Aqueles que tornam a nossa jornada mais feliz e possível

Quem foram as pessoas que te ajudaram a chegar onde você está hoje? Isso é algo que tenho pensado muito nos últimos meses.

E é estando aberto aos outros com quem nos esbarramos pelos caminhos da vida e nos unindo que chegamos mais longe. Acredito demais nisso. Já ouviu alguma vez que ”’sozinho se vai mais rápido, mas junto se vai mais longe?” Então, tente pensar: quem foram aqueles que te auxiliaram durante toda a sua jornada até aqui?

Acho importante sermos humildes o suficiente para admitir a nós mesmos que, hoje, quem somos tem um pouco do dedo de várias outras pessoas incríveis que fazem ou já fizeram parte da nossa vida – seja por algumas horas, seja por muitos anos. Essas pessoas nos abriram portas, deram conselhos (ou valiosos puxões de orelha), ofereceram dicas e oportunidades, entre outras coisas. Seja a família, professores, parceiros, ex-chefes, mentores, amigos ou colegas de trabalho. Não importa! O importante, de verdade, é saber quem são eles. E, sempre que possível, agradecer essas pessoas.

Nós somos uma bela mistura do que fazemos com aquilo que a vida decide fazer com a gente. E entre todos esses acontecimentos, lá estiveram aqueles que tornaram as coisas ainda mais legais, incríveis e possíveis para nós. 

Sei muito bem quem são as minhas. Gosto de pensar nelas e dizer também o quanto sou grata. E te convido a fazer o mesmo. Primeiro, refletindo. Depois, agradecendo a cada um.

Júlia Groppo

Por julia às 03.09.21 Comentários
Por favor, reassista os seus filmes preferidos

Há quem diga que reassistir filmes é uma grande perda de tempo, afinal, o que não falta hoje são filmes novos (ou vários outros tipos de conteúdo, como séries, realities, podcasts etc) para consumirmos. Os milhares de serviços de streaming estão aí para provar. Já para mim, além de ser uma prática que cultivo para me conectar às minhas versões mais novas, reassitir os meus filmes preferidos funciona como uma chance de poder ver aquela trama com um novo olhar, já que não somos os mesmos a vida toda. Então, eu acredito muito que um mesmo filme pode ser visto por nós sob as diferentes perspectivas que acompanham as nossas fases.

Dia desses, senti vontade de rever ”Sexta-feira muito louca”, um dos que mais amo. Leve e engraçada, a trama conta a história de uma mãe e uma filha que não andam tendo uma relação muito saudável (elas são muito diferentes uma da outra) e que, em um belo dia, acabam trocando de corpos. E então, elas têm o desafio de viver na pele uma da outra por alguns dias. Sempre que assisto a esse filme, me divirto pra caramba e esqueço o mundo lá fora. Mas dessa última vez fui tomada pela reflexão que me trouxe até este texto.

Imagina se pudéssemos passar um dia todo no corpo de outra pessoa, podendo sentir todas as dores e as delícias que é ser ela? Acredito que seria um baita desafio, mas que também só assim saberíamos, de fato, todos os motivos para um ser humano ser da maneira que ele é. Quem dera tivéssemos essa chance para, quem sabe, viver mais em harmonia e respeitando as limitações uns dos outros. Afinal, ninguém escapa ileso dos tombos da vida e as pessoas são o que são por um (ou vários) motivo.

No filme, a mãe entende que o problema da filha é não estar sendo ouvida e, portanto, se sentir incompreendida. Anna (nome da personagem) está vivendo a fase da adolescência e tudo o que ela quer é que a mãe preste um pouco mais de atenção no seu desejo de ter uma banda famosa e nos problemas que está enfrentando na escola. Já a filha descobre o quanto a mãe, Tess, ama de verdade o novo namorado e o quanto ele foi essencial para ajudá-la a seguir em frente após a perda de seu marido (pai da Anna).

