Tudo é muita coisa

Dia desses, uma amiga me fez um questionamento muito pertinente, em meio a uma dessas conversas que costumamos ter sobre como crescer é algo bem esquisito e desafiador. “Por que a gente pergunta se ta T U D O bem com as pessoas? Do tipo: ‘oi, T U D O bem?’. Tudo é muita coisa”, ela disse.

Passei dias pensando nisso. Quando é que tudo está bem? Isso existe? A gente “chega lá”?.

Para mim, parece mais que a vida é um eterno equilibrar-se em uma corda bamba, mas com os pés bem firmes. Digo bamba, pois não temos certeza de nada. Digo pés bem firmes, pois no fundo a nossa essência sempre sabe o que faz o nosso íntimo vibrar, e é sempre nessa direção, entre os altos e baixos, entre uma coisa que está muito boa e a outra que nem tanto, que vamos caminhando. Que o caminho vai se fazendo. Em meio a dúvidas e certezas, e certezas que podem virar dúvidas novamente.

Tudo bem não estar bem com tudo. Tudo é realmente muita coisa. Estamos tentando. Tentar já é bastante coisa também.

Júlia Groppo

Por julia às 11.12.19 996 comentários
Sobre passado, fotografias e futuro

Gosto de ver fotos antigas e ainda mais de assistir a minha família o fazendo. É engraçada a nostalgia pela qual somos tomados e as discussões que começam sobre onde estávamos, o que estava acontecendo naquela época e quais eram os sentimentos que passeavam por nós com mais força e frequência.

Foi aí que pensei: daqui, sei lá, uns 10 anos, como quero estar olhando para as fotos de hoje? Do que vou querer me lembrar e que vai deixar o meu coração bem quentinho?

Com certeza, quero olhar para cada uma delas e saber que eu estava depositando minhas energias no que mais faz sentido pra mim. Quero sempre me arrepender de ter feito algo que de ter deixado de fazer (especialmente por medo). Quero poder ter tomado todos os sorvetes que tenho vontade, escrito todos os textos que não couberam apenas aqui do lado de dentro, dançado em todos os ritmos que a vida tocou pra mim, ter passeado pelo mundo, esbarrado em um tanto de gente incrível, não ter trocado a minha verdade pela de ninguém – mas com certeza ter trocado algumas certezas por dúvidas, pois é disso que a vida se faz.

Quero poder olhar, relembrar e sorrir sabendo que, não importa se a fase estava das melhores ou piores, eu estava lá, presente, registrando cada momentinho, processo e recomeço.

E você?

Júlia Groppo

Por julia às 11.12.19 1.094 comentários
Vai com (c)alma

Com o final de outro ano se aproximando (meu Deus, como voou esse tal de 2019), aproxima-se, também, aquele momento (que eu amo!) de rever as metas que você prometeu cumprir entre janeiro e dezembro, mas que, a julgar pelos poucos dias que faltam para virarmos o calendário, já sabemos que algumas ficarão para o próximo. Dá um certo desespero pensar nisso, não é?

Mas, certa vez, em meio ao caos da minha lista de uns anos atrás, uma amiga me deu um conselho do qual sempre tento me lembrar. Ela disse mais ou menos assim: “Júlia, o final de um ano não significa o final, também, das suas metas e de tudo o que é importante para você conquistar. Tudo bem não ter alcançado algumas. Quando o dia 31 de dezembro vira 1 de janeiro, as coisas continuam as mesmas e as chances de riscar essas metas também”. FEZ TANTO SENTIDO.

Como toda boa supersticiosa com o Ano Novo, fiquei um pouco insegura, confesso. Quer coisa melhor que riscar todas as nossas metas e partir para o próximo ano somente com as novas? Porém, consegui entender o que a minha amiga queria me dizer. Eu precisava pegar mais leve comigo e entender, de fato, o porquê alguns desejos não tinham sido alcançados ao longo dos 365 dias ao invés de apenas ficar frustrada e me culpar de todas as formas possíveis. Mais que isso, precisava olhar também para tudo o que não estava na lista, mas foi conquistado – porque a imprevisibilidade da vida é incrível.

