Não foi amor à primeira vista

amor a primeira vista

Foi no nosso dia a dia da descoberta desse amor

Eu lembro bem, não foi amor à primeira vista. À primeira vista era brincadeira de criança, paquerinha da adolescência, beijos sem compromisso, troca de sms o dia todo e um frio na barriga que nos fazia continuar. À primeira vista, nenhum dos lados tinha pretensão, planos ou sonhos de uma vida a dois. Nenhum dos lados tinha sequer noção do que era um compromisso. À primeira vista não era nada. Não foi amor à primeira vista.

Foi aos poucos. Foi dia a dia. Foi quando tinha que ser.

Foi quando me disse que seria o meu melhor amigo, acima de tudo, e que um dia eu iria entender isso. E hoje eu entendo. Foi quando notei que você me deixava escolher o filme do sábado a noite, o lanche no drive thru do McDonalds no fim de um domingo e a sua camiseta para um aniversário. Foi quando descobri que meu ciclo menstrual estava marcado na sua agenda para que você soubesse quando deveria ser mais delicado comigo, já que, você sabe, a TPM aqui bate forte. Foram nas vezes em que eu não precisei dizer nada, você sabia exatamente o que estava se passando ao olhar nos meus olhos. Foi quando chorou comigo, na mesma intensidade e com a mesma emoção, porque é assim mesmo, você toma as minhas dores. Todas elas. E sonha os meus sonhos e vive os meus medos e comemora as minhas vitórias.

Foi quando me vi sozinha, mas quanto engano, você estava lá e sozinha eu nunca estive, de fato.

Foi quando o telefone tocou de madrugada apenas para dizer um “eu te amo”. Foi quando descobri que você deixava todos os últimos pedaços – da Pizza Hut, do chocolate, do sashimi, do Cheddar Mcmelt do McDonalds e do frozen sabor jabuticaba com nutella e leite ninho não porque não estava tão gostoso quanto você imaginava, como você costuma dizer, mas para que eu aproveitasse mais. Foi quando assistiu cinco vezes o mesmo episódio da nossa série favorita comigo. Foi quando pegou um táxi em um horário importuno só para me dar um abraço e dizer “vai ficar tudo bem”. E ficou. Porque você sabe exatamente o que fazer, o que dizer e também o que e quando não dizer nada.

Foi quando entendi que a vida a dois é construída nos desafios diários. 

Andando lado a lado para que, em nenhum momento, um dos dois fique para trás. Caminhando na mesma direção para que, ao fim do dia, os dois estejam olhando para um mesmo ponto, juntos. Entendendo, dialogando, perdoando, enfrentando e, acima de tudo, sabendo reconhecer que jamais será perfeito, mas continuará sendo o nosso amor, que não foi à primeira vista. Porque não foi amor à primeira vista. Mas à primeira vista, meu amor, foi, na verdade, a melhor coisa que a vida poderia ter feito por nós dois: nos unir. E, de uma forma ou de outra, a gente sabia disso. E deu certo. Não era amor lá no início, mas é agora.

 É amor e vai continuar sendo até quando Deus nos permitir. 

Júlia Groppo

Por julia às 15.03.16 834 comentários
Filme: Soul surfer – coragem de viver
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Cena do filme “Soul surfer – coragem de viver”

A indicação desta terça-feira é bastante especial. Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, trouxe para vocês a dica do filme “Soul surfer – coragem de viver”, que conta a história de uma das mulheres mais inspiradores desse mundo. De verdade. Se você ainda não assistiu, pare agora o que está fazendo e corra para o Netflix. A trama conta a história da surfista profissional Bethany Hamilton, que teve a sua carreira interrompida após um ataque de tubarão em um dia de treinamento. O ataque fez com que Bethany precisasse passar por uma cirurgia e amputar um de seus braços. Já deu pra sacar que o filme vai te emocionar, né? Pois bem, eu tenho certeza que sim, e as lições que a história dessa garota (agora já uma mulher casada e com filhos) nos ensina são de cair o queixo.

Uma curiosidade muito bacana sobre o filme é que a própria Bethany, em quem o enredo foi inspirado, é a dublê da atriz que interpreta sua personagem no filme, a Annasophia Robb, que a próposito interpretou maravilhosamente bem o papel de Bethany na trama. A cena do ataque bem como as cenas em que a personagem precisa passar por momentos de superação diários são lindas e muito bem feitas: parece que estamos ali, em meio a história, superando tudo junto com Bethany.

