Tchau, insônia: três hábitos para melhorar a sua noite de sono

Não é segredo para ninguém que uma noite de sono bem dormida é parte essencial da busca de uma vida mais leve e saudável. Quando conseguimos descansar, acordamos com muito mais energia para enfrentar o dia seguinte e suas responsabilidades. Entender que precisamos dormir e respeitar esse momento da rotina é um gesto de autocuidado. É necessário aceitar que, sem descanso, não há ser humano que aguente (e tudo bem!).

É por isso que decidi compartilhar três hábitos que podem te ajudar na missão de ter uma noite de sono mais gostosa.

1) Troque os stories por páginas de livros

Você já deve ter lido por aí que a luz emitida pela tela do celular não é a melhor das companhias para esse momento. Existem vários estudos que apontam que, entre os seus malefícios, está a alteração na produção de melatonina, hormônio que auxilia na regulação do sono.

Além disso, ficar assistindo aos stories – ou navegando por qualquer rede social – das pessoas pode despertar ansiedade em você, tornando ainda mais difícil que o seu corpo relaxe e entenda que chegou a hora de dormir. Pegue um livro, comece a ler e sinta o sono chegando aos pouquinhos. Ajude o seu corpo a entender que é hora de se desligar. Assim, suas leituras e descanso seguem em dia, e você em harmonia consigo mesmo.

2) Escalda pés

Nossos pés sustentam o nosso corpo todo. Além disso, são locais onde recebemos bastante troca de energia com a Terra. Após um longo dia, dê a eles o descanso que merecem: prepare uma bacia com água quente, misture sal grosso e/ou óleo essencial e relaxe. Depois, aproveite para passar um hidratante, ainda mais se essa região do seu corpo for bem seca, como é o meu caso.

3) Tenha uma (ou mais) playlist especial para esse momento

Dormir com o barulhinho da chuva está entre os maiores prazeres da minha vida. Contudo, não é todo dia que está chovendo, e é por isso que tenho salva uma playlist com sons da natureza que me ajudam a relaxar e a pegar no sono quando a minha cabeça está muito cheia. Descubra o tipo de som que te acalma e monte as que você acredita que podem te ajudar nesse momento do dia. Aqui, vale qualquer coisa que for te trazer qualquer vestígio de paz!

Entender as nossas limitações como ser humano é um grande desafio em um mundo cercado por tecnologia e máquinas, operantes 100% do tempo. Precisamos nos conscientizar de que temos necessidades diárias, e dormir ao menos oito horas por noite é uma delas. Não tenha receios quando o assunto for você mesmo: respeite o seu tempo, entenda os limites da sua mente e do seu corpo e esteja cada vez mais em harmonia com os seus objetivos.

Já segue algumas dessas dicas ou tem outras para dar? Comente aqui embaixo!

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 18.02.20 Comentários
Minhas tempestades internas

Era uma segunda-feira, e chovia bastante lá fora. Apesar da vontade absurda de ficar em casa, entre minha coberta e meus livros, e do sapato molhado que ganhei no caminho do carro até o trabalho, notei que o meu coração batia leve e feliz. Confesso que nem eu sabia o tanto que gostava de dias chuvosos. Foi aí que entendi: assim como a chuva molhava o chão e limpava toda a cidade, eu sentia que as coisas estavam sendo limpas, também, dentro de mim.

Somos feitos de muitas coisas, e algumas delas são as nossas tempestades internas. Em um primeiro momento, tendemos a querer espantá-las, afinal, dizem por aí que não dá tempo de ser outra coisa a não ser feliz – e, cá entre nós, quem não ama um céu limpinho e azul? Mas eu aprendi a respeitar as minhas, assim como o meu tempo e as minhas confusões, e, vale dizer, até a gostar dessas companhias. É que eu entendi que somos uma bela combinação de luz e sombra, e que afastar o nosso lado mais escuro é andar por aí com uma parte nossa faltando. Também aprendi que a ordem de algumas coisas é inevitável: primeiro vem a chuva, depois o arco-íris, e eles são igualmente essenciais para a harmonia do universo.

Hoje, sei que as minhas tempestades levam embora tudo aquilo que já não cabe mais dentro do meu peito – e que sozinha eu talvez não conseguisse deixar ir embora. Por isso, deixo chover. Preciso desses ventos, raios e trovoadas para recalcular a minha própria rota. Lá fora, mesmo que molhe os meus sapatos, e aqui dentro, mesmo que por algum tempo exista um incômodo, sei que o universo está apenas me ajudando a repensar algumas coisas e, principalmente, a seguir com o que realmente importa.

