Sobre o “Setembro Amarelo”
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Falar é a melhor solução

Dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Devido a isso, vocês devem ter se deparado com a corrente da campanha “Setembro Amarelo”, que tem como objetivo utilizar o mês de setembro como um alerta às pessoas em relação a algo tão sério, e que não sabemos, mas na maior parte dos casos pode ser evitado: o suicídio. Se você ainda não conhece essa campanha, vem comigo que eu te explico:

“Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 90% dos casos os suicídios são preveníveis por estarem associados à patologias de ordem mental diagnosticáveis e tratáveis, principalmente a depressão. Ou seja, de cada 10 casos, nove podem ser evitados com o diagnóstico preciso dessas patologias e o devido tratamento e assistência. No Brasil, são aproximadamente 12 mil casos por ano, o que resulta em uma média de 32 suicídios por dia”.

Vidas que podem ser salvas. Tragédias que podem ser evitadas. Famílias que podem continuar unidas.

Se você que está aí do outro lado já passou por uma fase muito difícil, sabe como é complicado sairmos do fundo do poço quando a única coisa que enxergamos é um breu. A vida parece parar de fazer sentido e as coisas parecem que jamais vão voltar ao normal. Você se vê ali, sem saída, sem chão e sem perspectiva alguma de querer continuar. O céu perde a cor. “Seguir em frente? Pra quê? E há razões por acaso?”. Todos nós passamos por alguma fase assim, cada em qual em seus níveis e dentro de sua realidade, até porque, o que pode ser um problema para mim pode ser algo que nem faz parte da realidade do outro. E isso é algo que tem que ser entendido e respeitado.

O importante é lembrar que alguns de nós têm mais sorte que outros. Se você que está aí do outro lado lendo isso tem pessoas com as quais pode contar e falar abertamente, sinta-se um felizardo. Muitos não têm a mesma sorte e não se sentem à vontade para conversar sobre o que se passa do lado de dentro. E sabemos, o lado de dentro, muitas vezes, pode ser o nosso próprio abismo. Por isso, não ignore um pedido de ajuda. Se puder, abrace. Converse. Aconselhe. Dê forças. Dê aquele empurrão. Espalhe amor. E o mais importante: OUÇA o outro.

É muito importante que saibamos reconhecer o nosso próprio valor, mas quando nos esquecemos, é bacana sermos lembrados por aqueles que estão ao nosso redor. Isso nos ajuda a continuar. Isso nos ajuda a lembrar quem somos, de onde viemos e para onde queremos ir.

Esse é um assunto bastante delicado e que requer atenção. Atenção esta que poucos dão. Devido a isso, quando descobri a campanha recentemente, me senti na obrigação de vir falar sobre isso aqui. Nosso cérebro pode ser o nosso pior inimigo, se o deixarmos. Portanto, muitas pessoas sentem-se presas a um sofrimento de algo que talvez nem seja real. E é aí que entra a empatia: saber colocar-se no lugar do outro, entender seus motivos e, o mais importante, ajudá-lo.

Existem diversas maneiras de colocar um fim em qualquer tipo de sofrimento, seja este relacionado à vida pessoal, profissional ou social. Há diversas formas de superar uma fase difícil. Se você sabe como, que bom, este já é um passo muito grande. Se você ainda não sabe, tente descobrir quais são as suas fugas. Saiba onde você pode encontrar o seu refúgio.

Minha dica para você que está passando por algo terrível é: FALE. Minha dica para você que conhece alguém que está com problemas é: OUÇA. Ninguém é um desperdício. Somos todos necessários. 

Assim, quem sabe, podemos evitar tantas vidas perdidas por aí.

Clique aqui para saber mais detalhes da campanha.

Júlia Groppo

Por julia às 18.09.16 1.754 comentários

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