Para mim, a lição mais valiosa que o filme passa é esta aqui: quando você tem um problema na vida, independente de qual seja, dê um passo para trás. Isso mesmo, afaste-se do problema, mas não para evitá-lo, já você precisa enfrentá-lo de um jeito ou de outro, mas sim para enxergar as coisas de outra dimensão: de cima, de onde parece ser possível de ser resolvido, porque a verdade é que é! Quando estamos passando por alguma dificuldade, temos a mania de nos desesperar e não conseguir enxergar nenhuma saída para aquilo que estamos enfrentando. Isso acontece porque olhamos o nosso problema de frente. Bethany nos ensina que pode ser diferente.

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Atriz Annasophia Robb com Bethany Hamilton

Bethany Hamilton

Bethany Hamilton

Tenho certeza de que esse filme vai mexer com o coração de vocês. Apesar de tudo o que acontece, a trama é leve e perfeita para uma sessão Netflix durante o fim de semana. Sei que Bethany vai ensinar muitas coisas a vocês, assim como me ensinou quando eu assisti. Aliás, eu já assisti várias e várias vezes e nunca enjoo de tamanha inspiração que essa mulher passa para as pessoas e essa é outra coisa que vocês vão poder entender no filme: Bethany acabou se tornando a força de muitos outros jovens ao redor do mundo na época em que decidiu levantar a cabeça e enfrentar o seu maior problema de frente. Assim como ela diz na trama “eu não preciso que seja fácil, preciso que seja possível” .

Nenhum problema é maior que a nossa vontade de enfrentá-lo e nada pode tirar os seus sonhos de você: Bethany não deixou de surfar, pelo contrário, adaptou a sua situação ao que mais gostava de fazer na vida: praticar o surf. E é assim que tem que ser. Assista ao trailer aqui.

Thank you, Bethany! 

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 08.03.16 1.262 comentários
Nossas pequenas vitórias pessoais

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É incrível como podemos sempre nos superar. Tenho a plena consciência de que a Júlia de agora se diferencia da de alguns meses atrás em muitas coisas. A gente vai superando um obstáculo por dia, matando um leão por vez e entende que o conjunto de pequenas vitórias pessoais resulta num ser humano mais evoluído a cada dia que passa. Antes, era como se eu quisesse reunir todos os meus problemas e quisesse tentar resolvê-los num piscar de olhos. Eu queria superar os meus medos da noite para o dia. Mas aí eu entendi que vivendo um dia de cada vez a gente também supera pequenas coisas, as quais não temos a dimensão da grandiosidade que carregam. E assim, de obstáculo em obstáculo, quando a gente vê, já caminhou bastante.

Antes, parecia impossível dirigir numa rodovia super perigosa e movimentada de Campinas, ainda mais em dias de chuva. Até ontem, tremia da cabeça aos pés ao precisar pegar um caminho diferente do de sempre. Cozinhar era algo que eu jamais me imaginaria fazendo sozinha. Também foi assim com precisar controlar a gasolina do carro e saber quando parar para abastecer. Foi assim também com dormir sozinha, aprender a acordar com um despertador que não fosse a voz da minha mãe, com limpar a casa, me encontrar novamente após me perder pela cidade e reservar dinheiro para o pedágio de todo o fim de semana. Foi assim com cada uma das coisas que jamais me imaginei fazendo e, hoje, são parte da minha rotina.

São as pequenas vitórias pessoais. E são as minhas. 

É por isso que repito comigo o meu mantra preferido: “Um dia de cada vez, Júlia. Um dia de cada vez”. E aí, vou driblando os meus medos e superando os obstáculos, dia após dia, e colecionando as minhas pequenas vitórias pessoais. Abra bem os olhos e enxergue também as suas. Todos nós superamos obstáculos ao longo dos nossos dias que há algum tempo nem imaginávamos que seríamos capaz. E é muito bom reconhecer todas essas mudanças e crescimentos. Porque, sabe… nada nunca é em vão!

Um beijo,

Júlia Groppo

Por julia às 04.03.16 872 comentários
A importância das minhas idas e vindas – por Caroline Delú

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Você já pensou como seria a sua vida sem janelas? Não haveria a luz do sol atravessando o ambiente, você teria sempre a mesma visão, não existiria contato externo, você não poderia enxergar a beleza do que está lá fora, os sons ficariam sempre no mudo e você sempre fechado dentro da sua zona de conforto. Isso é o que acontece quando você não se dá a oportunidade de sair de onde está. Você passa a não ter janelas.

Fazer intercâmbio é muito mais que estudar, trabalhar ou morar no exterior. Vai muito além de apenas aprimorar – ou até mesmo, aprender – um novo idioma. Fazer intercâmbio é mudar a sua visão, enxergar a beleza de outras formas, ouvir novos sons e se abrir para experiências que mudarão a sua vida. Fazer intercâmbio é abrir as janelas, as portas e arrancar os telhados de tudo o que te prende, te sufoca e, acima de tudo, é sair da sua zona de conforto.