É verdade que estabelecer metas e elaborar um planejamento – seja anual, mensal, semanal ou diário – é, muitas vezes, fator determinante em algumas de nossas conquistas. Sou defensora árdua do planejamento – e uma louca por agendas, calendários e técnicas de organização. Porém, tornar-se refém disso é outra história.

Veja bem, não estou dizendo para você abandonar listas de metas (eu mesma já estou planejando a minha para 2020!), mas que tal ir com mais (c)alma? Ao invés de se cobrar por aquilo que não foi realizado, que tal parar para pensar no tanto de coisa que você nem havia planejado, mas que, ao longo do ano, você fez acontecer? 

Se posso te dar um conselho hoje, é que não deixe que suas metas sejam maiores que você. Afinal, nossa vida é uma mistura do que a gente faz acontecer com aquilo que acontece com a gente. É muito mais uma força do acaso e como a gente vai decidir dançar com ele que somente uma agenda e tudo o que está escrito ali (a qual conseguimos facilmente controlar).

Pegue a sua lista, risque com gosto o que conquistou, comemore (você merece!) e leve as demais metas adiante. Janeiro pode ser o melhor momento para alcançá-las. 

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 11.12.19 1.003 comentários
Aprendendo comigo mesma

Gosto de reviver meus textos antigos. É incrível a forma como a Júlia do passado consegue me ensinar muita coisa e me fazer lembrar de outras muito importantes; essas que um dia eu soube, mas deixei escapar em algum momento – seja lá porquê.

É verdade que estamos, a cada dia, caminhando para uma nova e melhor versão de nós mesmos. A gente vai aprendendo, evoluindo, lapidando. Mas, para mim, o passado também tem muito a nos ensinar (e recordar!) e, por isso, gosto de fazer uma visita por lá às vezes.

A gente pode deixar um tanto de coisa valiosa pelo caminho. Nessa de viver, conviver (e, às vezes, sobreviver), podemos acabar trocando as nossas certezas pelas dos outros. Pelas do mundo. É aí que eu mesma, em uma versão minha lá do passado, me salvo da cilada que é nos deixarmos levar por qualquer coisa que não o que faz parte da nossa essência.
É por isso que olho o passado com carinho. Ao passo que sei que hoje sou uma versão melhor de quem já fui, nunca subestimo aquela Júlia, pois sei que ela pode me ajudar a voltar para o meu centro. A resgatar sonhos, recordar valores, recalcular caminhos. E então, fuço o meu bloco de notas, resgato cadernos e diários antigos, abro a caixinha de lembranças que tenho desde adolescente, volto nas últimas páginas deste blog. Estou sempre procurando-a, seja dentro ou fora de mim.
Andamos de mãos dadas, sempre. E assim vamos, ensinando e (re)aprendendo uma com a outra.
Júlia Groppo
Por julia às 11.12.19 1.072 comentários
Com emoção, por favor

Quando eu era criança, uma memória constante dos dias de férias na praia me leva de volta até os passeios de Banana Boat. Posso dizer que aquilo para mim era a maior aventura do ano, e o quanto eu me sentia corajosa por estar ali em cima. Lembro, também, que o cara que pilotava o barco nos fazia sempre a mesma pergunta: “Pessoal, é com ou sem emoção?”. Essa frase nunca saiu da minha cabeça. Apesar de na época não a entender muito – afinal, eu era só uma mini Júlia tentando descobrir o que eu fazia no mundo -, ela me marcou. E, por conta disso, carrego-a comigo desde então. Louco como podemos levar detalhes da nossa infância conosco, né?

