Faça as pazes com você mesmo

É comum nos pegarmos olhando para o passado e questionando algumas de nossas decisões. Batemos no peito para dizer que, hoje, teríamos tomado outros caminhos. Fácil, não é mesmo? Afinal, estamos mais velhos, mais maduros e mais conscientes. Mas se você, assim como eu, sabe que tenta fazer o possível (às vezes até o impossível) dentro das condições que nos estão disponíveis agora, aprenda a relaxar e a confiar: você está dando o seu melhor.

Digo isso porque questionar a Júlia do passado já foi um terrível hábito na minha vida. Sempre pensava que eu devia ter começado ou terminado algo antes, que devia ter feito isso ou aquilo. Mas essas eram apenas tentativas injustas e frustradas de cobrar da minha versão mais nova e imatura coisas que hoje só tenho consciência justamente por tudo o que vivi desde então. Inclusive pelos tropeços e rasteiras que me esperavam pelo caminho.

Deixar o passado ir embora e entender que ele tem o lugar dele é peça-chave para seguirmos adiante. Respeitar as nossas falhas e fragilidades da época também. Quando aprendi a me perdoar, foi como se a Júlia de agora olhasse para aquela do passado e, juntas, elas soubessem que estão fazendo o melhor pela do futuro. A de antes, na verdade, já fez a sua parte; e a de agora está aqui, vivendo o que é seu por direito de tempo e espaço. Elas aprendem uma com a outra, mas não se atrapalham mais.

Faça as pazes com quem você já foi. Deixe as suas versões do passado no lugar que as pertence, mas aprenda, sobretudo, a ser grato por cada uma delas, pois quem você é hoje é fruto de tudo aquilo que elas viveram. E você, mais do que ninguém, sabe de cada partezinha dessa história (as boas e as nem tanto!).

E então, siga em frente, pois o que mais importa nesse momento é quem você está sendo agora.

Júlia Groppo

Por julia às 29.01.20 989 comentários
A arte de ser leve

Leveza é uma das palavras de ordem do meu 2020. Como toda boa ansiosa, passei a acumular muitos pesos desnecessários ao longo da minha vida. Nas costas, na mente e, principalmente, no coração. Sabe quando te falta fôlego para caminhar por aí, mas você não sabe dizer muito bem de onde está vindo tamanha dificuldade? Foi aí que me dei conta: estava perambulando pela vida como se o meu caminho fosse um fardo a ser carregado. E, na verdade, ele é um lindo presente, que precisa ser sentido e saboreado todos os dias.

Mas como aproveitar cada um dos prazeres e ensinamentos da vida se estamos tão ocupados com angústias desnecessárias que resolveram morar dentro de nós? Foi pensando nisso que decidi há um tempo tentar tornar as coisas mais leves para mim mesma. Nessa busca, passei a me vigiar para que pudesse identificar de onde estavam vindo esses incômodos.

Acredito que seja este o primeiro passo para uma jornada mais leve: descobrir o que você, sem nem perceber, anda complicando na sua rotina. De que maneira você anda sendo a própria pedra no seu sapato. Outra das minhas maiores armas nesse desafio tem sido a arte de não levar a vida tão a sério e aprender a rir de alguns tropeços que rolam pelo caminho. Afinal, coisas ruins acontecem o tempo todo – assim como as boas! -, e a maneira como você decide encará-las é o que vai dizer o peso da bagagem que você está levando por aí.

A vida não deve ser um fardo que você carrega sem nem saber o porquê. E para que tenhamos tempo de descobrir suas maiores belezas e mistérios, nosso coração precisa de espaço suficiente para o que realmente importa. Vai por mim: quando a gente entende que isso tudo é sobre sair daqui melhor do que entramos, e que você não precisa ser melhor que ninguém a não ser você mesmo, muitos pesos já vão embora.

Sigo firme na minha busca, e eu te convido a fazer o mesmo.

Júlia Groppo

Por julia às 28.01.20 1.019 comentários
A tal da ansiedade

Se você não tem a ansiedade como uma companheira fiel, com certeza conhece alguém que tem. Certa vez, tentaram me explicar esse sentimento tão abstrato quanto desafiador (algo que sempre foi difícil para mim de colocar em palavras). Me disseram que a tal da ansiedade te inunda, invadindo sem nem pedir licença o nosso interior – espaço tão precioso para nós -, tirando até mesmo quem você é de dentro de si. E é por isso que tendemos a nos sentir desesperados e totalmente sem rumo quando ela decide nos fazer uma visita. Faz sentido? Pois pra mim fez, e muito.