Estou aqui escrevendo esse texto porque tive a oportunidade de fazer quatro intercâmbios ao longo da minha vida, com planos de aumentar esse número e com um sonho imenso de morar no Canadá. Mais do que apenas dividir um texto falando sobre o que um intercâmbio poderá, talvez, fazer com você, quero dividir como um, dois, três, quatro intercâmbios me fizeram ser um ser humano melhor, uma profissional preparada e fizeram um avião se tornar a minha zona de conforto – apesar de eu ter medo de altura.

A partir do momento em que você decide que é hora de bater as asas, precisa compreender que elas não se encaixam em todos os lugares e que nem sempre você terá o conforto de batê-las quando bem entender. É por isso que você aprende a ser flexível, a lidar com situações que fogem do seu controle, e entende que respirar até dez é melhor soltar um grito.

Sentimos medo. Desde o momento em que cogitamos ir passamos a sentir medo. Medo de não dar certo, de estar longe, de ir embora, de passar por situações ruins sem ter os pais ao lado, medo do desconhecido. É ai que você aprende a transformar o medo em ação e percebe que, mesmo que às vezes nada saia como quer, você ao menos tentou, e cada vez mais se enxerga como sinônimo de coragem. Transforma sua insegurança, enfrenta seus pesadelos, se fortalece e aprende a bater asas lá do alto da sua janela.

A parte mais difícil é adaptar-se. Você precisa falar outro idioma, morar em outra casa, criar novos hábitos, comer comidas diferentes, beber café mais fraco, ter um novo ciclo de amigos, entender como funciona uma nova cidade, um novo país, um novo povo e tentar seguir uma cultura completamente nova. Confesso a vocês que leva um tempo. É preciso digerir todas as informações e, em muitos dias, a única coisa que fará o alívio vir são as lágrimas. E nisso, você aprende tanto…

Aprende a se desenvolver como ser humano. Aprende que a educação que você recebeu foi essencial até aquele momento, mas que a partir dali, o mundo te ensinará tudo o que não é possível passar de pessoa a pessoa. Você vai aprender sobre si mesmo e sobre como pode ser melhor para você, para quem te cerca e para o mundo. Entende que você não pode controlar tudo, mas que é normal, e que, uma hora ou outra, as coisas entram no eixo, e o seu eixo pode estar de ponta cabeça, com formato estranho, com sons e cores diferentes, e até mesmo, no meio de um lugar que você havia se visto antes.

Quando percebe, está vivendo fora da sua normalidade e sente prazer nisso.  Não mais medo. Sente necessidade de ter cada vez mais janelas ao seu redor e pula de alturas muito maiores que a primeira. Sente palpitação em ver seu nome em um bilhete de embarque, entusiasmo de estar sentada na poltrona da janela. Busca pelo novo e pela oportunidade de fazer tudo diferente. Não se contém em felicidade por ver sua vida em constante movimento, mesmo que em rotas diferentes, estradas desconhecidas e aprendendo a pensar em outro idioma. Digo por experiência própria o quanto um intercâmbio pode te mudar.

Foram seis meses sendo estudante de Inglês em Toronto, um mês liderando um grupo de adolescentes em Vancouver, três meses aprimorando meu lado profissional com um curso de Business English em Toronto e três meses sendo cast member na Disney. Minha evolução como pessoa me trouxe até aqui hoje para dividir um pouco sobre como é pular, sem paraquedas ou instrutor, de alturas tão grandes que te fazem amadurecer absurdamente. Vai dar medo (muito medo) e você se perguntará todos os dias se está no caminho certo. Mas uma coisa eu te garanto: VOCÊ ESTÁ E VAI VALER A PENA. É por isso, e por ser muito mais feliz hoje, que eu digo: você deve fazer um intercâmbio.