Quero caminhar por aí, sobretudo, de cara e alma lavadas. É incrível saber que aprendi a dançar na minha própria chuva.

Júlia Groppo

Por julia às 11.02.20 555 comentários
Sua verdadeira casa

Já parou para pensar que o seu corpo é um lugar do qual você nunca vai sair? Podemos nos retirar de locais que não nos fazem bem, deixar o emprego que não traz mais prazer, abandonar companhias que não fazem mais sentido, mas este espaço, em especial, sempre ocuparemos. Certa vez, assistindo a um TED, ri ao ouvir a palestrante dizendo que estava precisando tirar férias de si mesma; foi então que decidiu viajar para a África e, já no avião, se deu conta: ela estava indo junto (rs).

Quando descobri que meu corpo é o meu principal lar neste mundo, um lugar que ocupo 100% do tempo, passei a buscar maneiras de tornar essa moradia um espaço cada vez mais gostoso para estar. Se eu estarei pra sempre comigo mesma – e essa talvez seja uma das únicas certezas que tenho nessa vida -, como deixar esse relacionamento o mais saudável possível? Como deixar cada vez mais confortável viver dentro de mim?

De início, posso dizer que é preciso nos vigiarmos. Em algumas fases da nossa vida, podemos nos tornar os nossos maiores inimigos. Eu mesma já fui a própria pedra no meu sapato, e não há nada mais frustrante que estar em um lugar onde você não se sente bem, ainda mais se esse lugar for você mesmo. Invista em autoconhecer-se.

Ao entender melhor como está esse relacionamento, também entenda que, assim como uma casa, nós precisamos passar por algumas reformas e faxinas. Fazer ajustes aqui e ali, mudar a decoração e trocar os móveis de lugar são pequenas atitudes que deixam o nosso lar mais bonito e confortável. Experimente fazer o mesmo com os seus sentimentos, pensamentos e tudo o mais que você tem guardado aí dentro. Procure também dar ouvidos aos sinais que o seu corpo está te enviando. Assim como uma casa precisa de cimento, argamassa e rejunte, nós precisamos de carinho, cuidado, paciência e atenção, principalmente de nós mesmos.

O mundo pode ser um lugar bem cruel, em muitos momentos. As pessoas, também. Faça com que o seu corpo seja um lar seguro para você. Afinal, o seu relacionamento mais sério nessa vida é com você mesmo. E o que eu mais desejo é que você possa sempre se sentir ”em casa”.

Júlia Groppo

Por julia às 05.02.20 1.063 comentários
Respiros

A palavra ”respiro”, por si só, já me traz um grande alívio. Melhor ainda é a ideia de, ao longo de toda a loucura do nosso dia a dia, buscarmos essas pequenas tréguas que nos ajudam a manter a calma e o foco, e a nos sentirmos mais perto do nosso conforto interno. E aqui, eu nem estou me referindo às coisas que você mais ama fazer, como os seus hobbies, mas sim às simples atitudes que te levam de volta ao seu eixo, principalmente em semanas mais turbulentas, seja no trabalho ou na vida pessoal. Pequenas pausas que te ajudam a lidar com a rotina de maneira mais leve.

Um gole de água entre uma atividade e outra, uma xícara de chá para esquentar os dias frios, aquela rápida escapada do escritório para comprar um doce, uma olhadinha pela janela para contemplar o céu, ouvir uma música para inspirar um novo projeto, escrever os sentimentos em um caderno para aliviar a mente, alongar-se, trocar mensagens com aquele amigo que sabe ser um bom confidente dos perrengues rotineiros. São muitos os respiros que podemos nos dar entre responsabilidades e afazeres; é como um presente a nós mesmos.

A verdade é que precisamos deixar de lado o tal do piloto automático e nos lembrar, entre um respiro e outro, que o nosso dia a dia foi feito, sobretudo, para ser apreciado. Que precisamos nos perceber ali, vivos, vivendo, mesmo dentro de um escritório, onde passamos a maior parte das 24 horas que nos são dadas diariamente. E que se as coisas estão meio tortas (porque a vida tem dessas!), podemos oferecer diferentes tipos de alívio a nós mesmos. Afinal, a vida está o tempo todo acontecendo, e eu gosto de sempre me lembrar disso.

E você, tem se dado esses momentos? Quais são os seus respiros?

