Como é fazer faculdade fora do Brasil – com Bruna Porto

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Contar a história de pessoas especiais é muito bom, né? E pra inaugurar uma das minhas sessões preferidas do blog, a Jornalismo, onde vocês poderão acompanhar muitas matérias bacanas, sobre diferentes assuntos, trouxe pra vocês uma entrevista com a estudante Bruna Porto. A Bru é brasileira, tem 20 anos, nasceu em Campinas, mas viveu a maior parte da sua vida em Piracicaba – cidade onde eu moro – e hoje se aventura por Burnaby, cidade vizinha de Vancouver, correndo atrás dos seus sonhos e do sucesso profissional. Quer conhecer a história dela e saber como é viver no Canadá? Então vamos lá:

Conheci a Bruna através do Instagram, na época em que ela estava fazendo um intercâmbio no Canadá, em 2012, quando tinha 16 anos. Eu adorava as fotos dela e olhar tudo aquilo me inspirava muito a buscar uma aventura internacional. Assim que comecei a planejar o blog, decidi que seria bacana conversar com ela para entender de onde vem tanta determinação e força para morar fora do país, longe da família, dos amigos e de tudo aquilo que estava acostumada a ter por perto. Porque depois de passar um ano vivendo por lá durante o intercâmbio, ela retornou ao Brasil, terminou o Ensino Médio, começou a faculdade de Relações Internacionais na Facamp, trancou o curso e preparou sua ida permanente para Burnaby. Hoje, a Bru mora no Canadá, estuda Business no Douglas College e trabalha numa cafeteria. Demais, né?

‘’Fazer faculdade fora do Brasil foi uma decisão que misturou vários aspectos juntos: primeiramente, eu, desde criança, sempre sonhei em viver fora do Brasil, em construir uma família em algum outro lugar. Não sei explicar exatamente de onde isso surgiu, mas sempre foi uma vontade muito grande dentro de mim.’’

Ela ainda contou que, depois do intercâmbio que fez em 2012, a vontade apenas aumentou. Para ter certeza dos planos que começou a traçar, ela ainda voltou para Vancouver nas férias da faculdade e pôde ter certeza que era lá que queria construir uma vida e uma carreira, ainda mais por estar perto do namorado. A Bru conversou com os pais, que entenderam e apoiaram os planos dela, desde o início.

‘’Sem o apoio deles eu jamais estaria onde estou. Sei que é muito difícil para eles viver tão longe de mim (e é muito difícil para mim viver sem eles também), mas sempre colocaram as preferências deles em segundo plano em favor da minha felicidade e dos meus sonhos. Sou eternamente grata a eles por isso.’’ E ainda completou o que ajudou ela e os pais a chegarem num consenso:

‘’A Facamp já era um grande investimento, porém um diploma brasileiro não é válido no Canadá, então se eu me formasse lá e mudasse pra cá algum dia, eu não conseguiria trabalhar na minha área de formação e todo o investimento não adiantaria nada.’’

Quando questionei a Bru sobre as vantagens de estudar fora do Brasil, o que mais me chamou atenção foi que, na Faculdade onde ela estuda, o cuidado com o aluno é bastante importante. Mas quando o assunto são as relações sociais, da pra notar que nada bate o jeito brasileiro de se relacionar:

‘’A grande vantagem de estudar fora do Brasil é o fato de que meu diploma será reconhecido em qualquer lugar (EUA, Europa, e até Brasil), o que pode me trazer mais oportunidades profissionais ao longo da minha carreira. Comparando meu atual College com a Facamp e a UNIMEP (faculdade que ela fez por seis meses, enquanto preparava a documentação para mudar para Burnaby), eu posso dizer que o apoio que o College dá para o aluno é muito melhor. Como alunos, nós temos aulas tutoriais inclusas, professores 100% a nossa disposição, que ficam nas salas deles duas vezes por semana só para receber e ajudar estudantes fora da sala de aula. O College também conta com total apoio psicológico para o aluno, com psicólogos e conselheiros que estão à disposição pra tudo. Porém, em termos de inclusão e sociabilidade dos alunos, as faculdades brasileiras são melhores.’’

