Da janela pra fora

janela

“Só os que arriscam ir longe demais são capazes de descobrir o quão longe se pode ir”

Essa é uma das minhas frases preferidas. E é tão verdadeira que chega a me dar arrepios. Isso porque, recentemente, pude sentir na pele que, quando nos arriscamos, descobrimos, enfim, tudo aquilo que somos capazes de fazer. E nós somos capazes de muito. A gente pode sempre mais – e cada vez melhor.

Mas há uma palavrinha, pequena, de quatro letras, que nos impede: M E D O. Com coisas bobas e, principalmente, com nossas metas e sonhos, o medo pode ser decisivo. O problema é quando ele nos impede de fazer o que sempre queremos, pois você só será capaz de saber do que é capaz se tentar.

Você não sabia que conseguiria morar sozinho, até que a vida te deu a oportunidade e você decidiu que seria bacana tentar. E conseguiu. Você não sabia que aquele relacionamento te faria tão bem a ponto de te tirar o fôlego até se permitir apaixonar. Entrelaçar as mãos. Dar o primeiro beijo. Você também não sabia que aquele curso da faculdade acabaria sendo o dos seus sonhos, até que se permitiu começar as aulas, ler mais sobre o assunto e se jogar naquele universo. Assim como você não sabia que o seu prato preferido era o seu preferido até que o provasse e pudesse compará-los aos outros.

A vida é assim. Em coisas simples, como um prato de comida, às mais complexas, como relacionamentos. Como com nossos sonhos, que insistimos em deixar lá, na gaveta, na imaginação e na listinha de metas que escrevemos todo 31 de dezembro. “Ano que vem eu vou…”, e lá se vão alguns bons itens. E lá mesmo é que ficam.

Você só sabe até onde pode ir quando se permite mostrar, a si mesmo, que consegue. Quando se arrisca. Não é sentado em frente à janela vendo a vida passar que descobrimos a nossa melhor versão. E eu saí daquela janela e fui descobrir a minha.

Eu fui.

E foi quando me permiti ir, cada vez mais longe, que descobri até onde posso chegar, ou que entendi que nem o céu é o limite. E isso me deu tanta força. Para mim e para tantos outros sonhos que me esperam. Foi quando fui que entendi que talvez não queira mais dar passos para trás, mas sempre para frente. Foi quando fui que pude conhecer um pouco mais quem eu sou, coisas que nem eu mesma sabia ao meu respeito – e que aposto que nem o mundo esperaria de mim.

Foi quando dei o primeiro passo a frente que todos os outros pareceram muito mais leves de serem dados. 

Foi quando eu fui que a magia aconteceu.

Enquanto a vista da janela parecia tranquila e segura, descobri que as calçadas da vida podem ser muito mais perigosas e requerem cuidado. É verdade. Não é fácil estar exposto ao que vier, pois nem sempre a vida se mostra fácil. Na maioria das vezes ela não é. Mas o resultado desse risco que decidi correr, e que quero correr pelo resto da vida, bom, acho que não preciso nem dizer, né? E se eu fosse você, corria descobrir.

Foi da janela pra fora que a vida aconteceu de verdade. Foi dai pra cá que eu vivi, na pele, no coração, na alma e por inteiro o que tem vindo para mim. E tem sido assim.

Saia da janela.

A vida pode ser linda, mas você não está fazendo parte dela. Percebe? Então vai. Vai e descobre. E depois me conta, ta?

Com carinho e sempre em frente,

Júlia Groppo

Por julia às 26.07.16 57 comentários
Quando a vida abraça a gente

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O avião que passa sobre minha cabeça me faz pensar que um dia posso estar lá dentro, embarcando em algum dos meus sonhos.

A xícara de chá às 7:45 me faz refletir sobre a sorte de poder estar viva.

O caminho até a faculdade, com os próprios pés, me ajuda a sentir gratidão por poder estar ali, aprendendo a ser e estar sozinha.

A última página de um livro recém-comprado me faz respirar aliviada por ter adquirido um novo conhecimento.