Foi aí que comecei a me imaginar trocando de corpo com algumas pessoas que são uma verdadeira incógnita para mim, por diferentes razões. Só estando na pele do outro para entendermos como é ser aquela pessoa e o que a fez chegar até este momento da maneira que se apresenta ao mundo. De fora, as coisas são muito superficiais (ainda mais quando falamos da vida nas redes sociais) e parecem bem mais fáceis. Tente se imaginar no lugar dos seus pais, da sua melhor amiga, do seu companheiro, daquele colega de trabalho ou até do seu pior inimigo. Nós não sabemos o que se passa por trás da carcaça do outro, que é a única coisa que realmente vemos com os nossos próprios olhos.

Mas já que (ainda) não é possível trocar de corpos com outras pessoas por aí, rs, que tal tentarmos nos colocar ao menos um pouco no lugar do outro? Você pode fazer isso ouvindo o que ele tem a dizer, prestando mais atenção na maneira como ele se comporta ou mesmo se dedicando a entender a sua história. Garanto que, aos poucos, algumas incógnitas podem se transformar em respostas.

E, claro, deixo aqui mais um conselho: reassista os seus filmes preferidos. Eles podem ter novas mensagens para te passar.

Júlia Groppo

Por julia às 18.08.21 Comentários
Sobre o dia em que aprendi a amar as minhas dúvidas

Tudo começou com uma nova fase da minha vida. Tomei uma decisão que bagunçou o rumo de muitas coisas, me fazendo mudar até de endereço. A vida estava morna demais, algo que eu, particularmente, detesto, e eu sentia que precisava dar alguns passos para trás para que fosse possível dar um verdadeiro salto para frente. E lá fomos nós: eu, algumas malas, muitas caixas, medos, lembranças, certezas (que mais tarde eu descobriria que não eram tão certezas assim!) e muitas, mas muitas dúvidas.

O problema da liberdade é que ela vem carregada de muitas responsabilidades. Então, a cada escolha que fazemos (ou as que deixamos de fazer), nos tornamos completamente responsáveis pelos resultados, sejam eles bons ou ruins. E era justamente isso que eu temia. Não cheguei a uma decisão de maneira aleatória, mas mesmo tendo concluído que precisava abraçar aquela oportunidade, o medo ainda tomava conta de mim. E não é para menos: mudar é difícil. E, naquele momento, a minha escolha incluía mudar de endereço, de área de atuação e de estilo de vida, tudo de uma vez só.

A verdade é que eu estava bem ansiosa para descobrir o quanto conseguiria bancar essa tal escolha, principalmente por ela estar cercada por dúvidas e mais dúvidas a respeito dos meus próximos passos e por saber os desafios que eu teria pela frente, dentro e fora de mim. Comecei, então, a dar os meus primeiros passos naquele novo cenário. Mas quanto mais eu caminhava acreditando piamente que logo encontraria as minhas respostas, em mais dúvidas eu tropeçava. Eram muitas perguntas, e elas se revezavam na minha mente e começaram a se acumular no meu coração. Quando dei por mim, eu tinha uma verdadeira coleção delas.

Foi então que, em meio ao meu desespero por respostas que pareciam nunca chegar, uma pessoa me deu um conselho valioso que eu tratei de transformar em poesia e que trago comigo todos os dias, desde então: ”Júlia, antes de querer encontrar respostas, aprenda a viver as suas perguntas”. Levei alguns dias para entendê-lo, é verdade, mas eis que em algum momento tudo fez sentido: dúvidas, de certa forma, também funcionam como respostas e têm muito a nos dizer. Sobre nós, sobre a nossa história, sobre nossos medos e também sobre a vida. Elas funcionam como verdadeiras bússolas, por mais paradoxal que possa parecer.

Dúvidas nos ajudam a sair do lugar, ir em busca do novo e testar diferentes maneiras de viver a vida. Afinal, se tem uma coisa da qual a vida é recheada, é de possibilidades. Largar toda a estabilidade que eu havia construído até aquele momento e encarar uma nova cidade, um novo trabalho, uma nova área de atuação, uma nova rotina e, pior, vários dos meus monstros internos, foi um verdadeiro presente que dei a mim mesma para que a vida ganhasse novos sentidos. Para que eu pudesse enxergar que todas as dúvidas e respostas que habitam em mim têm o seu valor, mesmo que sejam passageiras.

