Minha escápula e alguns devaneios

Dia desses, fui fazer uma massagem. Presente de Natal para mim mesma. Gosto de me mimar, sabe? E, cá entre nós, 2019 foi osso. Precisava de um tempo para me recuperar dos tropeços. A vida tem dessas, né. E tudo bem, porque como eu mesma disse dia desses aqui no blog, prefiro acreditar que ela sabe exatamente o que eu estou precisando viver. Mas, entre um desafio e outro, eu me dou esse e outros tipos de folga; de aconchegos.

Eis que a massagista começou a falar sobre a minha escápula. Segundo ela, a coitada estava tensa, rígida, sofrida. Foi aí que, entre um movimento e outro, comecei a pensar: a gente pega pesado demais com nós mesmos. Vamos carregando tanta coisa – que muitas vezes nem são nossas! -, que, quando vemos, estamos perambulando por aí com pesos desnecessários. Com uma bagagem absurda de expectativas, angústias, culpa, frustrações e por aí vai.

E se a gente se desse uma folga? E se repetíssemos, como um mantra, que estamos dando o nosso melhor? E se resolvêssemos acreditar fielmente nisso? Porque eu sei, lá no fundo, que estamos mesmo. Eu estou.

Essa bagagem pode ter diferentes nomes (casamento, TCC, filhos, amizades, carreira, dieta etc.), mas o que mais me interessa mesmo é que hoje você pare uns minutinhos para pensar quais pesos desnecessários anda carregando. E quando foi que você permitiu que eles fizessem morada aí dentro. Seja no coração, ou mesmo nas costas, como foi o meu caso.

Como diz uma grande amiga minha, vamos tornar as coisas mais favoráveis para nós mesmos, sempre que a gente puder. Que sejamos mais os nossos maiores cúmplices nessa vida, não deixando entrar qualquer peso que não nos pertence. Que a leveza seja palavra de ordem daqui pra frente.

É o que tenho feito já faz um tempo, e continuarei buscando até que a minha escápula tenha orgulho de mim.

Júlia Groppo

Por julia às 15.01.20 945 comentários

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