Desde então, quando sou tomada por esse incômodo – antes de me render aos seus efeitos -, passei a buscar consciência sobre esse sentimento, começando por entender o porquê ele está tentando bagunçar comigo e se há qualquer motivo para que eu o deixe fazê-lo. Caso contrário, vou o mais rápido possível lançando um ”até logo”, pois agora eu não tenho tempo para lidar com ele.

Explico: sou defensora árdua do planejamento (a louca das listas, das metas e por aí vai rs), ou seja, o que eu puder deixar organizado na minha vida, eu o farei. Mas quando os assuntos são esses pequenos monstrinhos que insisto em alimentar (de maneira desnecessária, vale dizer), prefiro fazer esse exercício de ”deixar que a Júlia do futuro resolva”. A de amanhã, a da semana que vem ou até a do próximo ano. É que eu prefiro acreditar que a minha versão do futuro vai saber lidar com aquilo na hora certa, porque agora, confesso: eu não estou apta para isso. E nem preciso!

É claro que, aqui, não estou falando das nossas feridas e problemas que precisam ser enfrentados. Falei mais sobre a importância de olhar nos olhos dos nossos maiores traumas em uma outra crônica do blog. Quando falo que a Júlia do futuro quem deve resolver e se preocupar com isso, estou me referindo às pequenas pressões e angústias que nos submetemos na nossa rotina; o famoso ”sofrer por antecipação”. E, vamos combinar, se tem um peso que não vale a pena carregar, é este. Daquilo que ainda não chegou (talvez nem chegue!) e nós insistimos em querer antecipar.

É muito importante que entendamos que, na vida, boa parte das coisas fogem do nosso controle. E o desafio maior nesse sentido está em distinguir o que realmente merece a nossa atenção naquele momento e o que, de fato, podemos deixar para depois. Para o nosso ”eu” do futuro resolver.

Essa foi a maneira que eu descobri de brincar com uma coisa que, se eu bobear, me domina por inteira. Assim que a ansiedade vem me dar um alô, tenho uma conversa séria com ela e a mando embora. Sei que ela virá atrás de mim sempre que puder, mas, a cada dia que passa, estou criando ainda mais consciência do que realmente vale gastar a minha energia nessa vida.

E você, o que tem feito para lidar com esse monstrinho?

Júlia Groppo

Por julia às 27.01.20 934 comentários
Enfrente

Certa vez, estava assistindo um episódio de uma série, na qual um dos personagens estava passando por uma situação bem difícil. Ele tinha que relembrar momentos de um trauma que havia sofrido em prol de uma investigação, mas passou meses e meses evitando aquele reencontro com o passado.

Foi aí que, ao encontrar outro personagem da trama, ele recebeu o seguinte conselho: ”Enquanto você evitar contato com o seu problema, a sua mente irá recriá-lo de diversas formas, te fazendo sofrer mais que o necessário, usando as lacunas vazias que você deixou aí para preenche-las com o que ela preferir. E isso pode causar sentimentos ainda maiores e mais difíceis”.

Desde então, tenho trazido esse lembrete comigo. Ele se tornou mais um daqueles da minha coleção de favoritos. Isso porque é muito comum nos pegarmos fugindo de algo que nos machuca. Nossa primeira reação é evitar (o famoso ”fingir que não é comigo”). Mas, se querem saber, nunca vi alguém resolver um problema ignorando-o. A verdade é que a gente se engana, pois estamos apenas adiando a coisa. E, arrisco dizer, dando a ela um poder muito grande sobre nós.

Não adianta ignorar a ferida, pois ela vai continuar existindo. Numa dessas, você está deixando de lado uma parte sua, que é parte também da sua história, afinal, tudo o que passamos e enfrentamos nessa vida nos forma como seres humanos, constrói os nossos pedacinhos. É importante olharmos para as nossas sombras de frente, o que não significa que não dará medo algum. É com medo mesmo que a gente vai; mas vai, entende?