Hoje posso dizer que aprendi a amar as minhas dúvidas tanto quanto algumas certezas que descobri sobre mim mesma, e posso afirmar que não tenho mais tanta pressa assim em me despedir delas. Afinal, são essas mesmas dúvidas que têm trazido movimento para a minha vida e que me dão um certo entusiasmo que eu acho essencial para construir a minha jornada (lembra que eu disse que detesto sequer imaginar viver uma vida morna?). São elas que me sacodem sempre que a zona de conforto fica confortável demais. São elas que dão sentido a tantas coisas que ainda sonho viver e experimentar nesse mundo. Respostas não me dariam isso.

Minhas dúvidas me deixam ser ou deixar de ser, me dando chances e mais chances para uma vida imensa e nada linear.

Júlia Groppo

Por julia às 29.07.21 Comentários
A lista do foda-se

Era madrugada e eu tinha acabado de assistir a mais uma comédia romântica dessas bem óbvias e completamente clichês. Minhas favoritas, diga-se de passagem. Sem sono algum, resolvi emendar em um outro filme e comecei a fuçar o catálogo da Netflix. Me deparei com um título curioso e dei play. Geralmente, demoro bem mais para escolher o que assistir; mas dessa vez foi rápido e totalmente aleatório.

Daí que o tal filme aleatoriamente escolhido – que parecia ser um daqueles que apenas te distrai dos problemas e do mundo lá fora – me trouxe até a reflexão deste texto. O que era para ser um momento despretensioso se tornou bastante reflexivo, e devo confessar que eu adoro quando isso acontece. Em plena madrugada, lá estava eu pensando sobre a minha ”lista do foda-se”. Calma que já te explico!

A trama conta a história de um estudante do Ensino Médio que passa pelo menos os últimos quatro anos da escola dedicando-se totalmente a tirar boas notas e a fazer atividades extracurriculares, tudo para conquistar a tão sonhada vaga na faculdade. Logo no início do filme fica bem clara a cobrança excessiva dos pais com ele, e o quanto ele teve que abrir mão de simplesmente se divertir com os amigos ou investir tempo em coisas que realmente gostasse para atender a essa demanda externa.

O tão aguardado dia da divulgação das listas de aprovados das faculdades havia chegado, e ele havia conquistado vaga em sete. Você então deve pensar que ele se considerava um garoto de sorte e estava extremamente feliz com as conquistas. Mas, na verdade, é o contrário! Ter enfim alcançado esse objetivo o fez olhar para os últimos anos vividos (ou melhor, que ele deixou de viver de verdade!) e se dar conta de que tinha embarcado em sonhos que não eram dele. Isso o deixou completamente frustrado e perdido.

Foi então que ele decidiu escrever a tal da ”lista do foda-se”, onde declarava todos os seus desejos mais genuínos se não fossem as tais expectativas alheias sobre a sua vida. Desejos esses que ele sabia que seriam julgados por várias pessoas conhecidas, inclusive os seus pais.

Todo esse contexto sobre o filme para enfim chegar aqui e te perguntar, assim como perguntei a mim mesma enquanto assistia: qual seria a sua ”lista do foda-se”? O que você faria ou assumiria que tem vontade de fazer se não fossem os julgamentos e as expectativas alheias? Quais atitudes você tomaria daqui pra frente se conseguisse ignorar os olhares tortos e comentários desnecessários de familiares, amigos, parceiros, vizinhos, conhecidos ou colegas de trabalho?

Dependendo do tamanho da sua lista, pode ser que esteja na hora de ouvir mais o seu coração e menos o mundo. Será que você tem vivido de acordo com o que realmente deseja?

Júlia Groppo

Por julia às 14.07.21 Comentários
Bondade

Sabe uma coisa que aprendi sobre a vida? Que a gente não perde nada sendo bom. Pode ser que não ganhe também, mas perder? Dificilmente. Porque mesmo quando somos bons (ou ao menos tentamos) e recebemos pura maldade em troca – em suas mais diversas variações -, o problema não é nosso, sabe? Não está dentro de nós. 