Com amor à vida e à escrita,

Caroline Delú

Por julia às 24.02.16 923 comentários
Como é fazer faculdade fora do Brasil – com Bruna Porto

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Contar a história de pessoas especiais é muito bom, né? E pra inaugurar uma das minhas sessões preferidas do blog, a Jornalismo, onde vocês poderão acompanhar muitas matérias bacanas, sobre diferentes assuntos, trouxe pra vocês uma entrevista com a estudante Bruna Porto. A Bru é brasileira, tem 20 anos, nasceu em Campinas, mas viveu a maior parte da sua vida em Piracicaba – cidade onde eu moro – e hoje se aventura por Burnaby, cidade vizinha de Vancouver, correndo atrás dos seus sonhos e do sucesso profissional. Quer conhecer a história dela e saber como é viver no Canadá? Então vamos lá:

Conheci a Bruna através do Instagram, na época em que ela estava fazendo um intercâmbio no Canadá, em 2012, quando tinha 16 anos. Eu adorava as fotos dela e olhar tudo aquilo me inspirava muito a buscar uma aventura internacional. Assim que comecei a planejar o blog, decidi que seria bacana conversar com ela para entender de onde vem tanta determinação e força para morar fora do país, longe da família, dos amigos e de tudo aquilo que estava acostumada a ter por perto. Porque depois de passar um ano vivendo por lá durante o intercâmbio, ela retornou ao Brasil, terminou o Ensino Médio, começou a faculdade de Relações Internacionais na Facamp, trancou o curso e preparou sua ida permanente para Burnaby. Hoje, a Bru mora no Canadá, estuda Business no Douglas College e trabalha numa cafeteria. Demais, né?

‘’Fazer faculdade fora do Brasil foi uma decisão que misturou vários aspectos juntos: primeiramente, eu, desde criança, sempre sonhei em viver fora do Brasil, em construir uma família em algum outro lugar. Não sei explicar exatamente de onde isso surgiu, mas sempre foi uma vontade muito grande dentro de mim.’’

Ela ainda contou que, depois do intercâmbio que fez em 2012, a vontade apenas aumentou. Para ter certeza dos planos que começou a traçar, ela ainda voltou para Vancouver nas férias da faculdade e pôde ter certeza que era lá que queria construir uma vida e uma carreira, ainda mais por estar perto do namorado. A Bru conversou com os pais, que entenderam e apoiaram os planos dela, desde o início.

‘’Sem o apoio deles eu jamais estaria onde estou. Sei que é muito difícil para eles viver tão longe de mim (e é muito difícil para mim viver sem eles também), mas sempre colocaram as preferências deles em segundo plano em favor da minha felicidade e dos meus sonhos. Sou eternamente grata a eles por isso.’’ E ainda completou o que ajudou ela e os pais a chegarem num consenso:

‘’A Facamp já era um grande investimento, porém um diploma brasileiro não é válido no Canadá, então se eu me formasse lá e mudasse pra cá algum dia, eu não conseguiria trabalhar na minha área de formação e todo o investimento não adiantaria nada.’’

Quando questionei a Bru sobre as vantagens de estudar fora do Brasil, o que mais me chamou atenção foi que, na Faculdade onde ela estuda, o cuidado com o aluno é bastante importante. Mas quando o assunto são as relações sociais, da pra notar que nada bate o jeito brasileiro de se relacionar:

‘’A grande vantagem de estudar fora do Brasil é o fato de que meu diploma será reconhecido em qualquer lugar (EUA, Europa, e até Brasil), o que pode me trazer mais oportunidades profissionais ao longo da minha carreira. Comparando meu atual College com a Facamp e a UNIMEP (faculdade que ela fez por seis meses, enquanto preparava a documentação para mudar para Burnaby), eu posso dizer que o apoio que o College dá para o aluno é muito melhor. Como alunos, nós temos aulas tutoriais inclusas, professores 100% a nossa disposição, que ficam nas salas deles duas vezes por semana só para receber e ajudar estudantes fora da sala de aula. O College também conta com total apoio psicológico para o aluno, com psicólogos e conselheiros que estão à disposição pra tudo. Porém, em termos de inclusão e sociabilidade dos alunos, as faculdades brasileiras são melhores.’’

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Hoje, a Bruna mora em Burnaby, divide a casa onde mora com uma amiga brasileira, estuda, trabalha e curte o Canadá com os amigos e o namorado. Ela contou pra gente um pouco da rotina dela:

“Viver no Canadá é uma delicia, excluindo a grande saudades de casa. Minha rotina é bem corrida, mas uma correria boa. Eu faço quatro cursos por semestre, aproximadamente, e tenho aula quatro vezes por semana, então alguns dias são mais tranquilos, outros mais pesados. Sempre procuro ir à academia antes da faculdade e vou para à aula às 12h30, almoço no College mesmo, e depois da aula eu vou pro trabalho ou estudo e faço meus projetos. Geralmente, janto na casa do meu namorado, ou cozinho alguma coisa. E, durante a noite, sempre dou um jeitinho de encontrar meus amigos. De final de semana eu estou sempre trabalhando ou estudando, e curtindo também. A faculdade é muito puxada e requer muito esforço e estudo. Trabalho em um restaurante, que fica no meio do distrito financeiro de Vancouver e sou uma Hostess; comecei lá em agosto de 2015 e amo o que faço. Me sinto mais independente e acabei conhecendo muitas pessoas maravilhosas.” E como vocês puderam notar, os planos dela não param e os sonhos, só crescem:

