Os meus, os seus, os nossos

vovo

Julho de 2015

Todo mundo já teve, mesmo que não tenha conhecido. Todo mundo adora, mesmo que às vezes reclamemos do quanto se preocupam conosco. Todo mundo já emprestou deles o dinheiro, o casaco que esqueceu em um dia frio ou o chinelo quando foi passar as férias em sua casa. Todo mundo já pediu um bolo de fubá – ou de cenoura -, e também já os acompanhou em bingos. Já dormimos na casa deles, já aproveitamos que os pais não estavam por perto para fazer coisas que só eles mesmo nos deixam aprontar. Já fomos cuidados por eles enquanto nossos pais precisavam ir atrás de botar comida na mesa. Agora, somos nós quem retribuímos o carinho e o cuidado, quando eles voltam a ser criança e perdem a noção do perigo – e do tempo.

É o toque leve, a melhor receita de doce, o abraço que acalma, as brincadeiras que nunca esqueceremos, a oração que tem mais força, o “eu te amo” que tem mais valor pro coração. São sábados ajudando a lavar o carro, domingos preparando o almoço e as ligações durante a semana para matar a saudade. Amor de vô e vó, olha… eu não troco por outro. Esse amor puro, inocente e que ultrapassa gerações. Um amor que desconhecemos de onde vem a dimensão, porém podemos provar dele todos os dias.

Aos meus avós, que me ensinaram a ser alguém melhor. À minha vó, que me ensinou a importância de Deus, a receita do seu bolo de cenoura e como ajudar o próximo é importante; ao meu avô, que sempre soube tirar sorrisos de orelha à orelha de mim com suas brincadeiras e confusões.

Já abraçou os seus hoje?

Aproveita e abraça todos os dias que puder, por toda a semana e, melhor ainda, pelo resto da vida.

Quem dera fossem eternos.

Feliz Dia dos Avós!

Júlia Groppo

Por julia às 26.07.18 1.077 comentários

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