Por experiência própria, posso dizer que o personagem da série tinha razão. A nossa mente cria cenários e vai para lugares catastróficos quando preferimos ignorar um buraco que se abriu dentro de nós, seja lá qual for o motivo. Portanto, agora vai aqui o meu conselho: respire fundo, busque ajuda sempre que necessário, mas não deixe de ”olhar nos olhos” do seu problema e enfrenta-lo.

Júlia Groppo

Por julia às 24.01.20 1.069 comentários
Sobre poros, olheiras e afins

Lembro da primeira vez que ouvi falar em ”limpeza de pele”. Eu tinha 11 anos e minha mãe estava no meu pé para me levar fazer uma. Na época, eu morria de medo, mas alguns cravinhos resolveram fazer morada no meu rosto (olá, puberdade!). Desde então, passei a prestar mais atenção nos sinais que a minha pele apresentava e a entender o que eu podia fazer por ela.

É claro que maiores noções desses cuidados – gentilmente chamados hoje de ”skincare” – vieram com a idade e a maturidade, afinal, eu era só uma pré-adolescente querendo acabar com qualquer espinha que resolvesse aparecer no meu rosto. E, vale dizer, via na maquiagem a solução mais perfeita. Quem nunca?

Mas o que quero dizer aqui é que o meu relacionamento com a minha pele começou lá atrás (obrigada, dona Tânia!), foi evoluindo de forma leve, e hoje eu entendo que qualquer (re)ação do meu corpo – ou a falta dela! – é nada mais que uma resposta à maneira como estou cuidando dele. É sobre carinho e responsabilidade com pequenas partes que formam o nosso todo.

Sou feliz por saber que já há alguns anos cuidar da minha pele é uma das melhores coisas que faço nos meus dias (e todos os dias!). Lavar e hidratar o rosto, massagear o corpo, observar cada sinalzinho que surge, cuidar do que está precisando de atenção (oie, sardas!), passar protetor solar, testar novos produtos e principalmente continuar fazendo a tão antes temida (e hoje em dia tão amada por esta que vos fala) limpeza de pele. Minha esteticista que o diga.

Nosso corpo é a nossa casa, portanto, nada mais justo que estarmos atentos ao nosso lar, cuidando para que possamos nos sentir cada vez mais à vontade ali. Fazendo todas as faxinas que forem necessárias, seja dentro ou fora dele. Olhar para o espelho e se reconhecer é uma das melhores sensações da vida, arrisco dizer. É ver a si mesmo ali, com muitas imperfeições, e respirar tranquilo ao entender cada uma delas, principalmente porque você sabe que está se dedicando diariamente àquilo.

Poros bem abertos, sardas que formam praticamente uma constelação e olheiras profundas (meus casos, hehe) perdem o peso quando você passa a entender cada partezinha de si. E claro, tendem a melhorar um pouco por dia quando você investe em cuidar de cada um deles. O autocuidado tornou-se uma questão de sobrevivência para mim, e o skincare é apenas um dos tantos passos para você se dedicar e buscar uma vida mais em harmonia consigo mesmo.

Têm dias (e fases!) na vida que são especialmente difíceis, mas posso te afirmar que perambular por aí sabendo que investi o meu tempo em mim mesma já me faz caminhar de forma mais leve.

Júlia Groppo

Por julia às 23.01.20 1.084 comentários
Degrau por degrau

Consigo me lembrar facilmente das tantas vezes em que questionei tamanha dificuldade para lidar com algumas situações da minha vida; para encarar limitações que são tão parte de mim quanto as coisas que mais amo em mim mesma. É engraçado como nos cobramos evoluir de forma rápida em aspectos que fizeram parte de nós por tantos anos.

Veja bem: se você se acostumou a enxergar a vida e a se comportar de determinadas formas por tanto tempo, acredite, não será da noite para o dia que você conseguirá mudar esses padrões. Apesar de hoje em dia estarmos nos comportando em muitos momentos como máquinas, sabemos que não somos. Que precisamos de tempo e paciência com as coisas, sobretudo com nós mesmos.

Então, se quer saber, não importa o quanto demore, mas sim que você está, de fato, dedicando-se diariamente a esse caminho. Às mudanças que você sabe que serão boas para você. Esse processo pode ser longo, difícil e muitas vezes solitário, mas é igualmente recompensador. Mais um dia chega ao fim e eu sei que já não estou mais naquele mesmo degrau; subi mais um em direção à minha própria evolução. Estou em dia comigo mesma, pois não importa que ainda não tenha alcançado o que gostaria: já não estou mais no mesmo lugar. Assim como você.

