Da janela pra fora

janela

“Só os que arriscam ir longe demais são capazes de descobrir o quão longe se pode ir”

Essa é uma das minhas frases preferidas. E é tão verdadeira que chega a me dar arrepios. Isso porque, recentemente, pude sentir na pele que, quando nos arriscamos, descobrimos, enfim, tudo aquilo que somos capazes de fazer. E nós somos capazes de muito. A gente pode sempre mais – e cada vez melhor.

Mas há uma palavrinha, pequena, de quatro letras, que nos impede: M E D O. Com coisas bobas e, principalmente, com nossas metas e sonhos, o medo pode ser decisivo. O problema é quando ele nos impede de fazer o que sempre queremos, pois você só será capaz de saber do que é capaz se tentar.

Você não sabia que conseguiria morar sozinho, até que a vida te deu a oportunidade e você decidiu que seria bacana tentar. E conseguiu. Você não sabia que aquele relacionamento te faria tão bem a ponto de te tirar o fôlego até se permitir apaixonar. Entrelaçar as mãos. Dar o primeiro beijo. Você também não sabia que aquele curso da faculdade acabaria sendo o dos seus sonhos, até que se permitiu começar as aulas, ler mais sobre o assunto e se jogar naquele universo. Assim como você não sabia que o seu prato preferido era o seu preferido até que o provasse e pudesse compará-los aos outros.

A vida é assim. Em coisas simples, como um prato de comida, às mais complexas, como relacionamentos. Como com nossos sonhos, que insistimos em deixar lá, na gaveta, na imaginação e na listinha de metas que escrevemos todo 31 de dezembro. “Ano que vem eu vou…”, e lá se vão alguns bons itens. E lá mesmo é que ficam.

Você só sabe até onde pode ir quando se permite mostrar, a si mesmo, que consegue. Quando se arrisca. Não é sentado em frente à janela vendo a vida passar que descobrimos a nossa melhor versão. E eu saí daquela janela e fui descobrir a minha.

Eu fui.

E foi quando me permiti ir, cada vez mais longe, que descobri até onde posso chegar, ou que entendi que nem o céu é o limite. E isso me deu tanta força. Para mim e para tantos outros sonhos que me esperam. Foi quando fui que entendi que talvez não queira mais dar passos para trás, mas sempre para frente. Foi quando fui que pude conhecer um pouco mais quem eu sou, coisas que nem eu mesma sabia ao meu respeito – e que aposto que nem o mundo esperaria de mim.

Foi quando dei o primeiro passo a frente que todos os outros pareceram muito mais leves de serem dados. 

Foi quando eu fui que a magia aconteceu.

Enquanto a vista da janela parecia tranquila e segura, descobri que as calçadas da vida podem ser muito mais perigosas e requerem cuidado. É verdade. Não é fácil estar exposto ao que vier, pois nem sempre a vida se mostra fácil. Na maioria das vezes ela não é. Mas o resultado desse risco que decidi correr, e que quero correr pelo resto da vida, bom, acho que não preciso nem dizer, né? E se eu fosse você, corria descobrir.

Foi da janela pra fora que a vida aconteceu de verdade. Foi dai pra cá que eu vivi, na pele, no coração, na alma e por inteiro o que tem vindo para mim. E tem sido assim.

Saia da janela.

A vida pode ser linda, mas você não está fazendo parte dela. Percebe? Então vai. Vai e descobre. E depois me conta, ta?

Com carinho e sempre em frente,

Júlia Groppo

Por julia às 26.07.16 1.344 comentários

Comments are closed.

A tal da missão de vida
Desafiando minha rotina
Ano novo, vida nova?
O que você deixou cair pelo caminho?