Mudar o mundo começando pelo nosso

Eu nunca quis ser só mais uma pessoa no mundo. 

Nenhum de nós é, na verdade. Afinal, cada um tem a sua história e o seu valor, e isso ninguém pode nos tirar. Mas se é que me permitem um desabafo, sinto que algumas pessoas insistem em passar pela vida apenas existindo. É a tal da existência morna, que chega a me dar arrepios.

Eu sempre quis experimentar o máximo do fato de eu estar viva, em tudo o que me proponho a fazer e também em tudo o que a vida traz até mim para que seja enfrentado. E sigo aqui tentando. Têm dias que a gente se sente exatamente do jeito como parece ser: apenas mais um em meio a bilhões. E apesar da estatística estar correta, o nosso caminhar pela vida não precisa ser dessa maneira. 

O problema começa quando a gente passa a acreditar que precisa de coisas tidas como grandiosas para impactar a vida das pessoas com quem cruzamos ao longo do caminho, como ocupar um cargo de liderança, ter determinada quantia de dinheiro na conta ou de seguidores em uma rede social ou ser dono de alguma coisa. E então, a gente fica esperando esse momento chegar. 

Mas grandioso mesmo é descobrir, aos pouquinhos, como é possível impactar a vida das pessoas através dos detalhes e do que já temos conosco. Eu tenho me desafiado cada dia mais a entender como fazer isso dos lugares em que eu já ocupo ao invés de esperar chegar a algum outro que pareça ser mais “importante”, com mais credenciais ou visibilidade. 

Na minha casa. Na empresa em que eu trabalho. Nos almoços em família. Nos clientes que eu atendo como redatora freelancer. Na roda de amigos. Nos poucos leitores que sei que estão aqui comigo.

Acho que estar vivo já é muito importante e o suficiente para viver a nossa vida com intenção e, como consequência, poder dar aos outros, de maneira genuína e espontânea, aquilo que já temos e que já é nosso – e que, acreditem, tem muito mais poder do que a gente imagina! É assim que vamos mudando o mundo aos pouquinhos, começando pelo nosso e com atitudes que, mesmo que não notemos, ecoam por aí.

Espero ainda poder tocar muitos corações nos lugares que eu já ocupo. 

Júlia Groppo

Por julia às 06.04.22 Comentários

Deixe seu comentário

Sair da zona de conforto não precisa ser tão desconfortável...
Sobre emoções não tão legais de serem sentidas
Deixe a vida te tornar um ”sortudo”
Nossa natureza é a imperfeição