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Hoje, a Bruna mora em Burnaby, divide a casa onde mora com uma amiga brasileira, estuda, trabalha e curte o Canadá com os amigos e o namorado. Ela contou pra gente um pouco da rotina dela:

“Viver no Canadá é uma delicia, excluindo a grande saudades de casa. Minha rotina é bem corrida, mas uma correria boa. Eu faço quatro cursos por semestre, aproximadamente, e tenho aula quatro vezes por semana, então alguns dias são mais tranquilos, outros mais pesados. Sempre procuro ir à academia antes da faculdade e vou para à aula às 12h30, almoço no College mesmo, e depois da aula eu vou pro trabalho ou estudo e faço meus projetos. Geralmente, janto na casa do meu namorado, ou cozinho alguma coisa. E, durante a noite, sempre dou um jeitinho de encontrar meus amigos. De final de semana eu estou sempre trabalhando ou estudando, e curtindo também. A faculdade é muito puxada e requer muito esforço e estudo. Trabalho em um restaurante, que fica no meio do distrito financeiro de Vancouver e sou uma Hostess; comecei lá em agosto de 2015 e amo o que faço. Me sinto mais independente e acabei conhecendo muitas pessoas maravilhosas.” E como vocês puderam notar, os planos dela não param e os sonhos, só crescem:

‘’Sempre se lembre de que o custo pode ser alto, mas você pode trabalhar enquanto estuda e isso ajuda muito. Não se prenda por conta de ficar longe da família e dos amigos. É a sua vida e os seus sonhos em jogo, seus amigos verdadeiros e a família vão sempre estar com você, não importa onde esteja! O sentimento de estar realizando tamanho sonho é o melhor do mundo e me motiva a continuar, trabalhar e estudar muito todos os dias. Tudo vale muito a pena!’’

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Anotaram? A Bru é uma grande inspiração pra todos nós que sonhamos em estudar fora do país e em buscar uma vida diferente, com muita aventura, aprendizado, trabalho e estudo. Também é um exemplo de força de quem deixou as pessoas que ama aqui para lutar pelos sonhos. Espero que tenham gostado e se inspirado tanto quanto eu. Vem muita matéria por aí, viu? Toda segunda-feira. Aguardem…

Um beijo,

Júlia Groppo

Por julia às 22.02.16 84 comentários
Se é pra ser, que seja leve

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Amanhã dou início a mais um semestre na faculdade. Depois de passar quase três meses sem aulas, trabalhos e provas, engato uma nova marcha em direção ao meu tão sonhado diploma de Jornalismo. Que o ano já começou faz um tempo não é novidade para ninguém. 2016 chegou faz 51 dias e nós brindamos o novo ano, fizemos a lista de metas, colecionamos histórias, viajamos, descansamos, curtimos as férias e pulamos o Carnaval. E então, passado tudo isso, sentimos aquele peso nas costas de que, realmente, o ano vai começar. Para ser sincera, o ano não começa para mim após o Carnaval, como para muitos acontece, mas sim quando as aulas retornam; é isso que me faz pensar que chegou a hora de arregaçar as mangas e, mais do que nunca, CORRER ATRÁS: do meu diploma, dos meus sonhos, de trabalhar e aprender o quanto eu puder, de ser alguém melhor a cada dia que passar, de me esforçar, de ser mais organizada. Correr atrás de fazer do meu 2016 o melhor ano que já tive (até agora).

Mas, muitas vezes, engatar a marcha é difícil, né? A gente se acostuma com a rotina das férias, os horários mudam e podemos procrastinar sem culpa, apesar dessa prática ser péssima e viciante. Não temos horário certo para dormir nem para acordar e nenhuma prova ou trabalho que nos tire o sono. Mas ainda assim, meus caros, é necessário juntar forças e ir em frente. Como todos estão cansados de saber, a vida não pára, nem por um minuto, e o tempo não espera por ninguém. As coisas vão acontecendo e nós temos que aprender a lidar com elas sempre da melhor maneira. Portanto, não deixe que a preguiça, a insegurança ou a angústia de ter que começar a enfrentar mais responsabilidades a partir de agora te impeça de começar o ano bem. Pense que ainda temos 10 meses pela frente para sermos surpreendidos e também surpreender.

