Bondade

Sabe uma coisa que aprendi sobre a vida? Que a gente não perde nada sendo bom. Pode ser que não ganhe também, mas perder? Dificilmente. Porque mesmo quando somos bons (ou ao menos tentamos) e recebemos pura maldade em troca – em suas mais diversas variações -, o problema não é nosso, sabe? Não está dentro de nós. 

A gente não perde nada por abrir a porta para alguém cheio de caixas nas mãos. Por dizer por favor, com licença e obrigado. Por perguntar como uma pessoa está (e verdadeiramente querer saber!). Por fazer um elogio sincero. Por oferecer ajuda – seja em tempo, oração ou financeira. Por nos dedicar ao que amamos. Por lutar pelo que acreditamos. Por acreditar em um mundo melhor. Por querer ser e fazer mais a cada dia.

Pode ser mesmo que a gente não ganhe nada em troca, porque reciprocidade infelizmente não é algo inerente às nossas ações e relações. Mas perder? Repito: dificilmente. A gente perde mesmo é não tentando fazer do mundo (o nosso particular e o lá de fora) um lugar bom. Mais gostoso. Mais aconchegante. Mais leve. 

Já questionei demais as minhas boas intenções ao me deparar com tanta maldade gratuita por aí. Ou com tanta indiferença, algo que considero tão ruim quanto ou até pior que a maldade. Mas eu entendi que cultivar a bondade deve ser uma escolha diária e inteiramente minha. Escolha essa que alimenta o meu coração de forma incrível e genuína. E aí, o que o outro decidir fazer isso é um problema todo dele.

Concorda?

Júlia Groppo

Por julia às 13.07.21 Comentários

Deixe seu comentário

Sobre o dia em que aprendi a amar as minhas dúvidas
A lista do foda-se
Bondade
15 minutos de cada vez