O caminho de volta à cidade onde nasci me ajuda a descobrir como é bom ter para quem e o de voltar.

O bom dia que alguém dá em troca do meu me ajuda a continuar acreditando que as pessoas ainda são gentis.

Os domingos me ensinam que cada segundo deve ser aproveitado.

A segunda-feira já não me entristece tanto. É uma nova oportunidade.

De dia, o céu me faz acreditar que a vida está apenas começando.

A noite, o céu cheio de estrelas me ajuda a entender que é preciso arriscar.

Os sonhos anotados numa caderneta antiga me fazem continuar.

Os novos, que costumo guardar no coração, mostram que ainda há muito pelo o que lutar.

A foto dos meus pais na cabeceira me faz entender o porquê de eu estar ali.

O Deus no qual acredito me faz suspirar aliviada por saber que tudo o que vier, é porque tinha que vir.

E então acontece: deito a cabeça no travesseiro, descanso feliz por mais um dia.

Mas sei que amanhã posso ser melhor.

Vida, eu não tenho mais medo. Descobri que você se esconde nos detalhes.

Júlia Groppo

Por julia às 25.07.16 59 comentários
Mudanças

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“Você mudou”

Soou como um palavrão. Uma ofensa, notícia desastrosa. Atingiu lá no fundo. Por alguns minutos, achei que havia deixado de ser o que sempre batalhei para ser: eu mesma. Por um momento desabei, chorei, me encolhi em um canto qualquer, apenas eu, lágrimas e arrependimentos.

Minha paz foi tirada por alguns minutos.

Mas eu entendi. Entendi que, sim, eu havia mudado, continuo mudando, e ainda bem. Entendi que o problema não estava em mim. Entendi que o problema está em evitar as mudanças, persistir até o fim para deixar de passar por elas. O problema está em não mudar. O problema está em uma vida toda igual, monótona, sem desafios, montanha-russa e surpresas.

Minha paz foi devolvida alguns minutos depois.

Eu sei que poderia fingir que tudo permanece igual, me afogar no medo da reação das pessoas, só para agradar os que estão a minha volta. Mas mudei, sim. Sei que mudei. De cidade, de casa, de opiniões e até de vontades. Tudo mudou, de uma hora para a outra, de forma repentina e sem aviso prévio. É normal que eu tenha mudado. É mais que normal que eu enxergue a vida com outros olhos. Desculpe, mas minha transparência não permite que eu esconda quem eu sou, ou quem me tornei. Desculpe, é impossível conciliar o que eu quero com aquilo que querem de mim. Estou aqui, bem na sua frente. Mais Júlia que nunca.

Muda também. Muda, porque o mundo muda com a gente, e a gente tem que ser a mudança que quer ver nesse mundo. Muda, porque é NORMAL. É necessário. É preciso. Muda comigo. Mude, por favor. Aprendi a aceitar minhas próprias mudança e a entender que, se há alguém que não as entende, não há porque estar por perto. Entendi que estarei sempre mudando, principalmente por ter decidido, já há algum tempo, estar cada vez mais aberta ao que vier. Aprendi a amar as mudanças. As minhas e as que acontecem ao meu redor. Aprendi que, não, eu não preciso sequer justificá-las.

Eu mudei.

Júlia Groppo

Por julia às 14.06.16 56 comentários
Júlia Indica – 3 blogs que valem a leitura

1 – www.juliafaria.com.br

juliafaria

A Julia Faria é formada em jornalismo e trabalha como atriz. A paulista criou o blog em 2014 e, desde então, tem feito o maior sucesso. O que eu mais gosto no blog dela são as crônicas. A Júlia tem um jeito leve, autêntico e bastante intenso de falar sobre a vida, sem medo de se entregar, com o qual me identifico muito. Isso fica claro em cada um dos textos dela e é o que mais me encanta ao fuçar a página. Faz um tempo que ela não posta nada e estou sentindo muita falta, acredito que pela correria do novo papel que ela vai interpretar em uma novela, mas, ainda assim, vale a pena navegar pelas crônicas antigas. Sempre da pra sair com um ensinamento quentinho, pronto para colocar em prática. Para acessar o perfil dela no Instagram, clique aqui.  2 – www.karolpinheiro.com.br 