Não deixe a lista de metas de lado, nem os estudos, o trabalho, nem as maiores responsabilidades. Faça diferente: encare de forma boa. Entenda que estudar nunca é demais, trabalhar nos dá experiência e noção do que escolhemos fazer da vida. Responsabilidades são necessárias e só aumentam com o tempo, ou seja, quanto mais cedo você lidar com elas, talvez seja melhor. Encare o que precisa ser feito de forma leve, ao invés de olhar para tudo e torcer o nariz. Se temos que fazer, então que façamos bem feito e com um sorriso no rosto.

2016 já começou, lembra?

E talvez você já esteja atrasado em ser feliz da maneira que sonhou, em sentir as coisas, em aprender mais, estudar mais, se dedicar mais. Em cumprir o que prometeu para si mesmo e que sabe que te fará bem. Eu é que não quero dar ao tempo a chance de me atropelar e me deixar para trás. Tô indo agora mesmo arregaçar minhas mangas e relembrar todas as metas que tracei no dia 31 de dezembro de 2015. Passar uma a uma, mentalizar, olhar com carinho pra cada uma delas. Entender de forma melhor porque eu escolhi cada uma para realizar neste ano. Olhar para dentro e descobrir o que preciso mudar para, enfim, alcançá-las. Vou organizar minha agenda, responder os e-mails, preparar novos posts, trabalhar, estudar e por aí vai. Então, seja como for a sua forma de viver, RESPIRA FUNDO E VAI.

Crie forças, pois como diria minha mãezinha: ‘’o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória’’. E que seja doce, para todos nós. E que a gente possa colher lá na frente o que plantar agora. Amém!

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 21.02.16 82 comentários
Série: How I met your mother

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E depois de um pouco mais de dois meses, o último fim de semana das minhas férias chegou. E é claro que eu vou passá-lo da forma que eu mais amo de relaxar: lendo bastante e assistindo minhas séries preferidas. Dito isso, eu não poderia deixar de indicar pra vocês a série que com certeza fará parte dessa maratona do fim de semana e que, de certa forma, mudou a minha vida, mais especificamente: mudou a minha maneira de enxergar as coisas. O Júlia Indica de hoje é sobre How I met your mother. 

Essa série é a combinação perfeita de romance e comédia. Ela conta a história de Ted, um cara que, ao longo de sua vida, concentra seus esforços em encontrar sua “metade da laranja” (no caso, seu guarda-chuva amarelo – mas isso vocês só vão entender depois). A cada episódio, Ted é desafiado pelo destino a entender que certas coisas simplesmente foram feitas para não acontecer, para serem aceitadas e enfrentadas, e então, ele descobre que o caminho rumo à mulher dos seus sonhos será longo. Mas ele não está sozinho: How I met your mother também é uma série sobre como os amigos são essenciais na nossa vida, de longe ou de perto.

Ted vive as aventuras que a vida lhe proporciona ao lado de seu melhor amigo Marshall, de Lily, Barney e Robin, sua maior paixão. Ele é o ator principal, mas ao longo dos episódios, também são contadas as histórias de seus amigos, que nos tiram o fôlego de tão engraçadas e emocionantes. A melhor parte disso tudo? A história se passa em Nova York. Além disso, Ted vai se envolver com muitas garotas ao longo das nove temporadas, então tenham paciência com ele, ok? A cada garota que surge, ele acha que encontrou o amor de sua vida, mas sabemos que não é tão fácil assim, né…

Mas não para por aí: os personagens vão aprender lições valiosas sobre carreira, família, sonhos, perdão, casamento, filhos e mais muitos outros assuntos que também nos dizem respeito. E a oportunidade de aprender junto com eles a cada episódio (de forma hilária) é incrível.

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How I met your mother vai tirar seu fôlego por vários motivos, te fazer refletir, repensar suas atitudes, e por fim, a lição mais valiosa que a série me deu: vai te ensinar, assim como ensinou ao Ted, que a felicidade não é um destino, mas sim a jornada. Acredito que essa seja uma das lições mais valiosas da vida e que todos nós devemos carregar conosco. Afinal, cada dia vivido, da maneira que for, é um presente.

yellow umbrella

Espero que gostem da dica. Não deixem de me contar se começarem a assistir, ok? Vou ficar muito feliz! E que a série possa mudar algo dentro de vocês, assim como aconteceu comigo e também com muita gente que conheço, como meu namorado e uma amiga muito especial (que me indicou a série em 2014).

A propósito: I found my yellow umbrella.

