Apesar da minha dose extra de otimismo nessa época festiva, não posso deixar de te alertar que, apesar do ano novo estar mais perto do que nunca, você ainda é o mesmo de ontem; e da semana passada. Talvez não o mesmo de janeiro, afinal, a vida nos atravessa algumas vezes ao longo dos 365 dias que fazem um calendário. Tenho pra mim que só termina um ano do mesmíssimo jeito que o começou quem, ao invés de viver, está em modo sobrevivência.
Mas números a parte, o que preciso te alertar é que a virada do ano não garante mudança alguma na vida real. Longe de mim disparar doses de negatividade – acredite, tenho me agarrado a todo e qualquer resquício de positividade perante a vida adulta. Também sou forte adepta de qualquer meia desculpa para recomeçarmos – seja a vida como um todo, um hábito da rotina, uma relação. Mas a gente cresce e percebe que algumas verdades precisam ser escancaradas se quisermos viver com mais significado e intenção; e esse é o tipo de conselho que eu escrevo aqui para ficar registrado sobretudo em mim mesma.
Será que o seu eu que escolhe vestir a melhor roupa, estoura champanhe, faz rezas e promessas e grita a contagem regressiva aos sete ventos ficaria orgulhoso de quem você decide ser dia após dia de um ano? O ano é novo, mas você é o mesmo.
A boa notícia é que, o ano é novo, você é o mesmo, mas é possível fazer diferente. Sempre será. O desafio é começar. Que em 2024 o entusiasmo da noite de Ano Novo seja levado adiante.
Júlia Groppo