‘’Sempre se lembre de que o custo pode ser alto, mas você pode trabalhar enquanto estuda e isso ajuda muito. Não se prenda por conta de ficar longe da família e dos amigos. É a sua vida e os seus sonhos em jogo, seus amigos verdadeiros e a família vão sempre estar com você, não importa onde esteja! O sentimento de estar realizando tamanho sonho é o melhor do mundo e me motiva a continuar, trabalhar e estudar muito todos os dias. Tudo vale muito a pena!’’

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Anotaram? A Bru é uma grande inspiração pra todos nós que sonhamos em estudar fora do país e em buscar uma vida diferente, com muita aventura, aprendizado, trabalho e estudo. Também é um exemplo de força de quem deixou as pessoas que ama aqui para lutar pelos sonhos. Espero que tenham gostado e se inspirado tanto quanto eu. Vem muita matéria por aí, viu? Toda segunda-feira. Aguardem…

Um beijo,

Júlia Groppo

Por julia às 22.02.16 913 comentários
Se é pra ser, que seja leve

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Amanhã dou início a mais um semestre na faculdade. Depois de passar quase três meses sem aulas, trabalhos e provas, engato uma nova marcha em direção ao meu tão sonhado diploma de Jornalismo. Que o ano já começou faz um tempo não é novidade para ninguém. 2016 chegou faz 51 dias e nós brindamos o novo ano, fizemos a lista de metas, colecionamos histórias, viajamos, descansamos, curtimos as férias e pulamos o Carnaval. E então, passado tudo isso, sentimos aquele peso nas costas de que, realmente, o ano vai começar. Para ser sincera, o ano não começa para mim após o Carnaval, como para muitos acontece, mas sim quando as aulas retornam; é isso que me faz pensar que chegou a hora de arregaçar as mangas e, mais do que nunca, CORRER ATRÁS: do meu diploma, dos meus sonhos, de trabalhar e aprender o quanto eu puder, de ser alguém melhor a cada dia que passar, de me esforçar, de ser mais organizada. Correr atrás de fazer do meu 2016 o melhor ano que já tive (até agora).

Mas, muitas vezes, engatar a marcha é difícil, né? A gente se acostuma com a rotina das férias, os horários mudam e podemos procrastinar sem culpa, apesar dessa prática ser péssima e viciante. Não temos horário certo para dormir nem para acordar e nenhuma prova ou trabalho que nos tire o sono. Mas ainda assim, meus caros, é necessário juntar forças e ir em frente. Como todos estão cansados de saber, a vida não pára, nem por um minuto, e o tempo não espera por ninguém. As coisas vão acontecendo e nós temos que aprender a lidar com elas sempre da melhor maneira. Portanto, não deixe que a preguiça, a insegurança ou a angústia de ter que começar a enfrentar mais responsabilidades a partir de agora te impeça de começar o ano bem. Pense que ainda temos 10 meses pela frente para sermos surpreendidos e também surpreender.

Não deixe a lista de metas de lado, nem os estudos, o trabalho, nem as maiores responsabilidades. Faça diferente: encare de forma boa. Entenda que estudar nunca é demais, trabalhar nos dá experiência e noção do que escolhemos fazer da vida. Responsabilidades são necessárias e só aumentam com o tempo, ou seja, quanto mais cedo você lidar com elas, talvez seja melhor. Encare o que precisa ser feito de forma leve, ao invés de olhar para tudo e torcer o nariz. Se temos que fazer, então que façamos bem feito e com um sorriso no rosto.

2016 já começou, lembra?

E talvez você já esteja atrasado em ser feliz da maneira que sonhou, em sentir as coisas, em aprender mais, estudar mais, se dedicar mais. Em cumprir o que prometeu para si mesmo e que sabe que te fará bem. Eu é que não quero dar ao tempo a chance de me atropelar e me deixar para trás. Tô indo agora mesmo arregaçar minhas mangas e relembrar todas as metas que tracei no dia 31 de dezembro de 2015. Passar uma a uma, mentalizar, olhar com carinho pra cada uma delas. Entender de forma melhor porque eu escolhi cada uma para realizar neste ano. Olhar para dentro e descobrir o que preciso mudar para, enfim, alcançá-las. Vou organizar minha agenda, responder os e-mails, preparar novos posts, trabalhar, estudar e por aí vai. Então, seja como for a sua forma de viver, RESPIRA FUNDO E VAI.

