Pequeno desabafo sobre a minha escrita

Na bagunça entre o meu cabelo, o mundo, meu coração e os meus sentimentos, uso as palavras para me expressar. Elas são o meu maior instrumento de cura e transformação. E quando sei que fazendo isso por mim mesma ainda consigo tocar outros corações, a coisa toda fica ainda mais especial. A escrita, no fim das contas, é a maneira como escolhi deixar a minha marca no mundo. É como costumo brincar: o mundo cabe nas minhas palavras. Não importa quanto tempo ainda tenha neste plano: minhas palavras estarão por aí, para quem quiser ler, independente do tempo e espaço que estarão habitando.

Mas a verdade é que, mesmo amando as palavras, acontece de às vezes não ter nada para dizer. E isso, apesar de num primeiro momento parecer um pouco assustador, pode ser bem poderoso! Primeiro porque, para dizer, eu preciso viver. Viver, permitir, experimentar, sentir. E então, quando sinto que as palavras estão fugindo de mim, vou logo em busca de novas paisagens e novas perspectivas, às vezes dentro de uma rotina já construída mesmo. Nesses momentos, sei que é preciso falar menos e viver mais. 

Segundo porque essa tagarela que vos fala tem se sentido cada vez mais confortável no próprio silêncio, e a verdade é que ele pode nos contar coisas bem poderosas sobre nós mesmos e sobre o mundo que habitamos quando aprendemos a escutá-lo. 

É por isso que, apesar de adorar estudar Marketing Digital, admirar a constância de outros escritores, entender a importância de conteúdos com estratégia e ouvir o tempo todo por aí o tal do “quem não é visto não é lembrado”, eu prefiro fazer as coisas no meu tempo. Do meu jeito. Respeitando todos os processos que acontecem dentro e fora de mim. Deixando as minhas palavras terem vida própria.

Vivo, sinto, escrevo e silencio (não necessariamente nessa ordem).

Júlia Groppo

Por julia às 23.06.21 Comentários

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