karol pin efkj

Quer se divertir, se identificar a mil com uma pessoa tão autêntica e de quebra sair cheia de conselhos sobre looks, maquiagens e viagens? Esse é o lugar perfeito. A Karol é a minha blogueira preferida, acredito que pelo jeito natural e divertido que ela tem de encarar as coisas que vão acontecendo em sua vida. Minha parte favorita do blog são os looks: me identifico muito com o jeito dela se vestir e misturar várias peças do seu guarda-roupa, criando propostas completamente diferentes. Acompanho a Ka desde os meus 15 anos, lá em 2011, quando descobri que ela tinha um blog dentro do site da Capricho, chamado “Karol com K”. Me apaixonei pelos tutoriais de maquiagem e fui descobrindo o quanto eu me identificava com o jeito dela (arianas, HÁ). Ela, aliás, foi uma das minhas inspirações ao optar pelo curso de Jornalismo na faculdade. E ah, é claro, é apaixonadíssima pela Disney, o que nos une mais ainda.


Para acessar o perfil dela no Instragram, clique aqui.  3 – www.blogdabru.com.br

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Por fim, o blog de uma amiga muito querida. Dedicada, esforçada e super bookaholic, (sem exageros), a Bru coloca no seu espacinho dentro da internet todas as suas experiências. Divide dicas de livro, restaurantes, viagens, além de crônicas sobre vida, crescimento, a importância de uma boa leitura, entre outras coisas. A linguagem é leve e as fotos são sempre muito bem produzidas. Quando entro no Blog da Bru, costumo passar horas perdida nos posts e sempre sinto, ao sair de lá, muita inspiração. A Bruna, aliás, foi uma das minhas maiores inspirações ao criar o meu blog; por um tempo, fui colaboradora do blog dela e essa foi uma das experiências mais gostosas que já tive. Para acessar o perfil dela no Instagram, clique aqui. 

Espero que gostem das dicas e se identifiquem com essas três maravilhosas tanto quanto eu!

Um beijo,

Júlia Groppo 

Por julia às 12.04.16 55 comentários
Um dia de cada vez

sonhos

E foi assim que descobri que a vida pode ser mais leve

É segunda-feira e você está preocupado com a viagem a trabalho da quinta. É quarta-feira e você só reza para que o fim de semana chegue depressa. É sábado e você só consegue pensar naquele teste difícil que tem para dali alguns dias. É domingo e você se lembra de apenas uma coisa: no dia seguinte é segunda e tudo começa, outra vez. Calma.

Quando você tenta se dividir em mil pedaços para lidar com diversas coisas ao mesmo tempo, acaba não fazendo nenhuma delas direito. Já ouviu essa história em algum lugar? Aprendi isso com a minha família. É necessário concentrar os nossos esforços em uma tarefa por vez. Seu dia é distribuído por compromissos, certo? Faculdade, trabalho, lazer, estágio, viagens, família, vida social, vida amorosa e por aí vai… Cada qual a sua forma. De que adianta estar com meu namorado pensando na pauta que vou ter que correr atrás no trabalho no dia seguinte? De que adianta estar no trabalho pensando na festa do fim de semana? De que adianta estar com a família preocupado com uma prova do fim do período? Percebem?

É desgastante demais tentar solucionar milhares de problemas e pendências, de diversos pilares da nossa vida, todos de uma vez. Mais fácil é pensar com calma e olhar com leveza para cada uma dessas coisas, e deixar também um pouco disso para que a própria vida nos mostre como lidar. Fazer a nossa parte é sempre muito importante, mas deixar uma parcela da magia “nas mãos do Universo” facilita um pouco as coisas. Deixe solto, deixe estar.