Um beijo,

Júlia Groppo

Por julia às 19.02.16 61 comentários
Sobre sonhos e a vontade de realizá-los

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Falar sobre sonhos é algo que eu gosto muito. Acredito que sonhar é o presente mais lindo que podemos dar a nós mesmos; isso de viajar por aí sem ao menos sair do lugar é tão mágico e, muitas vezes, é o que nos dá energia suficiente para seguir em frente. É que se a gente acredita, meus caros, descobrimos que podemos realizar tudo o que quisermos e essa é a coisa mais mágica da vida.

Desde pequena fui ensinada a sonhar. E sou muito grata por isso, pois sei o quanto esse meu exercício diário me faz bem. Um dia me disseram que eu poderia ser quem quisesse e que poderia alcançar muitas coisas na vida se tivesse essa mania boba e maluca de imaginar a minha vida da forma que mais me encantasse. Bem, eu acreditei, e até hoje levo essa certeza comigo, porque para mim, nada se compara à sensação de realizar um sonho.

Mãos tremendo, olhos cheios d’água, coração acelerado, sorriso largo, sentimento único de dever cumprido. Plenitude. Imensidão.

É assim que me sinto e é por isso que não largo mão de nenhum deles. Guardo-os com muito cuidado e carinho, para que eu nunca me esqueça do que me faz levantar todos os dias e querer buscar sempre o melhor. Porque quando a vida aperta aqui e ali, nos traz tempestade, turbulência, sofrimento e medo, o que me salva são os meus sonhos. Cada um deles. É o que me dá aquele empurrão necessário para seguir em frente, o que me dá energia, o que me faz ter, ao fim dos meus dias, a sensação de que tudo valerá a pena logo à frente. Ou seja, os meus sonhos são o meu combustível.

Eu não abro mão de nenhum deles, pelo contrário, tento adaptá-los. Se não deu certo do jeito A, pode dar pelo B, C, D e temos um alfabeto inteiro pela frente. Se eu não puder realizá-los de tal forma, que seja de outra, mas que eu não desista. Desistir, definitivamente, não é uma palavra do vocabulário dos sonhadores de plantão. E eu te aconselho a fazer o mesmo: não desista, mude a direção, adapte o sonho, revolucione-o, mas jamais o deixe de lado ou mesmo deixe que te convençam de que não vale a pena. Porque vale, e muito, e só você é quem sabe o valor que aquilo tem para a sua vida.

As pessoas não entendem, olham torto e até debocham, mas um sonho é algo tão pessoal que, realmente, ninguém vai entender, e tudo bem, porque é seu, é você quem luta por ele, se esforça por ele e faz suas escolhas pautadas nele. Tudo bem se as pessoas não entenderem, o único que precisa entender e estar bem com isso é VOCÊ. Te digo isso porque, faça chuva ou faça sol, eu sei que terei os meus sonhos. A vida – ou mesmo as pessoas – podem tirar tudo de mim, menos eles, pois sempre estarão dentro do meu lugar mais especial: meu coração. E só sairão de lá para serem realizados. Também só eu sempre terei a dimensão do que fiz, do que precisei abdicar e de todos os sacrifícios que vivi para realizá-los.

“Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem” até porque, “A wish is a powerful thing, especially when it comes from the heart”

Obrigada Renato Russo e Tio Walt Disney, vocês são grandes exemplos disso para mim. E se me dizem sempre para eu continuar acreditando, eu não vou discordar, pelo contrário, farei sempre o possível e o impossível, porque, ao fim do dia, só eu sei o tanto que me faz bem essa mania louca de sonhar.

Com carinho e um coração cheinho de sonhos,

Júlia Groppo

Por julia às 17.02.16 58 comentários
Júlia Indica – 5 músicas que me deixam (mais) feliz

O Júlia Indica de hoje é bastante pessoal, já que vim compartilhar com vocês cinco músicas que, quando ouço, automaticamente me deixam mais feliz, cheia de vida e com vontade de sair por aí cantando, dançando, sorrindo e dizendo para quem eu encontrar na rua como a vida pode ser linda. Mas, apesar de pessoal, também é muito especial, porque sério, essas músicas realmente mexem comigo, algumas por motivos especiais e outras por algo que nem eu mesma sei explicar. Vamos lá?