A gente não perde nada por abrir a porta para alguém cheio de caixas nas mãos. Por dizer por favor, com licença e obrigado. Por perguntar como uma pessoa está (e verdadeiramente querer saber!). Por fazer um elogio sincero. Por oferecer ajuda – seja em tempo, oração ou financeira. Por nos dedicar ao que amamos. Por lutar pelo que acreditamos. Por acreditar em um mundo melhor. Por querer ser e fazer mais a cada dia.

Pode ser mesmo que a gente não ganhe nada em troca, porque reciprocidade infelizmente não é algo inerente às nossas ações e relações. Mas perder? Repito: dificilmente. A gente perde mesmo é não tentando fazer do mundo (o nosso particular e o lá de fora) um lugar bom. Mais gostoso. Mais aconchegante. Mais leve. 

Já questionei demais as minhas boas intenções ao me deparar com tanta maldade gratuita por aí. Ou com tanta indiferença, algo que considero tão ruim quanto ou até pior que a maldade. Mas eu entendi que cultivar a bondade deve ser uma escolha diária e inteiramente minha. Escolha essa que alimenta o meu coração de forma incrível e genuína. E aí, o que o outro decidir fazer isso é um problema todo dele.

Concorda?

Júlia Groppo

Por julia às 13.07.21 Comentários
15 minutos de cada vez

Já faz alguns anos que uso uma espécie de mantra para não deixar que a ansiedade tome conta de mim. Quando me percebo sendo engolida pelos meus monstros internos, repito para mim mesma: ”Júlia, vamos um dia de cada vez”. E é incrível como na hora meu coração acalma seus batimentos e eu paro de atropelar os meus passos. Sou eu ali me dando um abraço e me relembrando que de nada adianta se estressar com dias e desafios que ainda nem chegaram. O que eu tenho, no fim das contas, é o hoje.

Até que um dia, enquanto assistia aos conteúdos de uma pessoa que gosto de acompanhar na internet, ouvi algo do tipo: ”Estou vivendo 15 minutos de cada vez”. Aquilo me acolheu de uma tal maneira que passei a adotar. Afinal, em meio a uma pandemia que já dura mais de um ano, em apenas um dia muitas coisas passaram a acontecer. Muitas notícias boas e ruins se revezam em meio ao feed do meu Instagram, aos grupos do WhatsApp e nas manchetes do jornal da TV. O tal do ”um dia de cada vez” já não estava mais adiantando.

Então, a partir daquele dia, passei a repetir para mim mesma: ”Júlia, vamos 15 minutos de cada vez”. Foi então que entendi que não adianta se estressar com um dia todo de responsabilidades pela frente. Cada coisa precisa ser resolvida em particular, e se a gente se deixa levar pela danada da ansiedade, a verdade é que passamos aquelas 24 horas nos preocupando com o que precisa ser feito, mas sem fazer nada de fato. E aí o problema torna-se ainda maior.

Portanto, vamos um dia de cada vez. Eu e você. E quando não for o suficiente, vamos viver os tais 15 minutinhos de cada vez, dando a devida atenção a cada coisa, responsabilidade, desafio, momento bom ou pessoa que estiver a nossa frente. Afinal, estar verdadeiramente presente é necessário para viver de verdade, seja algo bom ou ruim (mas necessário).

Com carinho e paciência,

Júlia Groppo

Por julia às 07.07.21 Comentários
E lá se vai metade de um ano

Chegamos à metade de 2021. O ano que começou estranho e seguiu tão desafiador quanto 2020 já nos deu de presente seis meses. E quanta coisa seis meses podem significar… Por aqui, rolaram muitas descobertas, desafios, conquistas e perrengues. Ou seja, de tudo um pouco. Mas, considerando o que eu disse no desabafo que escrevi nas primeira semanas do ano (clique aqui para ler), 2021 já tem deixado uma marca especial em mim, mais do que eu imaginava que seria possível. E quando digo especial, não quero dizer que só coisas boas têm acontecido. A vida nem é sobre isso. Mas que, de certa forma, eu estou aprendendo a dançar conforme a música que este ano está tocando para mim.