Já eu, deixo mesmo é que a Júlia de amanhã resolva. Ela que se vire, que pense, raciocine, se esforce e se dedique. A Júlia de hoje já cumpriu as suas obrigações e fez do dia dela o que ela queria, da forma que queria. A Júlia de hoje plantou as coisas boas para colher no futuro, fez a sua parte. Amanhã é um outro dia, algumas obrigações se repetem, outras coisas diferentes vão acontecer e então, que a Júlia de amanhã saiba lidar com o que vier. Eu sinto que cumpri o meu dever por hoje. Hoje já foi, já deu e, mais uma vez, posso terminar o dia agradecendo. Por tudo, por nada.

Em muitos momentos da vida, fiz mal a mim mesma querendo decifrar o que o futuro poderia me trazer. Por muitas vezes, fui ansiosa o suficiente para me pressionar e tentar resolver todos os meus problemas de uma vez. Mas um dia, acabei descobrindo que boa parte das coisas fogem ao nosso alcance, e que só acreditando, tendo fé e se esforçando é que podemos continuar vivendo. Faça hoje para receber os resultados lá na frente. Mas faça hoje, pense hoje, foque em hoje. O resto vem, tá? Sempre vem.

“Não se preocupe com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá as suas preocupações. Basta a cada dia a própria dificuldade” (Mateus 6:34)

Um dia de cada vez, ta?

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 01.04.16 57 comentários
Pensamento solto

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 22 de novembro de 2015

Essa vida passa tão rápido. Com os pézinhos caminhando rumo aos 20 anos, olho pra trás e posso entender como ela pode mudar em questão de segundos. Como os sentimentos se renovam, as opiniões realmente mudam como as tendências da moda e as pessoas vão embora, nos ensinando que não precisamos essencialmente delas para viver. Tudo é uma questão de somar – não dividir, muito menos subtrair. Tudo é uma questão de caminhar junto. A Júlia da foto difere dessa que vos fala em muitas coisas (menos na essência) e, vejam bem, dai pra cá, apenas sete meses se passaram. Mas foram sete meses suficientes para que eu sentisse tantas coisas ao mesmo tempo que puderam me ensinar que, no fim das contas, ainda há muito mais para sentir e aprender. E, sempre que eu imaginar que estou pronta o suficiente para enfrentar qualquer desafio, outro virá para me mostrar que, não, eu ainda não entendi tudo o que eu preciso. O que eu entendi até agora é que há muito para entender. Portanto, aproveite cada segundo. O incrível mesmo é saber o suficiente para continuar caminhando, mas nunca demais a ponto de não ter mais o que descobrir. Mais vale uma dúvida na mão que dois aprendizados voando.

Júlia Groppo

Por julia às 24.03.16 26 comentários
Não foi amor à primeira vista

amor a primeira vista

Foi no nosso dia a dia da descoberta desse amor

Eu lembro bem, não foi amor à primeira vista. À primeira vista era brincadeira de criança, paquerinha da adolescência, beijos sem compromisso, troca de sms o dia todo e um frio na barriga que nos fazia continuar. À primeira vista, nenhum dos lados tinha pretensão, planos ou sonhos de uma vida a dois. Nenhum dos lados tinha sequer noção do que era um compromisso. À primeira vista não era nada. Não foi amor à primeira vista.

Foi aos poucos. Foi dia a dia. Foi quando tinha que ser.

Foi quando me disse que seria o meu melhor amigo, acima de tudo, e que um dia eu iria entender isso. E hoje eu entendo. Foi quando notei que você me deixava escolher o filme do sábado a noite, o lanche no drive thru do McDonalds no fim de um domingo e a sua camiseta para um aniversário. Foi quando descobri que meu ciclo menstrual estava marcado na sua agenda para que você soubesse quando deveria ser mais delicado comigo, já que, você sabe, a TPM aqui bate forte. Foram nas vezes em que eu não precisei dizer nada, você sabia exatamente o que estava se passando ao olhar nos meus olhos. Foi quando chorou comigo, na mesma intensidade e com a mesma emoção, porque é assim mesmo, você toma as minhas dores. Todas elas. E sonha os meus sonhos e vive os meus medos e comemora as minhas vitórias.