Júlia Groppo

Por julia às 04.02.20 1.169 comentários
Sentir

Você aí: já experimentou sentir as coisas? A princípio, essa pode parecer uma pergunta bem tola (e um tanto óbvia). Ao menos era para mim, quando tentavam me dar esse conselho e eu não entendia muito bem o que ele queria dizer. Você deve até estar me questionando: “Mas Júlia, é óbvio que sinto as coisas. Estamos o tempo todo fazendo isso!”. E se eu te disser que não?

No meu caso, a vida foi acontecendo, e aos pouquinhos eu fui assimilando o tal conselho: na maior parte do tempo, estamos tão ocupados em querer resolver os nossos sentimentos – muitas vezes até em escondê-los -, que não nos damos o tempo necessário para, de fato, senti-los. Já vamos logo tentando dar um jeito neles, sem nem pensar duas vezes.

A nossa necessidade em ter tudo muito bem resolvido faz com que passemos por cima de coisas que precisam, simplesmente, serem sentidas. E de onde a gente tirou toda essa pressa em resolver tudo? E aonde está escrito que tudo precisa ser resolvido? Experimente, da próxima vez que for invadido por algum sentimento, fechar os olhos, entrar em contato com você mesmo e se permitir, mesmo que por poucos minutos, sentir de verdade o que está ecoando aí dentro.

Talvez esse texto não faça sentido nenhum para você agora. E tudo bem, pois este foi um conselho que levei um bom tempo para entender e colocar em prática. Mas quando finalmente assimila-lo, volte aqui e leia-o mais uma vez. Quando nos damos tempo suficiente para sentir de verdade, provamos mais da vida em sua essência, além de começar a nos conhecer por completo.

Espero que consiga.

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 29.01.20 1.078 comentários
Faça as pazes com você mesmo

É comum nos pegarmos olhando para o passado e questionando algumas de nossas decisões. Batemos no peito para dizer que, hoje, teríamos tomado outros caminhos. Fácil, não é mesmo? Afinal, estamos mais velhos, mais maduros e mais conscientes. Mas se você, assim como eu, sabe que tenta fazer o possível (às vezes até o impossível) dentro das condições que nos estão disponíveis agora, aprenda a relaxar e a confiar: você está dando o seu melhor.

Digo isso porque questionar a Júlia do passado já foi um terrível hábito na minha vida. Sempre pensava que eu devia ter começado ou terminado algo antes, que devia ter feito isso ou aquilo. Mas essas eram apenas tentativas injustas e frustradas de cobrar da minha versão mais nova e imatura coisas que hoje só tenho consciência justamente por tudo o que vivi desde então. Inclusive pelos tropeços e rasteiras que me esperavam pelo caminho.

Deixar o passado ir embora e entender que ele tem o lugar dele é peça-chave para seguirmos adiante. Respeitar as nossas falhas e fragilidades da época também. Quando aprendi a me perdoar, foi como se a Júlia de agora olhasse para aquela do passado e, juntas, elas soubessem que estão fazendo o melhor pela do futuro. A de antes, na verdade, já fez a sua parte; e a de agora está aqui, vivendo o que é seu por direito de tempo e espaço. Elas aprendem uma com a outra, mas não se atrapalham mais.

Faça as pazes com quem você já foi. Deixe as suas versões do passado no lugar que as pertence, mas aprenda, sobretudo, a ser grato por cada uma delas, pois quem você é hoje é fruto de tudo aquilo que elas viveram. E você, mais do que ninguém, sabe de cada partezinha dessa história (as boas e as nem tanto!).

E então, siga em frente, pois o que mais importa nesse momento é quem você está sendo agora.

Júlia Groppo

Por julia às 29.01.20 989 comentários
A arte de ser leve

Leveza é uma das palavras de ordem do meu 2020. Como toda boa ansiosa, passei a acumular muitos pesos desnecessários ao longo da minha vida. Nas costas, na mente e, principalmente, no coração. Sabe quando te falta fôlego para caminhar por aí, mas você não sabe dizer muito bem de onde está vindo tamanha dificuldade? Foi aí que me dei conta: estava perambulando pela vida como se o meu caminho fosse um fardo a ser carregado. E, na verdade, ele é um lindo presente, que precisa ser sentido e saboreado todos os dias.

Mas como aproveitar cada um dos prazeres e ensinamentos da vida se estamos tão ocupados com angústias desnecessárias que resolveram morar dentro de nós? Foi pensando nisso que decidi há um tempo tentar tornar as coisas mais leves para mim mesma. Nessa busca, passei a me vigiar para que pudesse identificar de onde estavam vindo esses incômodos.