1) The Nights – Avicii

“The Nights” é um hit bastante atual e sei que está no gosto musical de muitas pessoas. Eu adoro essa música pelo sentimento que ela me passa; quando a ouço, sinto que posso fazer qualquer coisa que eu quiser, desde que eu me esforce. Me sinto forte, me sinto grande, me sinto no dever de correr atrás de todos os meus sonhos. Parece que ela me diz para não ter medo de viver a vida que eu sonhei pra mim. Louco, né? É só uma música, mas me faz sentir TANTA coisa. “One day you’ll leave this world behind, so live a life you’ll remember”. Eu quero lembrar da minha vida, da melhor forma, e vocês?

2) Firework – Katy Perry

“Do you ever feel like a plastic bag, drifting through the wind, wanting to start again?” Quem nunca, não é? Acredito que essa seja uma das músicas mais verdadeiras que conheço, em cada uma das estrofes, e também uma das melhores da Katy Perry. A mensagem que ela passa sobre como podemos brilhar sempre, independente das circunstâncias, dos medos e das turbulências da vida é realmente linda. Não importa quem você é, mas a força está dentro de você. Essa música me da forças sempre que me sinto fora do eixo e perdida, como se as coisas nunca mais fossem voltar a ser como antes, até porque: “If you only knew what the future holds. After a hurricane, comes a rainbow” <3

3) You’ll be in my heart – Phil Collins

Essa música está aqui por um motivo extremamente especial: meu pai é o grande culpado do meu gosto musical. Desde criança, sempre ouvia músicas com ele, de Capital Inicial e Zezé Di Carmargo e Luciano à The Smiths e U2. Djavan, Frejat, Legião Urbana, Cindy Lauper, Madonna e mais muitos artistas maravilhosos. Devo todo o meu repertório e conhecimento musical a ele, sem dúvidas. Mas se tem um cantor incrível que ele me ensinou a ouvir é o Phil Collins, e em especial essa música, que é tema do filme do Tarzan. “You’ll be in my heart” passa uma mensagem maravilhosa e doce, que me emocia todas as vezes em que ouço (todas mesmo). Lembro de como devo ser grata todos os dias por ter o pai que tenho, por ele ter me ensinado tantas coisas e por sempre estar ao meu lado, porque é exatamente disso que essa música fala: estar um com o outro, pelo coração, sempre.

4) City of blinding lights – U2

U2 é uma das minhas bandas preferidas e Bono Vox um dos meus seres humanos preferidos. O cara é especialista em espalhar coisas boas pelo mundo. Além disso, que voz é essa, meu amigo? Sou fã. Dito isso, apresento-lhes a minha música preferida da banda: “City of blinding lights”. Ela me faz viajar muito por cada um dos meus sonhos, me levando para muitos lugares por alguns minutos. O ritmo dela é contagiante e me tira um sorriso largo sempre que a escuto. Gosto de ouvi-la, principalmente, quando estou dirigindo. Ela me faz acreditar que vou realizar todos os meus sonhos.

5) Boom Clap – Charli XCX

Por fim, “Boom Clap”, que é tema do filme “A Culpa é das estrelas”.  A música tem uma batida muito gostosa e tira qualquer um do desânimo. Quando ouço, a vontade é exatamente esta: sair pulando por aí, sendo feliz e dançando como se não houvesse amanhã. Já animou muitos dias em que eu não tinha vontade pra nada.

Espero que tenham gostado e que, de certa forma, essas músicas possam marcar a vida de vocês, seja pelo ritmo, pelas vozes ou pelas mensagens. Muitas vezes, elas mudaram meus dias, me deram forças, me ajudaram a lembrar como é bom sentir gratidão, me fizeram enxergar as coisas por outra perspectiva e, mais que tudo isso, me fizeram sonhar, bem alto. 

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 16.02.16 56 comentários
Se o mundo pode te mudar…

se o mundo pode te mudar

…você também pode mudar o mundo.

Sem dúvidas, uma das minhas frases preferidas. Depois de receber esse pequeno recado através de um palito de sorvete, nunca mais esqueci essa frase e sei que devo carregá-la comigo para sempre. O mundo, grande que é, pode nos mudar a todo o momento. Os acontecimentos que nos cercam nos moldam e vão nos tornando pessoas diferentes daquelas que costumávamos ser (para melhor ou não, isso depende de cada um). Mas nós, apesar de sermos apenas um pontinho num planeta habitado por bilhões de pessoas, também podemos mudar o mundo. Isso não é incrível?