Foi quando me vi sozinha, mas quanto engano, você estava lá e sozinha eu nunca estive, de fato.

Foi quando o telefone tocou de madrugada apenas para dizer um “eu te amo”. Foi quando descobri que você deixava todos os últimos pedaços – da Pizza Hut, do chocolate, do sashimi, do Cheddar Mcmelt do McDonalds e do frozen sabor jabuticaba com nutella e leite ninho não porque não estava tão gostoso quanto você imaginava, como você costuma dizer, mas para que eu aproveitasse mais. Foi quando assistiu cinco vezes o mesmo episódio da nossa série favorita comigo. Foi quando pegou um táxi em um horário importuno só para me dar um abraço e dizer “vai ficar tudo bem”. E ficou. Porque você sabe exatamente o que fazer, o que dizer e também o que e quando não dizer nada.

Foi quando entendi que a vida a dois é construída nos desafios diários. 

Andando lado a lado para que, em nenhum momento, um dos dois fique para trás. Caminhando na mesma direção para que, ao fim do dia, os dois estejam olhando para um mesmo ponto, juntos. Entendendo, dialogando, perdoando, enfrentando e, acima de tudo, sabendo reconhecer que jamais será perfeito, mas continuará sendo o nosso amor, que não foi à primeira vista. Porque não foi amor à primeira vista. Mas à primeira vista, meu amor, foi, na verdade, a melhor coisa que a vida poderia ter feito por nós dois: nos unir. E, de uma forma ou de outra, a gente sabia disso. E deu certo. Não era amor lá no início, mas é agora.

 É amor e vai continuar sendo até quando Deus nos permitir. 

Júlia Groppo

Por julia às 15.03.16 54 comentários
Filme: Soul surfer – coragem de viver
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Cena do filme “Soul surfer – coragem de viver”

A indicação desta terça-feira é bastante especial. Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, trouxe para vocês a dica do filme “Soul surfer – coragem de viver”, que conta a história de uma das mulheres mais inspiradores desse mundo. De verdade. Se você ainda não assistiu, pare agora o que está fazendo e corra para o Netflix. A trama conta a história da surfista profissional Bethany Hamilton, que teve a sua carreira interrompida após um ataque de tubarão em um dia de treinamento. O ataque fez com que Bethany precisasse passar por uma cirurgia e amputar um de seus braços. Já deu pra sacar que o filme vai te emocionar, né? Pois bem, eu tenho certeza que sim, e as lições que a história dessa garota (agora já uma mulher casada e com filhos) nos ensina são de cair o queixo.

Uma curiosidade muito bacana sobre o filme é que a própria Bethany, em quem o enredo foi inspirado, é a dublê da atriz que interpreta sua personagem no filme, a Annasophia Robb, que a próposito interpretou maravilhosamente bem o papel de Bethany na trama. A cena do ataque bem como as cenas em que a personagem precisa passar por momentos de superação diários são lindas e muito bem feitas: parece que estamos ali, em meio a história, superando tudo junto com Bethany.

Para mim, a lição mais valiosa que o filme passa é esta aqui: quando você tem um problema na vida, independente de qual seja, dê um passo para trás. Isso mesmo, afaste-se do problema, mas não para evitá-lo, já você precisa enfrentá-lo de um jeito ou de outro, mas sim para enxergar as coisas de outra dimensão: de cima, de onde parece ser possível de ser resolvido, porque a verdade é que é! Quando estamos passando por alguma dificuldade, temos a mania de nos desesperar e não conseguir enxergar nenhuma saída para aquilo que estamos enfrentando. Isso acontece porque olhamos o nosso problema de frente. Bethany nos ensina que pode ser diferente.