Acredito que seja este o primeiro passo para uma jornada mais leve: descobrir o que você, sem nem perceber, anda complicando na sua rotina. De que maneira você anda sendo a própria pedra no seu sapato. Outra das minhas maiores armas nesse desafio tem sido a arte de não levar a vida tão a sério e aprender a rir de alguns tropeços que rolam pelo caminho. Afinal, coisas ruins acontecem o tempo todo – assim como as boas! -, e a maneira como você decide encará-las é o que vai dizer o peso da bagagem que você está levando por aí.

A vida não deve ser um fardo que você carrega sem nem saber o porquê. E para que tenhamos tempo de descobrir suas maiores belezas e mistérios, nosso coração precisa de espaço suficiente para o que realmente importa. Vai por mim: quando a gente entende que isso tudo é sobre sair daqui melhor do que entramos, e que você não precisa ser melhor que ninguém a não ser você mesmo, muitos pesos já vão embora.

Sigo firme na minha busca, e eu te convido a fazer o mesmo.

Júlia Groppo

Por julia às 28.01.20 1.019 comentários
A tal da ansiedade

Se você não tem a ansiedade como uma companheira fiel, com certeza conhece alguém que tem. Certa vez, tentaram me explicar esse sentimento tão abstrato quanto desafiador (algo que sempre foi difícil para mim de colocar em palavras). Me disseram que a tal da ansiedade te inunda, invadindo sem nem pedir licença o nosso interior – espaço tão precioso para nós -, tirando até mesmo quem você é de dentro de si. E é por isso que tendemos a nos sentir desesperados e totalmente sem rumo quando ela decide nos fazer uma visita. Faz sentido? Pois pra mim fez, e muito.

Desde então, quando sou tomada por esse incômodo – antes de me render aos seus efeitos -, passei a buscar consciência sobre esse sentimento, começando por entender o porquê ele está tentando bagunçar comigo e se há qualquer motivo para que eu o deixe fazê-lo. Caso contrário, vou o mais rápido possível lançando um ”até logo”, pois agora eu não tenho tempo para lidar com ele.

Explico: sou defensora árdua do planejamento (a louca das listas, das metas e por aí vai rs), ou seja, o que eu puder deixar organizado na minha vida, eu o farei. Mas quando os assuntos são esses pequenos monstrinhos que insisto em alimentar (de maneira desnecessária, vale dizer), prefiro fazer esse exercício de ”deixar que a Júlia do futuro resolva”. A de amanhã, a da semana que vem ou até a do próximo ano. É que eu prefiro acreditar que a minha versão do futuro vai saber lidar com aquilo na hora certa, porque agora, confesso: eu não estou apta para isso. E nem preciso!

É claro que, aqui, não estou falando das nossas feridas e problemas que precisam ser enfrentados. Falei mais sobre a importância de olhar nos olhos dos nossos maiores traumas em uma outra crônica do blog. Quando falo que a Júlia do futuro quem deve resolver e se preocupar com isso, estou me referindo às pequenas pressões e angústias que nos submetemos na nossa rotina; o famoso ”sofrer por antecipação”. E, vamos combinar, se tem um peso que não vale a pena carregar, é este. Daquilo que ainda não chegou (talvez nem chegue!) e nós insistimos em querer antecipar.

É muito importante que entendamos que, na vida, boa parte das coisas fogem do nosso controle. E o desafio maior nesse sentido está em distinguir o que realmente merece a nossa atenção naquele momento e o que, de fato, podemos deixar para depois. Para o nosso ”eu” do futuro resolver.

Essa foi a maneira que eu descobri de brincar com uma coisa que, se eu bobear, me domina por inteira. Assim que a ansiedade vem me dar um alô, tenho uma conversa séria com ela e a mando embora. Sei que ela virá atrás de mim sempre que puder, mas, a cada dia que passa, estou criando ainda mais consciência do que realmente vale gastar a minha energia nessa vida.

E você, o que tem feito para lidar com esse monstrinho?

Júlia Groppo

Por julia às 27.01.20 934 comentários
Enfrente

Certa vez, estava assistindo um episódio de uma série, na qual um dos personagens estava passando por uma situação bem difícil. Ele tinha que relembrar momentos de um trauma que havia sofrido em prol de uma investigação, mas passou meses e meses evitando aquele reencontro com o passado.

Foi aí que, ao encontrar outro personagem da trama, ele recebeu o seguinte conselho: ”Enquanto você evitar contato com o seu problema, a sua mente irá recriá-lo de diversas formas, te fazendo sofrer mais que o necessário, usando as lacunas vazias que você deixou aí para preenche-las com o que ela preferir. E isso pode causar sentimentos ainda maiores e mais difíceis”.