Não sei vocês, mas eu me sinto muito mais forte ao pensar nisso. Sinto que, mesmo sendo apenas mais um ser humano, tenho em mim a força de querer e poder mudar aos poucos o que eu acho que pode melhorar. Dentro de mim e à minha volta. E nesses momentos, não importa quem você é, o que você tem, qual a sua altura, o peso, idade, sexo e condição social: só depende do seu QUERER. Do seu querer levantar e ser uma pessoa melhor daquela que foi ontem, do seu querer fazer a diferença na vida daqueles que ama, do seu querer evoluir como pessoa, amigo, filho, neto, irmão, namorado, estudante, profissional. Do seu querer ser a mudança que você quer ver no mundo. Porque se tem algo que podemos ser, esse algo é ser melhor a cada dia. 

Muitas vezes, as pessoas ao nosso redor só precisam de um empurrãozinho, de uma palavra de fé, de um gesto de amor, de um conselho que as ajude a tomar certas decisões. O mundo só precisa mesmo de um abraço de alguém que queira mudá-lo. Eu sinto que eu posso e sei que você aí também pode. Nós podemos. Então seja diferente; seja um pontinho de luz que, apesar de pequeno, não desiste de tentar melhorar o mundo maluco, doente e sozinho que está a sua volta, porque sabe que pode fazer a diferença de muitas formas.

No momento em que eu descobri isso, passei a tentar transformar a vida não só de quem está ao meu redor, mas também a minha: me sinto mais forte, me sinto luz, me sinto imensa. Sei que, se eu quiser, posso transformar muitas coisas. Sinto que posso melhorar o ambiente ao meu redor e passei a deixar que pessoas do bem mudem também dentro de mim o que precisa ser mudado – sem perder a minha essência, é claro. Você pode mudar o mundo de muitas formas, basta você querer, e então, enxergar por onde você pode começar. Não perca tempo e nunca se esqueça desse seu poder de transformar!

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 14.02.16 59 comentários
Filme: A escolha

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O Júlia Indica de hoje traz dica de mais um filme que você pode conferir nos cinemas: “A escolha”, de Nicholas Sparks. Fui ao cinema esta semana e estava louca para conferir a trama e posso dizer que me senti muito bem do início ao fim. Acredito que essa seja a característica que mais admiro nos filmes baseados nas histórias desse autor: a capacidade de manter nossos olhos presos ao longo de toda a sessão e de aquecer os nossos corações. Saí da sala de cinema bem mais leve e é por isso que não podia deixar de indicar para vocês. Vamos lá?

“A escolha” é mais uma das obras de Nicholas Sparks que foi adaptada para o cinema. A trama conta a história de dois vizinhos que, apesar de terem estilos de vida diferentes, acabam se apaixonando. Ele, veterinário, ela, estudante de medicina. Travis e Gabby terão de enfrentar alguns obstáculos para ficarem juntos, já que ele sempre esteve acostumado a ter o que queria de forma fácil e Gabby se mostra resistente por um bom tempo, afinal, ela namora um médico do hospital onde trabalha. Mas não para por aí: além do mistério se o casal consegue realmente ficar junto ou não, outro acontecimento chocante vai sacudir o filme quando você pensar que ele está chegando ao fim.

O resto vou deixar que vocês descubram sozinhos, né? O que posso garantir é que “A escolha” é o tipo de filme que nos faz relaxar e nos deixa com o coração aquecido. Quer coisa melhor? Além disso, o filme tem uma pitada de “comédia” já que, como eu disse, Gabby se mostra bastante resistente aos encantos de Travis e faz questão de deixá-lo intrigado e maluco. Confira o trailer aqui.

Um beijo,

Júlia Groppo

Por julia às 12.02.16 64 comentários
Uma pergunta por dia

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365 perguntas – 5 anos – 1.825 respostas

O Júlia Indica de hoje traz uma dica muito bacana para você que gosta de ver sua evolução durante os anos; pra você também que é nostálgico e gosta de lembrar quem era algum tempo atrás, o que gostava, quais sonhos tinha, o que pretendia… Enfim, lembrar quem era o ‘’antigo eu’’. Achei a proposta desse livro genial e já tinha visto uma versão americana, mas que ainda não tinha disponível no Brasil, até que a editora Intrínseca nos deu esse presentão: ‘’Uma pergunta por dia’’ é a dica de hoje.