O que quero dizer com tudo isso é que eu sempre pedi à vida que me trouxesse emoção. No dia a dia, nos desafios que ela me propusesse, nas pessoas que ela colocasse no meu caminho. Sempre perguntava a mim mesma: ”É com ou sem emoção, Júlia?”.
Dia desses, ousei reclamar com ela pedindo um pouco mais de calma. Foi aí que me lembrei: eu mesma que sempre pedi a tal da emoção. Ela, bem educada, me recordou dessas tantas vezes em que eu jurei que, sem emoção, não teria graça.
Tudo bem, vida. É com emoção, por favor. Todos os dias.
Júlia Groppo
Por julia às 11.12.19 1.023 comentários
Sobre expectativas

“Não crie expectativas. Elas não servem para nada”.

Li dia desses e veio como uma flechada, daquelas bem certeiras. Senti a indireta, tá, vida?! Tô sabendo… Mas, se é tão óbvio assim, se a danada faz tão mal, magoa, faz doer, chorar, sofrer, por que a gente insiste em criar? Sabemos bem onde vai dar.

A verdade é que costumamos idealizar um tanto de coisa nessa vida. Coisas, momentos e pessoas. A vida em si pode ser uma total idealização, se assim você permitir – e é aí que mora o perigo. Nada (e nem ninguém!) vai ser exatamente como desejamos. As coisas são o que são, assim como as pessoas.

Então, porque nós, seres humanos (lê-se totalmente imperfeitos), insistimos em desejar coisas perfeitas, redondinhas, sem eiras nem beiras? Coisa louca que é cobrar do universo e do outro uma perfeição que nem a gente pode oferecer. Mais louco ainda é pensar que tudo seria bom se realmente fosse totalmente controlável. A gente cresce é em meio às adversidades. Eu acredito, inclusive, que existe um propósito maior por trás de cada uma delas.

De sacudir, fazer pensar, recalcular a rota. Afinal, somos lugar de eterno recomeço.

A tal da expectativa já me levou para lugares horríveis, como ficar cega diante de tudo aquilo que está bem a minha frente: a minha vida como ela é. Porque bom mesmo é a gente abraçar as coisas como elas são – e, digo mais, devem ser. É a tal da verdade que eu busco, todos os dias. Estar aberto ao processo, seja ele como for. Doa a quem doer. E dói, hein? Fácil não é. Mas, vou te contar uma coisa: ninguém disse que seria.

Eu sempre brinco que o lance é sair deste plano melhor do que a gente entrou. E dá pra melhorar um tanto. Só que é um desafio diário, step by step, a passos de formiguinha. Mas, sinceramente? Não importa. O que importa é que estamos tentando; o progresso existe. E que venham novas expectativas para que sejam quebradas por nós mesmos. Para que a gente vá descobrindo, aos pouquinhos, que o que tem preparado para nós lá fora é o melhor que podíamos receber.

Afina, a vida não é o que achávamos, nem nada daquilo que nos disseram. É muito melhor que qualquer expectativa que criamos.

Tô com você nessa. Sozinho ninguém está.

Júlia Groppo

Por julia às 27.04.19 2.509 comentários
Ressignificar

“Verbo transitivo que caracteriza a ação de atribuir um novo significado a algo ou alguém“.

Sem dúvidas, graças aos últimos anos, essa se tornou uma das minhas palavras preferidas. Tenho uma coleção delas que carrego comigo pelos meus dias e ressignificar tem um espaço todo especial só para ela.

Dia desses, li que nem sempre precisamos de novas paisagens para ter a chance de experimentar novos sentidos para a nossa vida, mas aprender a olhar para as mesmas de formas diferentes. Fez tanto, mas tanto sentido para mim, que decidi aceitar o desafio. Então, passei a usar a minha rotina – que reúne algumas dessas paisagens diárias – a meu favor, usando todas as possibilidades que ela me oferece.

Da hora em que acordo, até o momento em que decido encerrar mais um dia, tenho exercitado o meu olhar para as coisas, tentando enxergá-las além do que um dia consegui; atribuindo novos significados para os hábitos que eu criei, mudando o caminho de alguns destinos, invertendo horários de atividades e enxergando cada problema como uma oportunidade.