Desde então, tenho trazido esse lembrete comigo. Ele se tornou mais um daqueles da minha coleção de favoritos. Isso porque é muito comum nos pegarmos fugindo de algo que nos machuca. Nossa primeira reação é evitar (o famoso ”fingir que não é comigo”). Mas, se querem saber, nunca vi alguém resolver um problema ignorando-o. A verdade é que a gente se engana, pois estamos apenas adiando a coisa. E, arrisco dizer, dando a ela um poder muito grande sobre nós.

Não adianta ignorar a ferida, pois ela vai continuar existindo. Numa dessas, você está deixando de lado uma parte sua, que é parte também da sua história, afinal, tudo o que passamos e enfrentamos nessa vida nos forma como seres humanos, constrói os nossos pedacinhos. É importante olharmos para as nossas sombras de frente, o que não significa que não dará medo algum. É com medo mesmo que a gente vai; mas vai, entende?

Por experiência própria, posso dizer que o personagem da série tinha razão. A nossa mente cria cenários e vai para lugares catastróficos quando preferimos ignorar um buraco que se abriu dentro de nós, seja lá qual for o motivo. Portanto, agora vai aqui o meu conselho: respire fundo, busque ajuda sempre que necessário, mas não deixe de ”olhar nos olhos” do seu problema e enfrenta-lo.

Júlia Groppo

Por julia às 24.01.20 1.069 comentários
Sobre poros, olheiras e afins

Lembro da primeira vez que ouvi falar em ”limpeza de pele”. Eu tinha 11 anos e minha mãe estava no meu pé para me levar fazer uma. Na época, eu morria de medo, mas alguns cravinhos resolveram fazer morada no meu rosto (olá, puberdade!). Desde então, passei a prestar mais atenção nos sinais que a minha pele apresentava e a entender o que eu podia fazer por ela.

É claro que maiores noções desses cuidados – gentilmente chamados hoje de ”skincare” – vieram com a idade e a maturidade, afinal, eu era só uma pré-adolescente querendo acabar com qualquer espinha que resolvesse aparecer no meu rosto. E, vale dizer, via na maquiagem a solução mais perfeita. Quem nunca?

Mas o que quero dizer aqui é que o meu relacionamento com a minha pele começou lá atrás (obrigada, dona Tânia!), foi evoluindo de forma leve, e hoje eu entendo que qualquer (re)ação do meu corpo – ou a falta dela! – é nada mais que uma resposta à maneira como estou cuidando dele. É sobre carinho e responsabilidade com pequenas partes que formam o nosso todo.

Sou feliz por saber que já há alguns anos cuidar da minha pele é uma das melhores coisas que faço nos meus dias (e todos os dias!). Lavar e hidratar o rosto, massagear o corpo, observar cada sinalzinho que surge, cuidar do que está precisando de atenção (oie, sardas!), passar protetor solar, testar novos produtos e principalmente continuar fazendo a tão antes temida (e hoje em dia tão amada por esta que vos fala) limpeza de pele. Minha esteticista que o diga.

Nosso corpo é a nossa casa, portanto, nada mais justo que estarmos atentos ao nosso lar, cuidando para que possamos nos sentir cada vez mais à vontade ali. Fazendo todas as faxinas que forem necessárias, seja dentro ou fora dele. Olhar para o espelho e se reconhecer é uma das melhores sensações da vida, arrisco dizer. É ver a si mesmo ali, com muitas imperfeições, e respirar tranquilo ao entender cada uma delas, principalmente porque você sabe que está se dedicando diariamente àquilo.

Poros bem abertos, sardas que formam praticamente uma constelação e olheiras profundas (meus casos, hehe) perdem o peso quando você passa a entender cada partezinha de si. E claro, tendem a melhorar um pouco por dia quando você investe em cuidar de cada um deles. O autocuidado tornou-se uma questão de sobrevivência para mim, e o skincare é apenas um dos tantos passos para você se dedicar e buscar uma vida mais em harmonia consigo mesmo.

Têm dias (e fases!) na vida que são especialmente difíceis, mas posso te afirmar que perambular por aí sabendo que investi o meu tempo em mim mesma já me faz caminhar de forma mais leve.

Júlia Groppo

Por julia às 23.01.20 1.084 comentários

A tal da missão de vida
Desafiando minha rotina
Ano novo, vida nova?
O que você deixou cair pelo caminho?