Crie forças, pois como diria minha mãezinha: ‘’o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória’’. E que seja doce, para todos nós. E que a gente possa colher lá na frente o que plantar agora. Amém!

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 21.02.16 1.332 comentários
Série: How I met your mother

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E depois de um pouco mais de dois meses, o último fim de semana das minhas férias chegou. E é claro que eu vou passá-lo da forma que eu mais amo de relaxar: lendo bastante e assistindo minhas séries preferidas. Dito isso, eu não poderia deixar de indicar pra vocês a série que com certeza fará parte dessa maratona do fim de semana e que, de certa forma, mudou a minha vida, mais especificamente: mudou a minha maneira de enxergar as coisas. O Júlia Indica de hoje é sobre How I met your mother. 

Essa série é a combinação perfeita de romance e comédia. Ela conta a história de Ted, um cara que, ao longo de sua vida, concentra seus esforços em encontrar sua “metade da laranja” (no caso, seu guarda-chuva amarelo – mas isso vocês só vão entender depois). A cada episódio, Ted é desafiado pelo destino a entender que certas coisas simplesmente foram feitas para não acontecer, para serem aceitadas e enfrentadas, e então, ele descobre que o caminho rumo à mulher dos seus sonhos será longo. Mas ele não está sozinho: How I met your mother também é uma série sobre como os amigos são essenciais na nossa vida, de longe ou de perto.

Ted vive as aventuras que a vida lhe proporciona ao lado de seu melhor amigo Marshall, de Lily, Barney e Robin, sua maior paixão. Ele é o ator principal, mas ao longo dos episódios, também são contadas as histórias de seus amigos, que nos tiram o fôlego de tão engraçadas e emocionantes. A melhor parte disso tudo? A história se passa em Nova York. Além disso, Ted vai se envolver com muitas garotas ao longo das nove temporadas, então tenham paciência com ele, ok? A cada garota que surge, ele acha que encontrou o amor de sua vida, mas sabemos que não é tão fácil assim, né…

Mas não para por aí: os personagens vão aprender lições valiosas sobre carreira, família, sonhos, perdão, casamento, filhos e mais muitos outros assuntos que também nos dizem respeito. E a oportunidade de aprender junto com eles a cada episódio (de forma hilária) é incrível.

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How I met your mother vai tirar seu fôlego por vários motivos, te fazer refletir, repensar suas atitudes, e por fim, a lição mais valiosa que a série me deu: vai te ensinar, assim como ensinou ao Ted, que a felicidade não é um destino, mas sim a jornada. Acredito que essa seja uma das lições mais valiosas da vida e que todos nós devemos carregar conosco. Afinal, cada dia vivido, da maneira que for, é um presente.

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Espero que gostem da dica. Não deixem de me contar se começarem a assistir, ok? Vou ficar muito feliz! E que a série possa mudar algo dentro de vocês, assim como aconteceu comigo e também com muita gente que conheço, como meu namorado e uma amiga muito especial (que me indicou a série em 2014).

A propósito: I found my yellow umbrella.

Um beijo,

Júlia Groppo

Por julia às 19.02.16 1.113 comentários
Sobre sonhos e a vontade de realizá-los

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Falar sobre sonhos é algo que eu gosto muito. Acredito que sonhar é o presente mais lindo que podemos dar a nós mesmos; isso de viajar por aí sem ao menos sair do lugar é tão mágico e, muitas vezes, é o que nos dá energia suficiente para seguir em frente. É que se a gente acredita, meus caros, descobrimos que podemos realizar tudo o que quisermos e essa é a coisa mais mágica da vida.

Desde pequena fui ensinada a sonhar. E sou muito grata por isso, pois sei o quanto esse meu exercício diário me faz bem. Um dia me disseram que eu poderia ser quem quisesse e que poderia alcançar muitas coisas na vida se tivesse essa mania boba e maluca de imaginar a minha vida da forma que mais me encantasse. Bem, eu acreditei, e até hoje levo essa certeza comigo, porque para mim, nada se compara à sensação de realizar um sonho.

Mãos tremendo, olhos cheios d’água, coração acelerado, sorriso largo, sentimento único de dever cumprido. Plenitude. Imensidão.

É assim que me sinto e é por isso que não largo mão de nenhum deles. Guardo-os com muito cuidado e carinho, para que eu nunca me esqueça do que me faz levantar todos os dias e querer buscar sempre o melhor. Porque quando a vida aperta aqui e ali, nos traz tempestade, turbulência, sofrimento e medo, o que me salva são os meus sonhos. Cada um deles. É o que me dá aquele empurrão necessário para seguir em frente, o que me dá energia, o que me faz ter, ao fim dos meus dias, a sensação de que tudo valerá a pena logo à frente. Ou seja, os meus sonhos são o meu combustível.