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Atriz Annasophia Robb com Bethany Hamilton

Bethany Hamilton

Bethany Hamilton

Tenho certeza de que esse filme vai mexer com o coração de vocês. Apesar de tudo o que acontece, a trama é leve e perfeita para uma sessão Netflix durante o fim de semana. Sei que Bethany vai ensinar muitas coisas a vocês, assim como me ensinou quando eu assisti. Aliás, eu já assisti várias e várias vezes e nunca enjoo de tamanha inspiração que essa mulher passa para as pessoas e essa é outra coisa que vocês vão poder entender no filme: Bethany acabou se tornando a força de muitos outros jovens ao redor do mundo na época em que decidiu levantar a cabeça e enfrentar o seu maior problema de frente. Assim como ela diz na trama “eu não preciso que seja fácil, preciso que seja possível” .

Nenhum problema é maior que a nossa vontade de enfrentá-lo e nada pode tirar os seus sonhos de você: Bethany não deixou de surfar, pelo contrário, adaptou a sua situação ao que mais gostava de fazer na vida: praticar o surf. E é assim que tem que ser. Assista ao trailer aqui.

Thank you, Bethany! 

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 08.03.16 54 comentários
Nossas pequenas vitórias pessoais

felicidade

É incrível como podemos sempre nos superar. Tenho a plena consciência de que a Júlia de agora se diferencia da de alguns meses atrás em muitas coisas. A gente vai superando um obstáculo por dia, matando um leão por vez e entende que o conjunto de pequenas vitórias pessoais resulta num ser humano mais evoluído a cada dia que passa. Antes, era como se eu quisesse reunir todos os meus problemas e quisesse tentar resolvê-los num piscar de olhos. Eu queria superar os meus medos da noite para o dia. Mas aí eu entendi que vivendo um dia de cada vez a gente também supera pequenas coisas, as quais não temos a dimensão da grandiosidade que carregam. E assim, de obstáculo em obstáculo, quando a gente vê, já caminhou bastante.

Antes, parecia impossível dirigir numa rodovia super perigosa e movimentada de Campinas, ainda mais em dias de chuva. Até ontem, tremia da cabeça aos pés ao precisar pegar um caminho diferente do de sempre. Cozinhar era algo que eu jamais me imaginaria fazendo sozinha. Também foi assim com precisar controlar a gasolina do carro e saber quando parar para abastecer. Foi assim também com dormir sozinha, aprender a acordar com um despertador que não fosse a voz da minha mãe, com limpar a casa, me encontrar novamente após me perder pela cidade e reservar dinheiro para o pedágio de todo o fim de semana. Foi assim com cada uma das coisas que jamais me imaginei fazendo e, hoje, são parte da minha rotina.

São as pequenas vitórias pessoais. E são as minhas. 

É por isso que repito comigo o meu mantra preferido: “Um dia de cada vez, Júlia. Um dia de cada vez”. E aí, vou driblando os meus medos e superando os obstáculos, dia após dia, e colecionando as minhas pequenas vitórias pessoais. Abra bem os olhos e enxergue também as suas. Todos nós superamos obstáculos ao longo dos nossos dias que há algum tempo nem imaginávamos que seríamos capaz. E é muito bom reconhecer todas essas mudanças e crescimentos. Porque, sabe… nada nunca é em vão!

Um beijo,

Júlia Groppo

Por julia às 04.03.16 61 comentários
A importância das minhas idas e vindas – por Caroline Delú

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Você já pensou como seria a sua vida sem janelas? Não haveria a luz do sol atravessando o ambiente, você teria sempre a mesma visão, não existiria contato externo, você não poderia enxergar a beleza do que está lá fora, os sons ficariam sempre no mudo e você sempre fechado dentro da sua zona de conforto. Isso é o que acontece quando você não se dá a oportunidade de sair de onde está. Você passa a não ter janelas.

Fazer intercâmbio é muito mais que estudar, trabalhar ou morar no exterior. Vai muito além de apenas aprimorar – ou até mesmo, aprender – um novo idioma. Fazer intercâmbio é mudar a sua visão, enxergar a beleza de outras formas, ouvir novos sons e se abrir para experiências que mudarão a sua vida. Fazer intercâmbio é abrir as janelas, as portas e arrancar os telhados de tudo o que te prende, te sufoca e, acima de tudo, é sair da sua zona de conforto.

