Vai com (c)alma

Com o final de outro ano se aproximando (meu Deus, como voou esse tal de 2019), aproxima-se, também, aquele momento (que eu amo!) de rever as metas que você prometeu cumprir entre janeiro e dezembro, mas que, a julgar pelos poucos dias que faltam para virarmos o calendário, já sabemos que algumas ficarão para o próximo. Dá um certo desespero pensar nisso, não é?

Mas, certa vez, em meio ao caos da minha lista de uns anos atrás, uma amiga me deu um conselho do qual sempre tento me lembrar. Ela disse mais ou menos assim: “Júlia, o final de um ano não significa o final, também, das suas metas e de tudo o que é importante para você conquistar. Tudo bem não ter alcançado algumas. Quando o dia 31 de dezembro vira 1 de janeiro, as coisas continuam as mesmas e as chances de riscar essas metas também”. FEZ TANTO SENTIDO.

Como toda boa supersticiosa com o Ano Novo, fiquei um pouco insegura, confesso. Quer coisa melhor que riscar todas as nossas metas e partir para o próximo ano somente com as novas? Porém, consegui entender o que a minha amiga queria me dizer. Eu precisava pegar mais leve comigo e entender, de fato, o porquê alguns desejos não tinham sido alcançados ao longo dos 365 dias ao invés de apenas ficar frustrada e me culpar de todas as formas possíveis. Mais que isso, precisava olhar também para tudo o que não estava na lista, mas foi conquistado – porque a imprevisibilidade da vida é incrível.

É verdade que estabelecer metas e elaborar um planejamento – seja anual, mensal, semanal ou diário – é, muitas vezes, fator determinante em algumas de nossas conquistas. Sou defensora árdua do planejamento – e uma louca por agendas, calendários e técnicas de organização. Porém, tornar-se refém disso é outra história.

Veja bem, não estou dizendo para você abandonar listas de metas (eu mesma já estou planejando a minha para 2020!), mas que tal ir com mais (c)alma? Ao invés de se cobrar por aquilo que não foi realizado, que tal parar para pensar no tanto de coisa que você nem havia planejado, mas que, ao longo do ano, você fez acontecer? 

Se posso te dar um conselho hoje, é que não deixe que suas metas sejam maiores que você. Afinal, nossa vida é uma mistura do que a gente faz acontecer com aquilo que acontece com a gente. É muito mais uma força do acaso e como a gente vai decidir dançar com ele que somente uma agenda e tudo o que está escrito ali (a qual conseguimos facilmente controlar).

Pegue a sua lista, risque com gosto o que conquistou, comemore (você merece!) e leve as demais metas adiante. Janeiro pode ser o melhor momento para alcançá-las. 

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 11.12.19 1.003 comentários

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