Eu não abro mão de nenhum deles, pelo contrário, tento adaptá-los. Se não deu certo do jeito A, pode dar pelo B, C, D e temos um alfabeto inteiro pela frente. Se eu não puder realizá-los de tal forma, que seja de outra, mas que eu não desista. Desistir, definitivamente, não é uma palavra do vocabulário dos sonhadores de plantão. E eu te aconselho a fazer o mesmo: não desista, mude a direção, adapte o sonho, revolucione-o, mas jamais o deixe de lado ou mesmo deixe que te convençam de que não vale a pena. Porque vale, e muito, e só você é quem sabe o valor que aquilo tem para a sua vida.

As pessoas não entendem, olham torto e até debocham, mas um sonho é algo tão pessoal que, realmente, ninguém vai entender, e tudo bem, porque é seu, é você quem luta por ele, se esforça por ele e faz suas escolhas pautadas nele. Tudo bem se as pessoas não entenderem, o único que precisa entender e estar bem com isso é VOCÊ. Te digo isso porque, faça chuva ou faça sol, eu sei que terei os meus sonhos. A vida – ou mesmo as pessoas – podem tirar tudo de mim, menos eles, pois sempre estarão dentro do meu lugar mais especial: meu coração. E só sairão de lá para serem realizados. Também só eu sempre terei a dimensão do que fiz, do que precisei abdicar e de todos os sacrifícios que vivi para realizá-los.

“Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem” até porque, “A wish is a powerful thing, especially when it comes from the heart”

Obrigada Renato Russo e Tio Walt Disney, vocês são grandes exemplos disso para mim. E se me dizem sempre para eu continuar acreditando, eu não vou discordar, pelo contrário, farei sempre o possível e o impossível, porque, ao fim do dia, só eu sei o tanto que me faz bem essa mania louca de sonhar.

Com carinho e um coração cheinho de sonhos,

Júlia Groppo

Por julia às 17.02.16 893 comentários
Júlia Indica – 5 músicas que me deixam (mais) feliz

O Júlia Indica de hoje é bastante pessoal, já que vim compartilhar com vocês cinco músicas que, quando ouço, automaticamente me deixam mais feliz, cheia de vida e com vontade de sair por aí cantando, dançando, sorrindo e dizendo para quem eu encontrar na rua como a vida pode ser linda. Mas, apesar de pessoal, também é muito especial, porque sério, essas músicas realmente mexem comigo, algumas por motivos especiais e outras por algo que nem eu mesma sei explicar. Vamos lá?

1) The Nights – Avicii

“The Nights” é um hit bastante atual e sei que está no gosto musical de muitas pessoas. Eu adoro essa música pelo sentimento que ela me passa; quando a ouço, sinto que posso fazer qualquer coisa que eu quiser, desde que eu me esforce. Me sinto forte, me sinto grande, me sinto no dever de correr atrás de todos os meus sonhos. Parece que ela me diz para não ter medo de viver a vida que eu sonhei pra mim. Louco, né? É só uma música, mas me faz sentir TANTA coisa. “One day you’ll leave this world behind, so live a life you’ll remember”. Eu quero lembrar da minha vida, da melhor forma, e vocês?

2) Firework – Katy Perry

“Do you ever feel like a plastic bag, drifting through the wind, wanting to start again?” Quem nunca, não é? Acredito que essa seja uma das músicas mais verdadeiras que conheço, em cada uma das estrofes, e também uma das melhores da Katy Perry. A mensagem que ela passa sobre como podemos brilhar sempre, independente das circunstâncias, dos medos e das turbulências da vida é realmente linda. Não importa quem você é, mas a força está dentro de você. Essa música me da forças sempre que me sinto fora do eixo e perdida, como se as coisas nunca mais fossem voltar a ser como antes, até porque: “If you only knew what the future holds. After a hurricane, comes a rainbow” <3

3) You’ll be in my heart – Phil Collins

Essa música está aqui por um motivo extremamente especial: meu pai é o grande culpado do meu gosto musical. Desde criança, sempre ouvia músicas com ele, de Capital Inicial e Zezé Di Carmargo e Luciano à The Smiths e U2. Djavan, Frejat, Legião Urbana, Cindy Lauper, Madonna e mais muitos artistas maravilhosos. Devo todo o meu repertório e conhecimento musical a ele, sem dúvidas. Mas se tem um cantor incrível que ele me ensinou a ouvir é o Phil Collins, e em especial essa música, que é tema do filme do Tarzan. “You’ll be in my heart” passa uma mensagem maravilhosa e doce, que me emocia todas as vezes em que ouço (todas mesmo). Lembro de como devo ser grata todos os dias por ter o pai que tenho, por ele ter me ensinado tantas coisas e por sempre estar ao meu lado, porque é exatamente disso que essa música fala: estar um com o outro, pelo coração, sempre.