É como se eu estivesse experimentando uma nova vida dentro da minha própria, e o mais engraçado é que nada de tão diferente aconteceu. Eu apenas decidi enxergar além; esgotar as possibilidades, olhar além do óbvio, mudar a perspectiva. Se não é maravilhoso o poder que temos de viver diferentes possibilidades em uma mesma rotina, eu não sei o que é.

Tem sido um tanto incrível.

Júlia Groppo

 

Por julia às 19.04.19 932 comentários
O pouco e o muito que sei

Grande parte das respostas sobre nossas maiores dúvidas estão dentro de nós. É louco pensar que, mesmo que tudo isso esteja tão aqui perto, tão aqui dentro, não conseguimos descobrir tudo de uma vez só. Levam dias, meses, anos… Trancos e barrancos. É por isso que, para mim, a vida é um presente.

Ela tem paciência com a gente, com o tempo que a gente leva pra aceitar e entender algumas coisas – sobre nós e sobre o mundo. Ela permite que a gente vá caminhando e descobrindo tudo aos pouquinhos, num jogo de aquecer nosso coração pelas novas descobertas sem deixar que nos saciemos para sempre buscarmos mais. Afinal, a evolução é mágica e está sempre acontecendo.

E se de repente você se perder no meio do caminho, o sol se põe, a noite chega e amanhã um novo dia nasce. Do lado de fora e dentro de você. Mais uma chance de viver novas descobertas. E, se for preciso, segundas, terceiras, quartas, quintas chances…

Tem vezes que a gente vai como quem dança aquela música sem apreciar, com pressa de saber a próxima. Mas vou te contar uma coisa que tenho aprendido: o que importa é caminhar para frente e absorver o melhor que cada dia tem a nos ensinar. E se a gente se abrir, tem um tanto de coisa boa escondida nos nossos dias, seja para nos lembrarmos quem somos, seja para descobrir novos pedacinhos de nós.

Recorda sempre que o lance é sair daqui melhor que a gente entrou.

E essa pressa toda aí, é pra quê mesmo?

Júlia Groppo

Por julia às 04.11.18 1.279 comentários
Dieta da mente

Precisamos falar sobre o que consumimos diariamente – e não me refiro aos alimentos.

É verdade que a nossa alimentação é algo que merece devida atenção; cuidar da nossa saúde deve ser um dos primeiros itens da nossa lista de prioridades. Mas, quando digo saúde, me refiro, também, à mental. Mente e corpo trabalham juntos, diariamente, pelo nosso bem-estar; e, mais que isso, interferem no trabalho um do outro quando, de repente, começamos a deixar um dos dois de lado.

A situação mais comum – a julgar pelo meu círculo de amizades e convívio – é a seguinte: todo mundo faz algum tipo de exercício para o corpo, e isso é ótimo. Mas poucos têm noção da importância de malhar, também, o nosso cérebro – ou, ao menos, ser dono daquilo que você permite que esse órgão do seu corpo consome, todos os dias.

Vou dizer onde quero chegar: nas 24 horas que nos são dadas diariamente, temos ao nosso dispor uma infinidade de informações, bombardeadas de todos os cantos do mundo. Somos uma geração que acorda com o celular ao nosso lado (isso se não pegamos no sono rolando o feed do Instagram – e que atire a primeira pedra quem nunca fez isso ao menos uma vez nessa vida). De manhã, com os olhos mal abertos e a mente ainda atordoada com o sono profundo no qual você entrou, começamos a receber notificações de todas as redes sociais possíveis e não hesitamos em pegar o bendito em mãos.

Quando parei para analisar tal situação, percebi que algo estava muito errado. A gente não se dá folga, sabe? Não estamos nos dando o maravilhoso presente que é o devido tempo para respirar; para ser/estar no mundo sem precisar fazer parte de absolutamente tudo o que acontece ao nosso redor. Não estamos tendo noção do que consumimos, todos os dias. Nós apenas recebemos.

Existe uma passagem em Coríntios que gosto muito; minha mãe a repete até hoje para mim. Diz o seguinte: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”. Você pode consumir o que quiser. O mundo está aí, nunca antes tão acessível, a um clique de distância. Mas, se quer um conselho, lá vai: filtrar é preciso.