Quando ganhei esse livro, de cara sabia que iria adorar. Os olhos brilharam quando meu namorado me deu! É como um mini diário, com 365 perguntas para serem respondidas durante cinco anos. As perguntas? Uma completamente diferente da outra, de diversos tipos e estilos. Algumas bem engraçadas, embaraçosas e surpreendentes. Imagina só que incrível saber a resposta que daria a uma pergunta agora e a resposta para a mesma anos depois? Ver a sua evolução, a mudança dos seus gostos, crenças, sonhos e manias ao longo de cinco anos? Saber os lugares diferentes que você estava num mesmo dia ao longo desse tempo? Para mim, a ideia de ter um espaço pequeno e prático para registrar cada um desses detalhes é incrível.

O ‘’Uma pergunta por dia’’ é um livro com aspecto envelhecido e com estilo de agenda. É super pequeno, ou seja, da para carregar com a gente aonde quer que precisemos ir. O segredo é um só: abrir a página e escrever com o coração.

É muito bacana poder olhar para trás e ver o quanto crescemos, e esse livro vem como uma peça-chave para nos ajudar a não perder as melhores memórias. É um companheiro de bolso, fofo e prático, além de ser lindo. Vale a pena o investimento.

Um beijo,

Júlia Groppo

Por julia às 09.02.16 56 comentários
A felicidade das pequenas coisas

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Todos precisam de um motivo para ser feliz. Geralmente, dos grandes: porque vai casar, comprou um carro zero, mudou de cargo na empresa, tirou a maior nota da sala, tem o salário mais bacana na turma de amigos e coisas do tipo. ‘’’Tá feliz?’ ‘Sim, por isso, aquilo e aquilo outro’’’. E são sempre as coisas grandes, que chamam a atenção. Realmente, tudo isso traz (muita) felicidade. Como é bom viver momentos do tipo. Mas a felicidade não é exclusividade das coisas grandiosas, pelo contrário: ela se esconde nos detalhes.

Você já tentou encontrá-la no seu dia a dia? Parece difícil, né? E é mesmo. Desde pequenos, somos ensinados pelo mundo a comemorar apenas as grandes vitórias, os grandes momentos, as grandes conquistas, as grandes coisas. E aí nos esquecemos de olhar para os detalhes grandiosos (olha que paradoxal) que nos cercam. Chegou um momento na minha vida em que eu pensava assim. E então, parei para pensar porque eu esperava tanto que coisas grandes acontecessem para me sentir feliz e realizada. Já fui daquelas pessoas que só enxerga a felicidade nas grandes vitórias e isso me fazia sofrer muito, já que não é todo dia que coisas fantásticas acontecem. Pelo contrário: sabemos que as coisas grandes vêm a longo prazo, com muito esforço e dedicação. Então eu só serei feliz quando elas chegarem?

A verdade é que eu realmente não preciso esperar nada disso. Posso ser feliz, desde que eu queira e saiba para onde olhar.

Quando entendi que a minha felicidade está, principalmente, no que eu sou e nas pequenas coisas que me cercam, pude prová-la de forma melhor e mais duradoura. Pude até ter dias em que eu acordava feliz por nada. Ou por coisas desse tipo: sair do estágio com a sensação de dever cumprido, ter um estágio, ter saúde para poder levantar todos os dias e ir para o estágio, poder voltar para a minha casa, ter uma família que me espera cheia de amor em casa, ter pessoas do bem ao meu redor, me conhecer mais a cada dia, terminar de ler meus livros, aprender a dirigir na pista, fazer a própria comida sem queimar nada, ter o que comer, ter um melhor amigo para a vida toda, amar o que eu faço, ter a oportunidade de fazer o que eu amo, ter um propósito de vida, ter sonhos. E é por isso que hoje convido vocês a olharem para dentro de si mesmos ou abrir mais os olhos ao olhar para o mundo: deem atenção aos detalhes da vida.

