostrando, mais uma vez, que a vida é uma bela combinação de tempestades e arco-íris, e que ela vai me lapidar – sem, é claro, pedir licença – sempre que achar necessário. Também tivemos muitas descobertas, essas que guardei em um lugar bem especial para não esquecer nunca mais.

Sou grata a tudo o que vivemos juntos. As tantas vezes que recomeçamos. Mas é chegada a hora de lhe pedir licença. Agora, preciso criar memórias com 2020.

Com gratidão e uma pitada de ansiedade,

Júlia Groppo

Por julia às 18.12.19 998 comentários
A (des)ordem das coisas

Aparentemente, existe uma ordem perfeita na qual as coisas devem acontecer em nossas vidas. Nessa fase em que caminhamos para a famosa ”vida adulta” – na qual me encontro -, funciona mais ou menos assim: muito estudo (em uma área que você tem que ser apaixonado, é claro!), um plano de carreira dos sonhos, salário que brilha os olhos, um relacionamento perfeito, vida social tão agitada de dar inveja e por aí vai; e há quem diga que ainda sobra tempo livre para muitas outras coisas (do skincare às maratonas de Netflix). Passados alguns anos, vêm as promoções no trabalho, um casamento de tirar o fôlego, filhos muito bem planejados e desejados e tudo o mais que você quiser acreditar. Tudo o que decidimos, sei lá porquê, acreditar.

Daí que, dia desses, resolvi perguntar a mim mesma: quem foi que disse que precisa ser assim? Nessa ordem, desse jeito e com essa intensidade? Pasmem: não consegui responder à pergunta. Ri sozinha.

Engraçado como ao longo da vida massacramos os nossos desejos – que brotam de forma bem sincera dentro de nós – para ir de encontro com idealizações que nem sabemos de onde surgiram. Aos 23, posso dizer que algumas das mais famosas aspirações da minha geração têm resultado em muitos casos de depressão, crises de ansiedade, caixas e caixas de tarja preta e por aí vai. Triste, mas real! Vejo pessoas com seus 20 e poucos se afogando em seus próprios sonhos; ou pior: naqueles que foram sonhados para elas.

Empreender. Conseguir o primeiro milhão (antes dos 30, óbvio!). Trabalhar com aquilo que você ama. Virar CEO aos 27. Ser referência nas redes sociais. Ser uma pessoa muito (mas muito mesmo!) interessante. E ainda ter tempo de viajar o mundo. Esses são só alguns dos exemplos. E, conforme vamos crescendo, as cobranças continuam, apenas mudando de nome.

É verdade que é um desafio colocar o mundo no mudo para escutar a nossa voz interior, mas confesso que tenho me dedicado a ele cada dia mais. Por mais complexo que seja questionar coisas que parecem certas – muito por nos terem sido impostas desde sempre -, tenho me colocado frente a frente com elas. E olha, é um alívio toda vez que me lembro que, na verdade, eu não preciso conquistar nada disso se assim eu não quiser. Afinal, o que é do mundo é só do mundo, e não precisa pertencer a mim.

Contudo, estaria mentindo se dissesse que é algo simples de lidar. Até porque, essa lógica, se pouco repensada, faz total sentido. É a “ordem das coisas”, certo? E é nisso que estamos nos apoiando. Afinal, não dá tempo de parar pra pensar. Tudo isso precisa não só ser conquistado um dia, mas o mais rápido possível. Quanto antes, melhor. Não dá tempo de optar por outros caminhos (ou ao menos é isso que gostam que pensemos).

O que quero dizer com tudo isso é: mais do que nunca, conecte-se com você mesmo e descubra, em meio a essa (des)ordem, o que realmente faz sentido pra você.

Pense. Repense. Questione. Duvide. Recalcule. Recomece. Você não tem que seguir fórmulas prontas ou caminhos já desenhados. Seja pela sociedade, pelas gerações passadas ou pela régua do colega ao lado. A única verdade aqui é que a sua individualidade em cada escolha é o que vai tornar o caminho ainda mais belo. E, surpresa: você não é obrigado a ser e nem a conquistar nenhuma dessas coisas.

Júlia Groppo

Por julia às 17.12.19 1.027 comentários
O bom e o ruim

Lá estava eu assistindo a mais uma comédia romântica. Daquelas totalmente previsíveis (o tipo que eu mais amo!). Foi quando algo totalmente imprevisível foi dito por um dos personagens: “Quando você se abre para as pessoas, receberá o bom e o ruim que elas têm a oferecer”. Aquele tipo de coisa óbvia que precisa ser dita para você aprender. Fichas caíram.

Costumamos querer lidar somente com o lado bom daqueles com quem convivemos. Ouvir as notícias incríveis, abraçar todas as suas qualidades, saber sobre os seus sonhos. Quando algo ruim entra em cena, a coisa fica bem mais difícil, pois entramos em contato com os lados não tão legais das pessoas, mas que, justamente por serem pessoas, elas vão carregar (assim como eu e você, né?).

Chega a ser injusto esperar do outro somente o que de bom ele tem a oferecer quando nós mesmos sabemos da mistura perfeita de caos e ordem que acontece aqui, do lado de dentro. Quando sabemos – ou ao menos deveríamos – que somos feitos de qualidades e defeitos, e como cada situação da vida vai despertar diferentes lados nossos (muitas vezes aqueles que mais gostaríamos de esconder). E se queremos que aqueles que amamos nos amem por completo, por que esperar do outro somente as coisas boas?