Então, façamos um favor a nós mesmos e lembremos, sempre que possível, que um pequeno progresso continua sendo um progresso – e já é algo grandioso do qual devemos nos orgulhar! De degrau em degrau, chegaremos lá – apesar de eu acreditar cada dia mais que o que traz o real prazer nessa vida é esse tal caminho que estamos trilhando, independente de onde ele vai dar.

Estamos todos juntos nessa.

Júlia Groppo

Por julia às 21.01.20 986 comentários
Minha escápula e alguns devaneios

Dia desses, fui fazer uma massagem. Presente de Natal para mim mesma. Gosto de me mimar, sabe? E, cá entre nós, 2019 foi osso. Precisava de um tempo para me recuperar dos tropeços. A vida tem dessas, né. E tudo bem, porque como eu mesma disse dia desses aqui no blog, prefiro acreditar que ela sabe exatamente o que eu estou precisando viver. Mas, entre um desafio e outro, eu me dou esse e outros tipos de folga; de aconchegos.

Eis que a massagista começou a falar sobre a minha escápula. Segundo ela, a coitada estava tensa, rígida, sofrida. Foi aí que, entre um movimento e outro, comecei a pensar: a gente pega pesado demais com nós mesmos. Vamos carregando tanta coisa – que muitas vezes nem são nossas! -, que, quando vemos, estamos perambulando por aí com pesos desnecessários. Com uma bagagem absurda de expectativas, angústias, culpa, frustrações e por aí vai.

E se a gente se desse uma folga? E se repetíssemos, como um mantra, que estamos dando o nosso melhor? E se resolvêssemos acreditar fielmente nisso? Porque eu sei, lá no fundo, que estamos mesmo. Eu estou.

Essa bagagem pode ter diferentes nomes (casamento, TCC, filhos, amizades, carreira, dieta etc.), mas o que mais me interessa mesmo é que hoje você pare uns minutinhos para pensar quais pesos desnecessários anda carregando. E quando foi que você permitiu que eles fizessem morada aí dentro. Seja no coração, ou mesmo nas costas, como foi o meu caso.

Como diz uma grande amiga minha, vamos tornar as coisas mais favoráveis para nós mesmos, sempre que a gente puder. Que sejamos mais os nossos maiores cúmplices nessa vida, não deixando entrar qualquer peso que não nos pertence. Que a leveza seja palavra de ordem daqui pra frente.

É o que tenho feito já faz um tempo, e continuarei buscando até que a minha escápula tenha orgulho de mim.

Júlia Groppo

Por julia às 15.01.20 945 comentários
Quando a vida conversa com a gente

Tenho pra mim que, a todo momento, a vida está tentando nos dizer algo. Ao menos comigo, ela está sempre conversando. E o mais engraçado dessa loucura toda é saber que essa conversa pode acontecer de formas muito diferentes: através de pessoas, obstáculos, coisas que acontecem, coisas que deixam de acontecer ou de uma simples chuva que eu tomo no caminho de volta para casa. Mesmo.

O desafio, acredito eu, está em decifrar esses aprendizados (ou mesmo conselhos), que quando disfarçados de acontecimentos simples da rotina ficam ainda mais difíceis de serem entendidos. Acho que porque o que a vida quer da gente é um pouquinho de coragem, sabe? De sair da toca (alô, zona de conforto!) quando for preciso para buscar respostas lá fora na mesma medida em que é necessário coragem para ficar do lado de dentro, em silêncio, quando o que você precisa ouvir está mais perto do que você imagina: na sua essência.

Nessa caminhada, creio que devemos estar com os olhos bem atentos e o coração aberto para receber as mais diversas lições que precisamos – por mais que possamos achar que não estamos necessitando daquilo. Eu prefiro acreditar que o universo sabe exatamente o que eu estou precisando, e é por isso que ele brinca comigo o tempo todo.

Um céu azul em um dia difícil, um elogio inesperado, um tropeço em meio a uma fase de muita pressa. Não importa muito como, mas a vida quer e vai conversar com você todos os dias.