Nós nos esquecemos de apreciar os pequenos e bons momentos, onde a porção de felicidade é muito grande e prazerosa, desse jeitinho: inversamente proporcional. As conquistas materiais passam, na semana seguinte já não são mais novidade e então você já se sente insatisfeito com a vida outra vez. Tudo porque só no que é grande consegue enxergar a felicidade. Isso é cansativo demais, não acha?

Ser feliz não é passar a vida toda sem nenhuma dor, perda, frustração ou algo do tipo. Mas sim saber superar cada uma dessas coisas e partir para a próxima. Ser feliz não é só conquistar coisas grandes e ter grandes momentos. É saber que a felicidade também está nas coisas pequenas que estão ao seu redor, basta querer enxergar. É parar essa busca incessante pela felicidade extrema, parar de fazer as macumbas, os cálculos, os trâmites para encontrar aquela tal felicidade infinita que existe lá no fim do túnel. Ela não é infinita, pelo contrário, se fosse, como a vida seria fácil. Também não está no fim do túnel, já que não é o destino, mas sim a caminhada.

A graça da vida está aqui: encontrar pequenas gotas de felicidade no nosso dia a dia, e então, ganhar força para correr atrás das grandes coisas, as quais todos nós sonhamos em alcançar. É saber que a felicidade das pequenas coisas se esconde justamente para que você aprenda a encontrá-la. E eu espero que consiga, porque aí, você descobre que tem muito pelo qual sorrir, todos os dias.

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 07.02.16 58 comentários
Autora: Martha Medeiros

Martha Medeiros

O Júlia Indica de hoje é muito especial e já aviso que não vou poupar os elogios para essa mulher, já que ela é a minha escritora preferida até que me provem o contrário. O intuito desse post é convencê-los até o final que vocês devem pelo menos tentar ler uma crônica dela e, bem, desejo boa sorte para que não viciem. Comigo aconteceu exatamente dessa forma: antes de dormir, preciso ler algo que Martha Medeiros tem para dizer e, geralmente, as palavras caem como uma luva. Vamos lá?

A capacidade que essa autora tem de transformar qualquer momento simples num ensinamento valioso é de cair o queixo. Para mim, é uma grande inspiração ler uma pessoa que consegue enxergar imensidões nas pequenas coisas do dia a dia, na correria maluca do cotidiano e até nos dias mais tristes. Não é esse o maior desafio, encontrar nas pequenas coisas os maiores sentimentos? Pois bem, dona Martha tem PhD nisso e acredito que é a sua característica como autora que mais me encanta. Mas quer saber quem ela é de verdade?

Martha Medeiros formou-se como publicitária na PUC do Rio Grande do Sul, mas logo no início da carreira se frustrou com a profissão. Sorte da época? O marido precisou se mudar para o Chile a trabalho, e então, Martha seguiu logo atrás e passou a registrar seus momentos, pensamentos e viagens, transformando tudo em crônica. Hoje, Martha é jornalista por opção e escritora pela paixão. Sorte a nossa, né?

Até agora, a autora tem 28 obras publicadas (haja inspiração!). Os meus preferidos são: ‘Felicidade crônica’, ‘Um lugar na janela’ e ‘Feliz por nada’. A última trilogia que lançou também é muito bacana, porque reúne as melhores crônicas dela divididas em três livros que tratam dos seguintes assuntos: paixão, felicidade e liberdade – coisas das quais nos intrigam todos os dias. As obras dela são para carregarmos debaixo do braço, dentro da bolsa, no banco do carro; são para nos acompanhar numa viagem, na faculdade e até na sala de espera do médico. Ler Martha é como viajar por aí sem precisar sair do lugar. 

livros martha

Foto: @depoisdosquinze

Se eu encontrasse Martha Medeiros pela rua, agradeceria por tantas vezes em que ela foi a companhia mais certeira que eu poderia ter. E a única que, em muitos momentos, poderia me entender.

Fica a dica para decolarem com ela nas milhares de reflexões que sempre nos propõe. Nas fotos estão apenas algumas de suas obras. Segundo rumores,  a escritora está com mais algumas saindo do forno. E que assim seja!

Essa mulher é um gênio.

Um beijo,

Júlia Groppo

Por julia às 05.02.16 58 comentários

De mãos dadas comigo mesma
O processo (é o que mais) importa
O que aprendi com o coronavírus
Algumas coisas que descobri sobre a vida