Não estou dizendo que é fácil encarar o pacote completo que é um ser humano (já é difícil encarar o nosso próprio!), mas o que gostaria que você soubesse, assim como eu aprendi com aquele filme, é que o desafio está justamente em lidar com as sombras das pessoas, e de quebra ajudá-las a passar pelos momentos difíceis de suas vidas. Também não estou dizendo para você conviver com coisas que te fazem mal, pois se tem algo que aprendi nessa vida é saber a hora certa de me retirar quando algo ou alguém não está mais fazendo sentido para mim. Proteger-se é imprescindível.

Contudo, acredito fielmente que somos todos propósitos na vida uns dos outros. Seja para ensinar, seja para aprender. Tenho para mim que o máximo que pode acontecer é aquela pessoa me dar de presente um aprendizado (talvez sobre como não ser). Por isso, eu tenho decidido, todos os dias – por mais difícil que seja -, abraçar o caos e a maravilha que pessoas e seus universos me oferecem.

O que quero ter certeza é que estou recebendo-as em minha vida em toda a sua completude.

Júlia Groppo

Por julia às 17.12.19 967 comentários
Pequenas doses de felicidade

Cafés fortes acompanhados de um brigadeiro bem doce. Um banho quente antes de dormir. Visitas em livrarias sem hora para acabar. Cinema aos domingos. Acordar sem despertador. O café da manhã. Dirigir sem pressa. Repetir filmes. Segundas a noite, sextas a tarde e sábados de manhã. Revelar fotos. Casa de vó. Batom vermelho em dias cinzas. Dormir ao som de uma leve chuva.

Tenho uma lista de coisas simples que me fazem muito feliz. Muito mesmo. Deixo-a guardadinha em um lugar especial e acessível para que eu possa me lembrar, sempre que necessário, que não é preciso muito para que eu sorria para a vida. E para que eu possa também acrescentar tudo o mais que eu for descobrindo pelo caminho que faz o meu coração bater de forma mais rápida e leve, ao mesmo tempo.

São elas que me salvam em dias estranhos, deixam os bons ainda melhores e me ensinam que a felicidade mora nas pequenas coisas. Que, não à toa, felicidade rima com simplicidade.

A verdade é que qualquer paixão me diverte, e eu confesso que já cheguei a pensar que esse meu jeito bobo de me encantar facilmente pela vida e seus detalhes poderia me atrapalhar em determinadas situações. Hoje, sei muito bem que essa é uma das minhas armas mais poderosas para enfrentar tempestades (lê-se dias, semanas ou mesmo fases difíceis). Afinal, elas estão sempre lá: as minhas pequenas coisas que me trazem um quentinho no coração e que devolvem a minha paz por alguns minutos. Uma coleção da qual não abro mão e cuido com muito carinho. Entre um tropeço e outro, vou encaixando minhas pequenas doses de felicidade aqui e ali.

Hoje, eu gostaria de te lembrar que a felicidade pode ser o que a gente quiser que ela seja. É mais fácil do que parece, mas é também apenas mais uma das infinitas coisas que escolhemos complicar. É por isso que já faz alguns anos que eu decidi tornas as coisas um pouco mais fáceis para mim mesma e criar os meus próprios jeitos de me fazer feliz, abandonando qualquer receio de enxergar beleza no que é pequeno, simples e acessível. Pelo contrário: vou abraçando todo e qualquer conforto que encontro pelo caminho.

Desde então, é como se eu sorrisse para a vida e ela sorrisse logo de volta. Lá estamos, eu, ela e a felicidade, cara a cara umas com as outras. Tem sido uma aventura, e eu te convido a viver a sua também.

Júlia Groppo

Por julia às 17.12.19 1.201 comentários
Eu guardo pessoas em versos

Dizem por aí que se um escritor se apaixonar por você, você nunca morrerá. Como escritora assumida e incorrigível apaixonada pela vida, concordo em gênero, número e grau. Muitas pessoas viraram textos meus ao longo dos últimos anos e mal sabem disso. Arrisco dizer que nunca saberão.

É que nada, nada mesmo – muito menos ninguém – passa despercebido por mim nessa vida. Se eu te encontrar por aí, vou te notar; seja no jeito de falar, de andar, seja a forma como trata os outros, a si mesmo, encara os desafios ou mesmo ao descobrir o que te faz acordar todos os dias. Tudo isso me encanta. Assim como os detalhes da vida escondidos na rotina, que num jogo de ”caça ao tesouro” eu brinco de encontrar. Coisa de jornalista, talvez? Ou apenas de uma pessoa curiosa e um pouquinho louca (ainda bem!).

É fato que pessoas vêm e vão, e acho que guardá-las em versos foi uma forma que encontrei de tentar eternizar coisas que chegaram ao fim – ou mesmo poder lembrar de tudo o que fui aprendendo com cada uma em quem me esbarrei. Algumas ficam, outras precisam ir embora, mas o fato é que tenho guardado comigo todos os sentimentos que foram despertados e todos os aprendizados que coleciono nessa história de conviver. Afinal, dividimos esse mundo uns com os outros por um motivo, né?

Tenho pra mim que ninguém é tão ninguém que não possa nos ensinar algo. E é por saber das preciosidades que cada um carrega que eu decidi estar cada dia mais atenta a todos aqueles com quem cruzo o meu caminho. Em cadernos, blocos de nota, folhas perdidas por aí, eu guardo pessoas em versos e eternizo momentos.

Com todo amor e sinceridade do mundo, aqui vai um aviso: cuidado ao se aproximar, você pode virar um texto.

Júlia Groppo

Por julia às 11.12.19 1.051 comentários

Ano novo, vida nova?
O que você deixou cair pelo caminho?
Minha primeira tatuagem
Prometa-me desacostumar