Portanto, quando estiver meio confuso – em um daqueles momentos em que nada parece fazer muito sentido -, tente parar por um momento e pergunte a si mesmo: ”o que a vida está querendo me ensinar com isso?”. Pode ter certeza que ela está tentando te dizer algo. Do jeito dela, mas está.

Júlia Groppo

Por julia às 15.01.20 Comentários
Gente educada

Dia desses, fui abastecer o meu carro. O frentista me surpreendeu, logo de cara, desejando um bom dia, perguntando como eu estava e o que eu fui fazer ali no posto. Informei que precisava encher o tanque. Ele me ofereceu mais serviços, como checar a água e o óleo, e calibrar os meus pneus. Senti uma espécie de incômodo, mas daqueles bons, sabe? Foi aí que me dei conta: gente educada assusta.

Comecei a pensar em algumas outras vezes em que pessoas me atenderam com um sorriso largo, apertaram a minha mão de forma bem firme, me chamaram pelo meu nome, olharam nos meus olhos enquanto eu estava dizendo algo, entre outras situações que me causaram esse mesmo incômodo gostoso.

Se repararmos bem, aquele frentista estava fazendo algo que um dia já foi considerado básico, como desempenhar o seu trabalho da melhor forma possível, além de oferecer um pouco de gentileza ao seu cliente (que, no caso, era eu). Mas, se formos olhar para essa situação em um contexto atual, onde todo mundo está sempre atrasado para alguma coisa ou mesmo sem tempo algum para distribuir qualquer “bom dia” que seja, posso dizer que aqueles minutos em que estive com ele me trouxeram alívio e leveza – e fizeram a diferença no meu dia, que, vale dizer, não era dos melhores.

Saí de lá inspirada. A gentileza é uma virtude que tento cultivar na minha vida desde sempre. E, modéstia a parte, para mim nunca foi algo difícil. Mas é verdade também que ela pode ser facilmente esquecida em meio ao caos do dia a dia ou quando acordamos acompanhados de um belo mau humor – e, sabe-se lá porquê, achamos que o mundo tem a obrigação de conviver com ele.

Por isso, eu desejo esbarrar em muitas pessoas como aquele frentista no meu caminho. Desejo também ser um pouco como ele. Mas desejo ainda mais que um dia possamos voltar a olhar essas atitudes como algo normal, pois estaremos cercadas delas.

Será?

Júlia Groppo

Por julia às 13.01.20 1.118 comentários
2020

Engraçado como o Ano Novo nos invade, sem pedir nenhuma licença, e desperta em nós tantos sentimentos. Conversando com amigos nos últimos dias, posso descrever aqui as mais variadas sensações que decidiram fazer morada em nós. E a verdade é que eu acho linda a forma como somos tomados. Tudo muda e, ao mesmo tempo, nada mudou. Faz sentido?

É como se, de repente, tudo fosse dar certo. As coisas ficam mais fáceis, os sonhos mais possíveis, o coração mais leve. É esperança para dar e vender. Mas talvez a graça seja justamente essa, não fazer sentido nenhum. Todo o mistério e a sensação de posse do novo que envolve essa virada no calendário tem que apenas ser sentida mesmo – e aproveitada como uma espécie de presente do universo!

Talvez seja apenas uma desculpa para aprendermos a deixar, de uma vez por todas, algumas coisas para trás, e a também dar atenção para as tantas outras que nos esperam logo a frente. E tudo bem, porque o que eu desejo neste novo ano é que possamos recomeçar todas as vezes que forem necessárias. Que possamos ser tomados por essa vontade de fazer melhor e diferente e criar todos os tipos de “Ano-Novo” que julgarmos bem-vindos, seja dentro ou fora de nós. Seja janeiro, março, julho ou setembro.

Se for preciso, criaremos todas as desculpas possíveis. E então, vestiremos branco (ou qualquer que seja a nossa cor preferida!), brindaremos, faremos orações, rituais, promessas, uma nova lista de metas, e por aí vai. Ou apenas respiraremos fundo sabendo que um novo ano – ou uma nova chance – está nascendo.

O importante, aqui, é que você saiba que pode criar um Ano Novo todinho seu sempre que precisar.

Que assim seja.

Júlia Groppo

Por julia às 03.01.20 Comentários

Aqueles que tornam a nossa jornada mais feliz e possível
Por favor, reassista os seus filmes preferidos
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