Tenho tentado, cada vez mais, fazer com que a primeira e a última coisa do meu dia não sejam olhar o celular. Quero dar de presente  a mim mesma consumir apenas coisas que me fazem bem – o que não quer dizer alienar-me das coisas, mas consumir o que tem a ver com os meus objetivos de evolução, sejam informações boas ou ruins, mas que, de certa forma, estão me acrescentando. O que fizer sentido, sabe como? – E, aqui, não me refiro apenas às redes sociais, mas às pessoas com as quais convivemos, às rodas de conversa das quais participamos.

Saia de perto, afaste-se, blinde-se. Você não precisa consumir absolutamente tudo o que chega até você. Crie o seu próprio filtro. E se de repente alguma situação for inevitável, escute por um ouvido e solte pelo outro. Se algo te faz mal – ou, pior ainda, não te acrescenta em absolutamente nada -, deixe para lá. Dê unfollow, delete a playlist, silencie o stories, troque o número do celular, deixe de seguir no Facebook, evite aprofundar as conversas.

Proteja a si mesmo de tudo aquilo que não vai te levar a lugar nenhum – seja para frente, ou para dentro de si mesmo.

Júlia Groppo

Por julia às 01.11.18 1.069 comentários
Não sei para onde vou, mas estou indo

Ta tudo bem não saber exatamente para onde você está indo neste momento da vida. Quem foi que te disse que precisamos de certezas para continuar seguindo em frente? Nós só precisamos de vontade mesmo. Se querem saber, tem muita poesia em caminhar por aí sem mapas, bússolas ou GPS, apostando todas as suas fichas na sua intuição; na bússola da essência, sabe?

Já vivi um ano todo guiado por apenas um sonho (alô, 2016 <3). Lembro do tanto de energia e força que depositava nas minhas ações diárias, de tão focada que estava, e o quanto isso me fez atingir resultados ainda melhores que os esperados. Porém, momentos em que não sabemos exatamente para onde estamos indo também têm seu valor. É como se você estivesse vivendo cada dia, de fato, em sua finitude, sabendo que, não importa o que te espera lá na frente, esse dia aqui jamais vai voltar, e é necessário vivê-lo da maneira mais entregue possível.

Se me permitem, aqui vai o meu palpite: estar perdido é uma oportunidade que a vida te dá de se encontrar dentro de si mesmo. Se os caminhos lá fora parecem confusos demais – porque, muitas vezes, o mundo vai te parecer meio sombrio -, saiba que este é o momento de procurar as respostas do lado de dentro. Conhecer a si mesmo.

Há uma frase do filme Alice no País das Maravilhas que gosto muito. Alice está perdida e, ao encontrar o gato, pergunta onde aquele caminho vai dar; ele questiona para onde ela pretende ir. Ela, no entanto, diz que não sabe, pois está perdida. Então, ele afirma: “para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”.

Um tanto assustador, certo? Mas, quando parei para analisar essa frase alguns dias atrás, descobri que ela pode ter um sentido bem mais divertido, se assim você quiser: para quem não sabe para onde vai e então não está focado em apenas um caminho só – e, muitas vezes, determina que só vai alcançar a felicidade quando “chegar lá” -, os caminhos que vão sendo traçados podem se transformar em lugares incríveis, e ganhar o seu devido valor.

Quanto te perguntarem para onde você está indo, não tenha medo de dizer que está descobrindo. Dê a si mesmo o tempo necessário para se (re)encontrar. Como eu já disse por aí, nossas certezas são um lugar muito confortável de se estar, mas permanecer por ali por muito tempo é bastante perigoso, afinal, a vida pede por mudanças e movimento. E são nas adversidades que encontramos as maiores lições.

Recalcule a rota, se assim for preciso. Afinal, we’re all mad here.

Júlia Groppo

Por julia às 30.10.18 1.007 comentários

Ano novo, vida nova?
O que você deixou cair pelo caminho?
Minha primeira tatuagem
Prometa-me desacostumar