É fato que ainda temos seis meses pela frente, e a julgar pelo nosso cenário nacional (principalmente o político e o da pandemia), é natural que já estejamos nos sentindo exaustos. Apesar de sentir que esses meses passaram rápido demais, sinto também que vivi e resolvi muito mais coisas que poderiam caber nesse espaço de tempo.

Foi então que, no dia 1 de julho, para não deixar que essa mistura de desânimo, insegurança e exaustão me dominasse, decidi abrir uma nota do meu tão amado e valioso bloco de notas do celular. Despretensiosamente, comecei a escrever as minhas pequenas e grandes conquistas até aqui, desde 01/01/2021. E foi uma surpresa gostosa ver a lista crescer aos poucos com coisas que realmente significam muito para o meu desenvolvimento pessoal.

Aquilo foi como um grande e forte abraço em mim mesma, me dizendo que, sim, muitas coisas aconteceram nesses seis meses, e que então muitas ainda podem acontecer nos que restam. Portanto, o que eu gostaria mesmo de dizer hoje é para que você não desista de 2021. Seis meses podem já ter passado – e eu não sei exatamente como eles foram para você -, mas ainda temos mais seis pela frente.

É verdade que ainda enfrentamos uma pandemia. Também é verdade que estamos restritos, isolados (uns mais que outros!), ansiosos e dilacerados, cada um a sua maneira, vivendo suas próprias dores e cicatrizes colecionadas desde março de 2020. Mas é verdade também que algumas coisas podem ser feitas, a começar pelas pequenas.

Então, pegue a sua lista de desejos para 2021 em mãos (essa mesmo que você provavelmente escreveu no início deste ano!) e a olhe com carinho. O que dela você já conseguiu realizar e merece ser celebrado? O que ainda vale a pena levar adiante? O que você pode começar hoje mesmo a fazer para que no final do ano as coisas estejam melhores? Pense em tudo isso e, por favor, se dê uma nova chance. Entenda que ainda há tempo. Ainda há muito para acontecer, para mim e para você. Se Deus quiser!

Com carinho,

Júlia Groppo

Por julia às 06.07.21 Comentários
Pequeno desabafo sobre a minha escrita

Na bagunça entre o meu cabelo, o mundo, meu coração e os meus sentimentos, uso as palavras para me expressar. Elas são o meu maior instrumento de cura e transformação. E quando sei que fazendo isso por mim mesma ainda consigo tocar outros corações, a coisa toda fica ainda mais especial. A escrita, no fim das contas, é a maneira como escolhi deixar a minha marca no mundo. É como costumo brincar: o mundo cabe nas minhas palavras. Não importa quanto tempo ainda tenha neste plano: minhas palavras estarão por aí, para quem quiser ler, independente do tempo e espaço que estarão habitando.

Mas a verdade é que, mesmo amando as palavras, acontece de às vezes não ter nada para dizer. E isso, apesar de num primeiro momento parecer um pouco assustador, pode ser bem poderoso! Primeiro porque, para dizer, eu preciso viver. Viver, permitir, experimentar, sentir. E então, quando sinto que as palavras estão fugindo de mim, vou logo em busca de novas paisagens e novas perspectivas, às vezes dentro de uma rotina já construída mesmo. Nesses momentos, sei que é preciso falar menos e viver mais. 

Segundo porque essa tagarela que vos fala tem se sentido cada vez mais confortável no próprio silêncio, e a verdade é que ele pode nos contar coisas bem poderosas sobre nós mesmos e sobre o mundo que habitamos quando aprendemos a escutá-lo. 

É por isso que, apesar de adorar estudar Marketing Digital, admirar a constância de outros escritores, entender a importância de conteúdos com estratégia e ouvir o tempo todo por aí o tal do “quem não é visto não é lembrado”, eu prefiro fazer as coisas no meu tempo. Do meu jeito. Respeitando todos os processos que acontecem dentro e fora de mim. Deixando as minhas palavras terem vida própria.

Vivo, sinto, escrevo e silencio (não necessariamente nessa ordem).

Júlia Groppo

Por julia às 23.06.21 Comentários
O prazer no meio do caos

O que ainda te dá prazer nesse momento difícil que estamos vivendo? 