4) City of blinding lights – U2

U2 é uma das minhas bandas preferidas e Bono Vox um dos meus seres humanos preferidos. O cara é especialista em espalhar coisas boas pelo mundo. Além disso, que voz é essa, meu amigo? Sou fã. Dito isso, apresento-lhes a minha música preferida da banda: “City of blinding lights”. Ela me faz viajar muito por cada um dos meus sonhos, me levando para muitos lugares por alguns minutos. O ritmo dela é contagiante e me tira um sorriso largo sempre que a escuto. Gosto de ouvi-la, principalmente, quando estou dirigindo. Ela me faz acreditar que vou realizar todos os meus sonhos.

5) Boom Clap – Charli XCX

Por fim, “Boom Clap”, que é tema do filme “A Culpa é das estrelas”.  A música tem uma batida muito gostosa e tira qualquer um do desânimo. Quando ouço, a vontade é exatamente esta: sair pulando por aí, sendo feliz e dançando como se não houvesse amanhã. Já animou muitos dias em que eu não tinha vontade pra nada.

Espero que tenham gostado e que, de certa forma, essas músicas possam marcar a vida de vocês, seja pelo ritmo, pelas vozes ou pelas mensagens. Muitas vezes, elas mudaram meus dias, me deram forças, me ajudaram a lembrar como é bom sentir gratidão, me fizeram enxergar as coisas por outra perspectiva e, mais que tudo isso, me fizeram sonhar, bem alto. 

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 16.02.16 1.105 comentários
Se o mundo pode te mudar…

se o mundo pode te mudar

…você também pode mudar o mundo.

Sem dúvidas, uma das minhas frases preferidas. Depois de receber esse pequeno recado através de um palito de sorvete, nunca mais esqueci essa frase e sei que devo carregá-la comigo para sempre. O mundo, grande que é, pode nos mudar a todo o momento. Os acontecimentos que nos cercam nos moldam e vão nos tornando pessoas diferentes daquelas que costumávamos ser (para melhor ou não, isso depende de cada um). Mas nós, apesar de sermos apenas um pontinho num planeta habitado por bilhões de pessoas, também podemos mudar o mundo. Isso não é incrível?

Não sei vocês, mas eu me sinto muito mais forte ao pensar nisso. Sinto que, mesmo sendo apenas mais um ser humano, tenho em mim a força de querer e poder mudar aos poucos o que eu acho que pode melhorar. Dentro de mim e à minha volta. E nesses momentos, não importa quem você é, o que você tem, qual a sua altura, o peso, idade, sexo e condição social: só depende do seu QUERER. Do seu querer levantar e ser uma pessoa melhor daquela que foi ontem, do seu querer fazer a diferença na vida daqueles que ama, do seu querer evoluir como pessoa, amigo, filho, neto, irmão, namorado, estudante, profissional. Do seu querer ser a mudança que você quer ver no mundo. Porque se tem algo que podemos ser, esse algo é ser melhor a cada dia. 

Muitas vezes, as pessoas ao nosso redor só precisam de um empurrãozinho, de uma palavra de fé, de um gesto de amor, de um conselho que as ajude a tomar certas decisões. O mundo só precisa mesmo de um abraço de alguém que queira mudá-lo. Eu sinto que eu posso e sei que você aí também pode. Nós podemos. Então seja diferente; seja um pontinho de luz que, apesar de pequeno, não desiste de tentar melhorar o mundo maluco, doente e sozinho que está a sua volta, porque sabe que pode fazer a diferença de muitas formas.

No momento em que eu descobri isso, passei a tentar transformar a vida não só de quem está ao meu redor, mas também a minha: me sinto mais forte, me sinto luz, me sinto imensa. Sei que, se eu quiser, posso transformar muitas coisas. Sinto que posso melhorar o ambiente ao meu redor e passei a deixar que pessoas do bem mudem também dentro de mim o que precisa ser mudado – sem perder a minha essência, é claro. Você pode mudar o mundo de muitas formas, basta você querer, e então, enxergar por onde você pode começar. Não perca tempo e nunca se esqueça desse seu poder de transformar!

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 14.02.16 884 comentários

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