Estou aqui escrevendo esse texto porque tive a oportunidade de fazer quatro intercâmbios ao longo da minha vida, com planos de aumentar esse número e com um sonho imenso de morar no Canadá. Mais do que apenas dividir um texto falando sobre o que um intercâmbio poderá, talvez, fazer com você, quero dividir como um, dois, três, quatro intercâmbios me fizeram ser um ser humano melhor, uma profissional preparada e fizeram um avião se tornar a minha zona de conforto – apesar de eu ter medo de altura.

A partir do momento em que você decide que é hora de bater as asas, precisa compreender que elas não se encaixam em todos os lugares e que nem sempre você terá o conforto de batê-las quando bem entender. É por isso que você aprende a ser flexível, a lidar com situações que fogem do seu controle, e entende que respirar até dez é melhor soltar um grito.

Sentimos medo. Desde o momento em que cogitamos ir passamos a sentir medo. Medo de não dar certo, de estar longe, de ir embora, de passar por situações ruins sem ter os pais ao lado, medo do desconhecido. É ai que você aprende a transformar o medo em ação e percebe que, mesmo que às vezes nada saia como quer, você ao menos tentou, e cada vez mais se enxerga como sinônimo de coragem. Transforma sua insegurança, enfrenta seus pesadelos, se fortalece e aprende a bater asas lá do alto da sua janela.

A parte mais difícil é adaptar-se. Você precisa falar outro idioma, morar em outra casa, criar novos hábitos, comer comidas diferentes, beber café mais fraco, ter um novo ciclo de amigos, entender como funciona uma nova cidade, um novo país, um novo povo e tentar seguir uma cultura completamente nova. Confesso a vocês que leva um tempo. É preciso digerir todas as informações e, em muitos dias, a única coisa que fará o alívio vir são as lágrimas. E nisso, você aprende tanto…

Aprende a se desenvolver como ser humano. Aprende que a educação que você recebeu foi essencial até aquele momento, mas que a partir dali, o mundo te ensinará tudo o que não é possível passar de pessoa a pessoa. Você vai aprender sobre si mesmo e sobre como pode ser melhor para você, para quem te cerca e para o mundo. Entende que você não pode controlar tudo, mas que é normal, e que, uma hora ou outra, as coisas entram no eixo, e o seu eixo pode estar de ponta cabeça, com formato estranho, com sons e cores diferentes, e até mesmo, no meio de um lugar que você havia se visto antes.

Quando percebe, está vivendo fora da sua normalidade e sente prazer nisso.  Não mais medo. Sente necessidade de ter cada vez mais janelas ao seu redor e pula de alturas muito maiores que a primeira. Sente palpitação em ver seu nome em um bilhete de embarque, entusiasmo de estar sentada na poltrona da janela. Busca pelo novo e pela oportunidade de fazer tudo diferente. Não se contém em felicidade por ver sua vida em constante movimento, mesmo que em rotas diferentes, estradas desconhecidas e aprendendo a pensar em outro idioma. Digo por experiência própria o quanto um intercâmbio pode te mudar.

Foram seis meses sendo estudante de Inglês em Toronto, um mês liderando um grupo de adolescentes em Vancouver, três meses aprimorando meu lado profissional com um curso de Business English em Toronto e três meses sendo cast member na Disney. Minha evolução como pessoa me trouxe até aqui hoje para dividir um pouco sobre como é pular, sem paraquedas ou instrutor, de alturas tão grandes que te fazem amadurecer absurdamente. Vai dar medo (muito medo) e você se perguntará todos os dias se está no caminho certo. Mas uma coisa eu te garanto: VOCÊ ESTÁ E VAI VALER A PENA. É por isso, e por ser muito mais feliz hoje, que eu digo: você deve fazer um intercâmbio.

Com amor à vida e à escrita,

Caroline Delú

Por julia às 24.02.16 52 comentários

De mãos dadas comigo mesma
O processo (é o que mais) importa
O que aprendi com o coronavírus
Algumas coisas que descobri sobre a vida