Vi uma influenciadora que acompanho levantando esse questionamento em seu Instagram e logo tratei de trazer a reflexão para a minha vida. Estamos cansados, com medo, com raiva e sem muitas previsões de quando tudo isso vai passar. Gastamos boa parte de nossa energia, fé e resiliência tentando sobreviver a tantas notícias difíceis. Aprendemos a fazer pão, reorganizamos todo o guarda-roupa, maratonamos catálogos inteiros de serviços de streaming e fizemos muitas reuniões online.

Então, depois de todo esse tempo enfrentando uma pandemia – e de tudo o que já ganhamos, perdemos e (des)aprendemos até aqui -, eu te pergunto: o que ainda te arranca um sorriso? O que ainda te faz sentir uma pontinha de alegria, realização ou alívio? 

Sempre fui fã das pequenas alegrias que podemos encontrar (ou mesmo criar!) no nosso dia a dia. Não sou do tipo que acredita que a gente só encontra a felicidade depois de muito lutar ou que só se vive de verdade em meio ao extraordinário. Para mim, a vida está mais perto e acessível do que imaginamos e é sobretudo em meio ao ordinário, à rotina, ao dia a dia que ela acontece. 

Não precisam ser muitas coisas, mas acredito que elas existem sim, e existem justamente para que você possa se munir das suas armas mais poderosas em tempos tão sombrios: as suas pequenas e valiosas alegrias do cotidiano. Que podem ser momentos, hábitos ou pessoas. Podem ser o que você quiser (e puder) que sejam! São elas que vão te ajudar a manter esse coração quentinho quando tudo parece estranho e triste demais, como a maioria dos dias têm sido. 

Hoje, eu te convido a pensar nisso!

Júlia Groppo

Por julia às 22.06.21 Comentários
Minha caixa de memórias

Em alguns momentos da nossa vida podemos nos afastar de quem somos, sem ao menos percebermos; e quando finalmente nos damos conta, podemos estar longe demais. Mas a boa notícia é que nunca longe o suficiente para nos resgatarmos novamente. Os motivos podem ser vários, mas o que mais importa mesmo é saber o caminho de volta para você mesmo. E existem muitas coisas que funcionam como verdadeiras bússolas internas. 

Desde criança, adoro ter a minha própria caixa de memórias. Cresci vendo minha mãe e minha vó cultivando o hábito de guardar algumas lembranças em caixas, então, logo quis ter o meu próprio espaço para isso. Sempre couberam muitas coisas ali, como cartas, fotografias e objetos que fizeram parte de momentos especiais da minha vida. Começou como uma brincadeira de criança, mas hoje sei exatamente o valor que isso tem para mim!

Nesses períodos de pura confusão interna, onde preciso reorganizar a bagunça que rolou dentro de mim, pegar essa caixa e olhar coisinha por coisinha sempre foi parte essencial do processo. Um verdadeiro resgate, eu diria. Afinal, há partes muito importantes da minha história ali: de onde eu vim, de quem já fui, do que já vivi, de quem esteve comigo até aqui. E do que ainda sonho muito em viver um dia.

A verdade é que cada um de nós sabe as suas principais armas para resgatar pedacinhos nossos que não queremos deixar cair por nada. E que, se de repente caíram entre uma tempestade e outra da vida, fazemos questão de recuperar a qualquer custo. São aquelas partezinhas de nós que formam quem realmente somos, no mais íntimo.  Podem ser filmes, músicas, fotografias, diários cheios de confissões antigas, e por aí vai.

No meu aniversário deste ano, ganhei uma caixa de memórias novinha da minha mãe, que conhece muito bem a filha nostálgica que tem. Já consegui colocar dentro dela alguns registros e lembranças especiais, e a verdade é que não vejo a hora de enche-la com novos capítulos da minha jornada. É um verdadeiro alívio saber que tenho muito bem guardadas coisas que sempre vão me ajudar a voltar para mim mesma, não importa o quão longe eu tenha ido da minha essência.

Júlia Groppo

Por julia às 21.06.21 Comentários

Aqueles que tornam a nossa jornada mais feliz e possível
Por favor, reassista os seus filmes preferidos
Sobre o dia em que aprendi a amar as minhas dúvidas
A lista do foda-se